Gol!

Era mais ou menos na metade do segundo tempo. Àquela altura, o placar já indicava 3×1 para o time dele e o jogo estava decidido. Em mais uma jogada de ataque, pela esquerda, a bola foi alçada na área adversária. Seguiu-se um bate-rebate até que ela sobrou para um um pé que a empurrou para dentro da meta com convicção e muita vontade. O pé direito, o ruim, aquele que “só vai servir para acelerar o carro”, como eu tantas vezes já disse de implicância, diante da preferência dele em só chutar (bem) com a perna esquerda.

Com o gol veio a comemoração: ele correu em direção à torcida, deslizou de joelhos e ergueu o punho esquerdo, igualzinho ao que o “craque” Neto fazia lá nos anos 90 (eu não sei se ele já viu em algum vídeo do YouTube ou se foi de improviso), arrancando risadas e aplausos dos presentes. Só que eu não vi isso: tinha corrido para abraçar a Fê, que conversava distraidamente com a mãe de um colega dele e não entendeu por que eu a estava jogando para o alto tão feliz.

Um gol pelo Flamengo. Contra o Vasco. Mas eu não estava nem aí para isso: quando ele joga os times não importam, é o “Time do João” que está em campo. Por isso comemorei feliz da vida com um orgulho que não dava para conter.

No fim da partida, a consagração: além dos tapinhas nas costas e afagos ele recebeu o prêmio de “destaque do jogo”, que era exibido para todos com um sorriso de satisfação genuína. Se antes ele se achava, agora ele tem certeza.

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