Dias 24 e 25: as quatro grandes

As semifinais da Copa têm tudo para ser épicas. São duas reedições de finais (a de 2002, entre Brasil e Alemanha, e a de 1978, entre Argentina e Holanda) e histórias que podem gerar belos dramas: no jogo de hoje, a equipe da casa, de desempenho irregular e sob desconfiança, que repentinamente ficou sem seu melhor jogador depois de uma agressão do adversário na partida precedente e precisa mostrar para todos e até para si própria que tem condições de vencer sem ele; teoricamente é inferior ao adversário, uma equipe poderosa que apesar de ter estado em treze semifinais de Copa do Mundo, as últimas quatro consecutivas, está há 24 anos sem ganhar um título e montou um timaço para sair da fila. Além disso, a única vez em que ambas se encontraram em uma Copa foi justamente na última final de que participaram, e o adversário perdeu. Por outro lado, apesar da teórica inferioridade técnica, o time da casa tem a torcida a favor, o grupo fechado, se virou bem na competição sem seu craque e é o maior de todos os vencedores da Copa do Mundo.

Na outra partida, uma equipe que até agora não encontrou adversários de peso e teve o caminho mais fácil de todas as postulantes ao título (mas não tem nada a ver com isso), que não mostrou um futebol convincente até agora (com isso ela tem a ver sim), é absurdamente dependente de um jogador que está fazendo mesmo a diferença na Copa e quer sair de uma fila de 28 anos, 24 dos quais sem sequer chegar à semifinal, enfrenta uma equipe rápida, que tem jogado bem, tem um técnico ousado que sabe exatamente o que está fazendo, jogadores no auge da forma e quer finalmente conseguir seu título, que já bateu na trave três vezes, a última na Copa passada – talvez ela nunca tenha reunido tantas condições para consegui-lo.

Brasil x Alemanha e Argentina x Holanda. Os dois jogos das quatro melhores seleções prometem muito. O mundo está de olho nelas. Que correspondam à expectativa, o futebol só tem a agradecer.

2 comentários sobre “Dias 24 e 25: as quatro grandes

  1. O que você pensou de pior quando escreveu “teoricamente é inferior ao adversário”? Já pensou nisso?

    O pior cenário que eu pensei foi uma derrota de 2×0 depois de um jogo equilibrado, decidido pela melhor técnica dos jogadores alemães, o que não seria nenhum absurdo. Ninguém esperava esse massacre.

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