Dias 28 e 29: ressaca

Nas últimas Copas, desde 1990, dentre os semifinalistas sempre havia pelo menos uma seleção que ou era uma zebra ou era uma seleção que até tinha uma certa tradição, mas que não se imaginava que conseguiria ficar entre os quatro melhores do mundo. Foi assim com Inglaterra, Bulgária, Suécia, Croácia, Coreia do Sul, Turquia, Portugal e Uruguai. Por isso, os jogos de terceiro lugar eram bem animados, porque sempre havia alguém que estava exultante por ter a oportunidade de se classificar em terceiro lugar na Copa, e na prática ninguém tem nada a perder, tanto que, até onde consigo me lembrar (não vou parar de escrever para pesquisar isso, então se eu estiver errado por favor me corrijam) nunca houve um zero a zero em uma disputa de terceiro lugar.

Só que, neste ano, o jogo do terceiro lugar está com o maior clima de rebordosa. O Brasil, destruído depois dos 7×1 para a Alemanha, já mergulhou no turbilhão de acusações e cortinas de fumaça, com imprensa e dirigentes buscando culpados, arrumando justificativas, armando cenas ridículas como o e-mail da Dona Lúcia e vociferando decisões demagogas que não vão nos tirar da situação em que estamos vai enfrentar a Holanda, surpreendida pela eliminação nos pênaltis diante da Argentina, cujo técnico disse que o trerceiro lugar “não vale nada” e que o jogo sequer deveria existir.

É assim, com duas equipes de cabeça inchada, uma delas que ainda não consegue nem sentar direito, que Brasil e Holanda se enfrentam às 17 horas de amanhã, em Brasília, para saber quem fica com o terceiro lugar da Copa do Mundo. Uma partida melancólica, da qual, confesso, não tenho muito o que esperar: não acho que o Brasil tenha futebol para derrotar a Holanda, e nem é por causa do resultado contra a Alemanha, é porque o time deles é melhor mesmo, mas também acho que a Holanda não está muito interessada em entrar em campo. Por outro lado, é enorme a chance de a Seleção querer “lavar sua honra” e jogar direitinho como contra a Colômbia, mas também pode acontecer de a ansiedade de um time emocionalmente frágil e com os nervos já em frangalhos levar jogar tudo pro espaço caso levemos o primeiro gol, aí podemos sofrer outra goleada até pior do que a de terça feira. Mas também é possível que tenhamos uma armação mais defensiva e grandes alterações no time, o que pode diminuir a chance de um novo vexame. Sinceramente, não sei.

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