Dia 30: débâcle cabocla

Dessa vez acho que nem a Dona Lúcia vai ver alguma coisa boa na Seleção Brasileira. Como ela é, segundo a própria, uma senhora que não entende de futebol, ela não vai reclamar das alterações que o Felipão fez, que foram inúteis porque os jogadores que entraram em campo nunca haviam treinado juntos, e, de qualquer maneira, o esquema tático não foi alterado, então não houve novidade nenhuma.

Ela também não vai entender que, por causa da falta de entrosamento entre os jogadores devido à falta de treinos e do esquema tático equivocado, com o qual o técnico insistiu inutilmente desde o início e que não conseguiria mudar nem se quisesse, porque não treinava, o time não se achava em campo e o que se viu foi o mesmo bando de jogadores despreparados da surra das semifinais.

Dona Lúcia também não vai compreender que a Seleção não ofereceu resistência em momento algum para a Holanda, tampouco apresentou alguma capacidade de reação, e que os erros da arbitragem nos dois primeiros gols holandeses foram irrelevantes, porque se aqueles não tivessem valido os adversários fariam outros que valeriam, e mais tantos outros quantos quisessem, mas só fizeram três por pena de nós.

Enfim, Dona Lúcia, um anjo de candura, apesar de sua experiência de vida não vai entender tudo o que deu errado na preparação e na atuação da Seleção Brasileira nesta Copa, que foram muitas, muitas mesmo. E certamente ela não vai se interessar por isso também, diante de seu apoio incondicional à comissão técnica da CBF.

Mas tem uma coisa que eu acho que a Dona Lúcia reparou, e não deve ter ficado nem um pouco satisfeita com isso: a arrogândia e a falta de educação da comissão técnica da Seleção Brasileira, que abandonou o campo assim que terminou o jogo, deixando os holandeses sozinhos para comemorar o merecido terceiro lugar invicto (eu ainda acho que eram eles que deveriam estar aqui, no Maracanã, hoje).

Foi uma demonstração de antiesportividade, soberba e grosseria bem ao gosto do pessoal que não vai admitir seus próprios erros e vai insistir até a morte, limitado pelos antolhos que carrega, que o vexame do dia 8 foi só um “acidente”, apoiado no e-mail tão humilde e convenientemente escrito e lido com pompa em entrevista coletiva, como se ele fosse um habeas corpus. Um comportamento indigno e totalmente incopmatível com a Copa do Mundo do espetáculo que conseguimos organizar.

Um pouco de humildade faria essa turma entender que o quarto lugar está de muito bom tamanho para essa Seleção, e que eles tinham mais é que aplaudir os vencedores, que mereceram ganhar com sobras porque eram um time, não um bando, assim como a torcida fez. Hoje, perdemos não só o jogo, mas a copmostura.

É, Dona Lúcia, vexame no futebol a senhora até perdoa, mas dar vexame nas boas maneiras já é demais.

2 comentários sobre “Dia 30: débâcle cabocla

  1. Com essa exibição de ontem, acho que perder para a Alemanha na semi-final foi o melhor que podia ter ocorrido, caso contrário íamos perder da Argentina em pleno Maracanã.

    Acho que você tem razão.

  2. Temo que a Dona Lúcia, assim como o Zé Ferreira, o Macaco Tião e tantos outro personagens ilustres da cultura popular, tenham entrado para a história pela porta dos fundos.

    Ridículo. Absolutamente ridículo.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s