Clássico é clássico e vice versa

No último Natal o mundo do futebol ganhou uma nova arena capaz de ofuscar as arenas da Copa do Mundo. Um novo estádio capaz de encher dirigentes e torcedores de orgulho, um palco perfeito para memoráveis recitais de futebol; um marco, uma joia, um ícone que será cenário de glórias e de muitas voltas olímpicas de seu time.

A entrega do Estádio Professor João Guilherme Passarelli Santos, o “Janjão”, aconteceu em uma linda cerimônia realizada no dia de Natal de 2014, e contou com a presença do presidente do clube, que também é craque e titular absoluto do time, João Guilherme, acompanhado de sua respeitável mãe, a Sra. Fernanda Passarelli, figura proeminente da sociedade, e do técnico do time, Eduardo Santos, contratado a peso de ouro para conduzir o projeto do clube, além de outras autoridades e figuras ilustres. Faltava, porém, o jogo oficial de inauguração da arena, que foi realizada ontem, dia 05 de janeiro de 2015, contra o escrete de O Cachambi Não é Aqui, que honrosamente aceitou o convite para o evento que marcou, também, o início da pré temporada deste ano.

O imponente Janjão

O imponente Janjão

Apesar da chuva fraca que caía no estádio, foi uma noite estrelada. Craques do porte de Abó e Brinha, Mangueirinha, Espinafre, Botãotão, Messi, Neymar, Capitão América e Cristiano Ronaldo brindaram os presentes com uma partida que reunião o melhor do futebol de botão arte. Mas está enganado quem pensa que foi um amistoso de compadres: foi uma partida dura, pegada, com faltas e cartões amarelos, em que o time da casa foi surpreendido pelo toque de bola envolvente do visitante e chegou a ficar atrás do placar no início do jogo.

Na entrada em campo, após serem saudados pela torcida entusiasmada, ambos os times se perfilaram para a execução do hino nacional, enquanto o telão exibia a bandeira do Brasil. Seguiram-se os cumprimentos protocolares entre jogadores e arbitragem e o cara e coroa para a definição da saída da bola no início do jogo.

Dada a saída, notou-se a postura excessivamente cautelosa do time da casa, que trocava passes como se não quisesse macular o impecável gramado do estádio, mas como dizia o célebre pensador contemporâneo Mancuso, futebol é esporte para homens, e com isso em mente o adversário agredia mais, às vezes em sentido literal, o que por vezes exigiu intervenções mais incisivas da arbitragem. Porém, o ímpeto dos visitantes e seu domínio do jogo não se convertia em chances de gol, e a partida seguia em um tenso empate em zero a zero, até que, em uma cobrança de falta próximo à quina esquerda da grande área dos donos da casa, Brinha abriu o placar. O goleiro ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar que o primeiro gol do Janjão fosse anotado pelo time visitante: 1×0.

No final do primeiro tempo, a polêmica: após confusão na área, o árbitro marcou pênalti a favor do time da casa. Foi uma decisão muito contestada pelos adversários, que não viram nenhuma irregularidade no lance e o acusaram de beneficiar os locais. Alheio a isso tudo, porém, Neymar ajeitou a bola na marca e cobrou com categoria, empatando a partida. Após o gol o primeiro tempo foi encerrado, e os times foram para o intervalo com muitas reclamações dos visitantes e certo alívio dos locais, que provisoriamente escapavam do constrangimento de ser derrotados em casa na partida inaugural de seu estádio.

No segundo tempo, esperava-se uma postura mais ousada dos donos da casa, o que, contudo, não aconteceu. Pelo contrário, foram os visitantes que aumentaram a pressão que vinham exercendo desde o primeiro tempo. Surpreendentemente, porém, os locais viraram a partida, com uma falta bem cobrada por David Luiz, inalcançável para o goleiro. Ocorre que a vantagem no placar fez com os que os jogadores da casa se acomodassem em campo, de modo que o empate, que já parecia inevitável, consumou-se com um petardo de fora da área desferido por Brinha. Foi o segundo gol dele do jogo, que assim se tornou o artilheiro da partida.

A partida em andamento

A partida em andamento

O resultado parcial trouxe tensão para as arquibancadas e para o banco do time da casa, que, enfim, resolveu deixar de esperar o adversário em seu próprio campo e assumiu uma postura mais ofensiva na partida e conseguiu a vantagem no marcador em um escanteio muito bem batido por Cristiano Ronaldo, finalizado por Neymar, já no final da partida, garantindo, assim, alívio e alegria geral, que se transformou em festa depois do encerramento da partida. Placar final, JG 3×2 Leandro, mas o placar foi o menos importante. O que interessou mesmo, mais do que o resultado, foi a confraternização entre jogadores e dirigentes, que se saudaram em regozijo pela partida disputada, e a comemoração da torcida em júbilo pela estreia da arena Janjão com o pé direito, animada com a preservação das tradições e animada com a perspectiva de dias prósperos para o futebol. Que venham os próximos jogos!

2 comentários sobre “Clássico é clássico e vice versa

  1. Epa! O gol do Cristiano Ronaldo (o último) foi de escanteio, não foi de pênalti.

    Ih, tem razão! Já consertei, obrigado.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s