O que ver em Bonito

Nossa primeira atração em Bonito foi a Boca da Onça, que fica a pouco mais de sessenta quilômetros de distância, uma hora e pouco de viagem. É um parque ecológico que inclui trilhas, rapel, piscinas naturais e muitas cachoeiras, todas de grau leve a moderado de dificuldade. É fundamental levar roupa de banho e repelente; protetor solar não é recomendável por causa da contaminação da água mas tem muita gente que usa assim mesmo.

Não foi difícil encontrar o caminho, usando o mapa simples que a operadora de turismo nos deu. Chegamos às quinze para as oito da manhã, quinze minutos antes do horário indicado em nosso voucher, e fomos direto para a recepção. A recepcionista indicou os guarda volumes e o lugar onde deveríamos esperar a chegada do guia que nos levaria no passeio, e alertou que se não estivéssemos ali quando ele passasse, ele sairia sem nós, em respeito ao restante do grupo. Medida corretíssima, na minha opinião.

De Bonito até a Boca da Onça, sem erro

De Bonito até a Boca da Onça, sem erro

A trilha tem aproximadamente quatro quilômetros de extensão, que são percorridos em mais ou menos quatro horas. Sabendo disso, preparamos uma mochila com comida, água e isotônico, mas nem precisava porque lá há um caixa em que você pode trocar dinheiro por fichas com as quais se pode comprar um lanche em uma cantina que fica bem na metade da trilha. Essas fichas são coloridas de acordo com o valor, e são a única forma de comprar alguma coisa nessa cantina, que não aceita dinheiro nem cartão. Se sobrar troco, ou se o turista não usar nada, é só devolver as fichas no caixa e receber o dinheiro de volta.

Apesar termos trazido nossa própria comida, imaginei que ela podia acabar antes da tal cantina, porque eu ainda não sabia como seria a trilha que faríamos, então troquei umas fichas para garantir, mas acabei não usando, o que no fim não foi problema nenhum.

Ronaldo, nosso guia, nos encontrou precisamente às oito da manhã e nos levou para uma sala para assistirmos um vídeo rápido com informações sobre o local e a trilha, além das instruções de segurança. Durante as quatro horas de caminhada, pararíamos em quatro cachoeiras nas quais poderíamos nos banhar, além da cantina para quem quisesse comer, o que significa que, contando o tempo das paradas, nunca andaríamos mais de meia hora. Moleza.

Logo no início do trajeto passamos pelo cânion do Rio Salobra, onde fica aquele que é considerado o maior rapel de plataforma do Brasil, com noventa metros de altura. O rapel é negativo, quer dizer, feito sem nenhum apoio para os pés, e quem quiser descer tem de agendar com antecedência, como ninguém do nosso grupo quis, fomos à plataforma só para tirar umas fotos e contemplar a bela vista do vale, que realmente é cinematográfica. Dali seguimos para uma escadaria de pouco mais de mil degraus, que felizmente era só para descida, até chegarmos à margem do rio.

Apesar de termos quatro cachoeiras liberadas para banho, ao longo da trilha passamos por nove quedas d’água. Todas elas têm formação calcárea, por esta razão suas paredes são frágeis e podem se desfazer com o contato humano. Por isso, a maioria delas é interditada para fins de preservação e também para a própria segurança do visitante, porque é fácil acontecer um acidente causado pela quebra de uma pedra onde o banhista esteja apoiado. As cachoeiras liberadas para banho têm estrutura mais sólida e piscinas fundas, como esta, a Boca da Lontra, todas elas são equipadas com deques de madeira com ganchos para pendurar bolsas e mochilas. E, apesar de a tentação de se atirar de cabeça ser grande, a segurança sempre manda que se pule na água (que é bem menos fria do que eu esperava) em pé.

Cachoeira da Boca da Lontra

Cachoeira da Boca da Lontra

A última cachoeira em que mergulhamos é o Buraco do Macaco. É a maior, mais funda e aquela em que ficamos mais tempo. Ela tem uma piscina externa e uma abertura na pedra que leva a um salão grande, onde fica a queda d’água. Há uma corda guia para atravessar o buraco, mas quem quiser pode ir sem ela, nadando. Apesar de parecer assustador, sobra espaço entre a água e o teto da passagem, então dá para passar por ela sem mergulhar, sem sustos. Fiz umas fotos, que não ficaram muito legais porque a capa impermeável do telefone (aquela mesma que me salvou em Visconde de Mauá) estava meio embaçada, mas dá pra se ter uma noção da parte “de dentro” do Buraco do Macaco.

A entrada do Buraco do Macaco

A entrada do Buraco do Macaco

O salão do Buraco do Macaco

O salão do Buraco do Macaco

Quando terminamos a trilha, voltamos à recepção para o almoço, que está incluído no preço. Bufê self-service, comida honesta. Depois, à disposição do visitante, uma bela piscina natural e o mais importante: redes para aquele cochilo pós almoço! Afinal, apesar de o passeio ser tranquilo, todos têm de dirigir de volta para “casa”, e essa descansada é providencial, porque tem gente que encerra o roteiro bem cansada. Somando tudo, o turista vai sair de lá mais ou menos às três da tarde e, considerando que todas as atrações já estão fechadas às cinco, a Boca da Onça costuma ser a única atração do dia. E compensa cada minuto.

Molezinha para o descanso pós trilha: piscina e redes para descanso

Molezinha para o descanso pós trilha: piscina e redes para descanso

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