Star Wars, Episódio VII: O Despertar da Força

Já cumpri meu dever cívico neste ano: assisti ao sétimo episódio de Guerra nas Estrelas, “O Despertar da Força”. Curiosamente, este é o primeiro episódio da saga que realmente corresponde à ordem de lançamento: o Episódio VII é o sétimo filme a ser lançado e veio salvar a franquia depois do desastre que foram os episódios I, II e III, que se não tivessem existido não fariam a menor falta  – exceto, talvez, os últimos dez ou quinze minutos de “Episódio III – A Vingança dos Sith”.

Star Wars

Poster de “Star Wars, Episódio VII – O Despertar da Força”

Eu fui para o cinema cheio de expectativas. Seria finalmente dessa vez que eu sairia do cinema sem estar decepcionado por ter perdido tempo e dinheiro com um Guerra nas Estrelas ruim? Será que eu presenciaria um espetáculo do tipo “O Império Contra Ataca”, que eu não pude ver no cinema porque não tinha idade, ou encararia outro “A Ameaça Fantasma”, a vergonha alheia da série? A análise dos críticos e o boca a boca dos amigos e conhecidos eram promissores, e embora tudo indicasse que não se tratava de outra porcaria, eu estava meio cético.

Pois o filme é sensacional. E a partir de agora, querido leitor, o post é um spoiler só. Por isso, se você não quiser saber o que acontece durante as pouco mais de duas horas de exibição do filme, clique aqui.

O filme poderia perfeitamente ter como subtítulo “procura-se Luke Skywalker desesperadamente” porque toda a trama, situada muitos anos depois dos eventos de “O Retorno de Jedi”, gira em torno da corrida frenética para descobrir o paradeiro de Luke, que se exilou em um local desconhecido há muito tempo. Essa disputa é travada entre a Primeira Ordem, uma nova organização maligna surgida dos remanescentes do Império, e a Resistência, apoiada pela república apoiada pelos antigos rebeldes dos filmes anteriores que ainda não conseguiu prevalecer politicamente na galáxia e que tem entre seus líderes a ex-Princesa, agora General Leia. A Resistência acredita que, encontrando Luke, terá no poder da Força a liderança que falta para derrotar o adversário, enquanto a Primeira Ordem pretende encontrar Luke para destrui-lo e, depois, aniquilar a Resistência.

Nessa busca, personagens novos são inseridos na trama, ao mesmo tempo que os personagens antigos gradualmente fazem uma transição suave e tranquila que abre espaço para novas histórias no futuro. A turma nova dá conta do recado direitinho, mostrando que tem tudo para ocupar um lugar no coração dos fãs da série: é fácil gostar de Finn, assim como é fácil ser cativado por Rey (cujas origens me parecem propositalmente semelhantes com as de Luke Skywalker ), e é impossível sair do cinema sem querer comprar um BB-8 pra chamar de seu.

Mas os clássicos estão lá, e também fazem bonito. É emocionante ver a Millenium Falcon fazendo a linha “panela velha é que faz comida boa” (com direito a uma troca de comando feita com muita delicadeza para os fãs da série), além de rever Leia e Han Solo, Chewbacca, C-3PO e R2D2 juntos (quanto a Leia, embora seja um pouco assustador ver como ela envelheceu, é impressionante notar como ela mantém o mesmo olhar da juventude, especialmente aqueles endereçados a Solo). Aliás, uma coisa legal que aparece logo de cara no filme é a aquela estética “envelhecida”, própria da primeira trilogia: tudo parece efetivamente usado, gasto, cansado. Não há excesso de cenários digitalizados nem a artificialidade irritantes dos episódios I, II e III.

Outra coisa que eu notei é que o filme “conversa” bastante com os episódios IV, V e VI: as referências aos três filmes surgem o tempo todo, e aqueles que já os viram perceberão isso facilmente. Quer dizer,  história de Guerra nas Estrelas foi respeitada, não quiseram inventar a roda nem romper com os fatos conhecidos do público, e deixou muito claro que vai continuar.

“O Despertar da Força” é um filme extraordinário – mérito de J.J. Abrams,  que salvou a história e ainda manteve John Williams a cargo da trilha sonora – e me deixou tão animado quanto os espectadores de “O Império Contra Ataca”, com o qual ele briga ferozmente pelo posto de melhor filme da série, devem ter ficado em 1981. Que a Força siga com “Star Wars” por muito tempo ainda.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s