Sinal dos tempos

Decidimos que João Guilherme vai mudar de escola ano que vem. Era para isso acontecer só em 2016, mas começamos a ficar incomodados com algumas decisões da atual escola quanto ao conteúdo pedagógico e à forma de aplicá-lo, e resolvemos antecipar essa mudança em um ano. Começou, então, a busca por uma escola que atendesse às nossas expectativas dentro do orçamento familiar. Neste processo, depois de alguma pesquisa, agendamos uma visita guiada a uma escola que havia sido bem recomendada por uma vizinha.

Durante a visita, fiquei muito bem impressionado com as instalações, claras, amplas e limpas, muito limpas mesmo. A coordenadora que nos guiava deve ter notado, porque pediu para naõ repararmos na sujeira, porque as crianças haviam tido aula pouco antes. Eu não sei se ela falou isso para fazer propaganda ou se ela realmente achava que o lugar estava sujo, porque o que eu via era um primor de arrumação. Até havia um pouco de um líquido azul derramado em cima de um balcão do laboratório, mas era mesmo de uso, não relaxamento com a limpeza, e enquanto eu pensava nisso a moça da faxina já havia chegado para arrumar.

Não só o laboratório era limpo; salas de aula, corredores, pátio e principalmente os banheiros estavam impecáveis. Além disso, reparei em outras coisas como iluminação do ambiente, decoração, ventilação, segurança dos brinquedos e do equipamento utilizado pelas crianças. Vi que as salas de aula eram amplas e todas são equipadas com pia construída em altura compatível com o tamanho das crianças e filtro instalado no alto, para que só a professora consiga alcançá-lo.

Reparei, também, no tamanho da escola, que é muito maior do que a escolinha onde ele está matriculado agora, na qual as professoras cohecem todas as crianças e seus pais pelo nome.

Essa foi a escola que escolhemos para ele, no fim, e eu fico preocupado de essa mudança ser um choque para ele, porque ele vai estar mo meio de muitas crianças ano que vem, de idades muito diferentes, mas nesses quase cinco anos ele demonstrou ser um menino muito adaptável, então acho que vai ficar tudo bem.

Engraçado como são as coisas: eu nunca havia me imaginado pensando em laboratórios, iluminação e ventilação das salas de aula, limpeza e tal. Na minha mente limitada que eu tinha quando ainda não era pai, jamais pensei na escola como um local não só de ensino, mas também de convivência e formação cultural das crianças. Para mim a escola era um lugar para as crianças aprenderem e brincarem um pouco no recreio, e só – acredito que isso tenha sido um pensamento formado pela forma como eu me relacionava com a minha escola, aliada à falta de preocupações de quem não tem filhos. O amadurecimento pode ser legal, às vezes.

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