Linguagem imprópria

Nem eu nem a Fê somos de falar muitos palavrões, e em casa nós falamos menos ainda. Mesmo assim, de vez em quando um ou outro acabam escorregando, e João Guilherme acaba ouvindo, mesmo porque para isso ele tem um ouvido de tuberculoso.

Claro que, se ele ouve, ele também fala. E tem falado bastante, até, principalmente para testar os limites, porque ele sabe que não gostamos. Todas as vezes que João Guilherme solta um palavrão vem um sermão depois, com as regras: palavrões devem ser evitados e casa, na escola e nas casas dos amigos e nunca, jamais, em hipótese alguma podem ser falados na frente das avós (acho que a minha mãe cai dura se ouvir o “meunetinholindobebêdavovó” falando um palavrão).

Mas de vez em quando um palavrão é inevitável mesmo, e nem os pais conseguem repreender. Como foi em outro dia, quando ele estava em um parque aquático e desceu um toboágua com o Cauê. Depois de muita indecisão do João, eles desceram. Depois da descida, João, animadíssimo, gritou, tão rápido que quase não deu para entender:

Isso é legal pra caralho! É tão maneiro que eu vou falar um palavrão! Puta que pariu!

Não deu pra segurar o riso. Ainda mais depois do que ele disse para o pai do Cauê:

Tio Thiago, o meu pai não gosta que eu fale palavrão, mas porra, foi legal demais!

Depois disso, só me restou dizer, rindo também:- Tá bom, João, dessa vez pode… mas não se empolga não!

*   *   *   *

Qual não foi a minha surpresa quando vi nas estatísticas do site que este é o milésimo post do “Bobeatus Sunt…”. Mil posts! Caramba, quem diria, hein? Quando eu escrevi o primeiro, lá em 26 de setembro de 2008, não imaginava que chegaria tão longe. A postagem número 1.000 vem à luz mais de sete anos e meio depois do início e é interessante pensar que, se este blog fosse impresso, teria mil páginas de coisas que escrevi. Quero deixar um beijo para a Fê, para o João Guilherme, para a minha mãe, para o meu pai e para a Xuxa e dizer que, enquanto eu tiver paciência e disposição, vou continuar empilhando posts aqui neste espaço.

Um comentário sobre “Linguagem imprópria

  1. Putaqueopariu! Essa história foi engraçada para caralho!
    E parabéns pela marca! Só você, Eusébio, Pelé e Romário conseguiram atingi-la.

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