Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o filme

Janeiro, mês de férias das crianças, época daquele desespero para arrumar o que fazer com o João Guilherme. Por isso, neste mês cinema é programa garantido. O filme da vez foi “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o Filme”, o filme fofura do ano, que eu mesmo queria ver há tempos, porque eu curto a turma do Charlie Brown desde a infância, quando assistia os desenhos na TVS/SBT (obrigado, Silvio). João Guilherme também queria ver, porque uma nova leva “repaginada” de desenhos é exibida em algum canal infantil e ele gosta muito de assistir. Então fomos nós pro cinemão no sabadão.

Aviso de spoiler. Se você não quer ler nada sobre o filme, clique aqui.

Snoopy & Charlie Brown

Pôster de “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o Filme”

“Fofo”, “gracinha” e que tais são adjetivos muito ouvidos depois do filme. E é verdade. O filme é mesmo muito bonitinho. É um desenho do Snoopy com 90 minutos de duração, sem inovar em nada sobre as histórias e as personagens criadas por Charles M. Schultz, morto em 2000, e isso, para mim, não é ruim. Pelo contrário.

A trama começa perto do início das férias de inverno, quando uma nova aluna aparece na escola: a garotinha ruiva, por quem Charlie Brown imediatamente se apaixona e começa a sofrer por causa da timidez e da baixa autoestima. Paralelamente, Snoopy encontra uma velha máquina de escrever e, munido de papel e de sua incomparável imaginação, embarca, junto com Woodstock, nas aventuras de seu alter ego, o Ás Voador, para salvar sua amada, a cadelinha Fifi.

Tudo o que sempre fez a receita dos desenhos da turma do Charlie Brown está lá, da forma como deveria estar: todos os personagens (até o Chiqueirinho!), os dilemas internos e as trapalhadas que dilaceram o pobre Minduim, o bulliying praticado pela Lucy, o cobertor azul do Linus, as viagens na maionese do Snoopy e, mais importante, a trilha sonora, inclusive uma das músicas mais legais do mundo.

Também como em todo bom desenho do Snoopy e sua turma, a trama não fala sobre heróis e vilões, princesas ou animais fantásticos. Tudo gira em torno da infância, sua leveza, sua alegria, a graça e a simplicidade dos relacionamentos entre crianças (e um cachorro que acha que é criança), pontuados por alguma crítica social (como o culto exagerado às celebridades instantâneas) de forma leve e lúdica, como tem de ser. E, neste caso, o 3D só valorizou o filme.

Mas o melhor, ah, o melhor, foi assistir ao filme e ver que eu ainda consigo me divertir com Snoopy, Charlie Brown e companhia da mesma forma como há trinta anos. E perceber que João Guilherme se divertiu tanto quanto eu, trazendo uma sensação de “passagem de bastão” e a convicção de que os bons desenhos são atemporais.

2 comentários sobre “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o filme

  1. O Kenji e eu também adoramos o filme.

    Gostaram mesmo? Legal. Tô falando, não tem como não gostar.

  2. Eu nem sabia que o filme existia…

    Agora que você sabe não perca tempo e leve a Felícia para vê-lo já!

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