Escola nova

Ontem foi o primeiro dia de aula do João Guilherme na nova escola. Tiramos ele da escola anterior um ano antes do previsto porque achamos que estava na hora de colocá-lo em uma escola maior, com uma abordagem pedagógica diferente e, mais importante, mais perto de casa.

Infelizmente, João não vai mais ter a companhia dos comparsas na escola. Cauê e Diego também saíram da escola anterior, mas cada um foi para uma escola diferente, por isso nosso esforço vai ser concentrado em manter o contato deles nos fins de semana, feriados e férias. Por outro lado, outros seis coleguinhas que estudavam com ele até o ano passado o acompanharam neste ano, quatro dos quais ficaram na mesma sala dele. Isso deve ajudar na ambientação escolar e facilitar a socialização com os novos colegas, mas vamos ficar atentos para que os quatro não formem uma panelinha.

No fim do dia, quando cheguei em casa, fui conversar com ele sobre o primeiro dia de aula. Perguntei o que ele tinha achado da sala, da professora, dos colegas novos e dos antigos que também estavam lá, da quadra de futebol, do espaço do recreio… enfim, fui perguntando tudo o que vinha na cabeça para saber se ele tinha ficado bem ou não. No início, ele respondeu sem muito entusiasmo, mas a empolgação foi aumentando aos poucos à medida que conversávamos. Ele me disse que a professora, que se chama Gisele, é muito legal, que a sala de aula é bonita e grande, disse que estava contente porque tinha gente conhecida na turma dele, e que tinha encontrado o resto do pessoal no recreio. Falou que achou o pátio grande e que gostou muito da quadra de futebol, e que o professor de educação física, Felipe, é muito legal, colocou as crianças para jogar em todas as posições (“até no gol, pai!”) e que tinha uma menina que jogava com eles, e jogava muito bem.

Para tudo que ele dizia eu falava uma palavra de incentivo, cheia de entusiasmo, e me parece que isso ajudou. Expliquei para ele que futebol é um jogo tanto de meninos quanto de meninas também, e que tem muitas mulheres que jogam melhor do que muitos homens, como a Marta, e disse que um bom jogador tem de saber jogar em várias posições, para ser “versátil”. Falei que vai ser muito legal fazer amizades novas na escola, e que isso não significa abandonar os amigos de sempre, porque amizade é uma coisa que é maior do que sala de aula.

Acho que ele gostou da conversa, porque me deu um abraço e disse que me ama. Depois ficou lá, brincando. Começamos bem o ano letivo, o quinto da vida escolar dele. O primeiro dia foi bom, vamos ver se a escola vai ter um bom desempenho durante o ano todo.

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