Dia 20: ai, mamita querida!

A Argentina é uma seleção intrigante. Tem cem por cento de aproveitamento nos quatro jogos que disputou mas em todos eles jogou mal, ganhou por pouco, sofreu. É um time disperso, sem inspiração, um tanto confuso e terrivelmente dependente de Lionel Messi. Mais dependente dele do que o Brasl é de Neymar ou a Holanda é de Arjen Robben.

Ontem, na partida contra a Suíça, que tem um time horroroso que só quer defender, Messi foi muito bem marcado e desapareceu de campo por 117 minutos, até que, em uma bola perdida por um suíço no meio campo, ele, Messi, preparou toda a jogada, avançou até a entrada da área e tocou para a direita para Di Maria só completar, um gol bem parecido com o que Rivaldo fez para o Brasil para empatar o jogo com a Inglaterra nas quartas de final de 2002. Foi só a partir daí, depois de 117 minutos de retranca, que a Suíça resolveu chutar a gol e até meteu ua bola na trave.

E assim, sofrendo dramaticamente e jogando mal, a Argentina chega às quartas de final da Copa, na qual é favorita contra a Bélgica. Tudo graças exclusivamente a Lionel Messi, o único que joga futebol na seleção argentina, o dono do time, o jogador que vem fazendo de sua terceira Copa a melhor de sua carereira, e cuja ausência transforma a invicta Argentina em um time medíocre, mas que, por causa dele, tem grandes chances de chegar à final.

Messi é o cérebro e o motor da seleção argentina, e não é exagero dizer que sem ele o time possivelmente já teria sido eliminado da Copa antes. Porque, a bem da verdade, a Argentina ganhou de quem? Bósnia-Herzegovina, Irã, Nigéria e Suíça. Nesses quatro jogos, sofreu em todos, especialmente contra o Irã, que não empatou por puro azar. E em todos esses jogos, todos os gols marcados, sem exceção, passaram necessariamente por ele, Messi. Vejamos: foram sete gols até aqui, e deles, quatro foram marcados pelo próprio Messi, um foi contra em uma falta cobrada por Messi e os outros dois foram marcados em jogadas criadas por ele – só restava ao anotador empurrar a bola para dentro da meta. Justamente por isso, em todas as partidas da Argentina ele foi eleito pela Fifa o melhor jogador em campo, o que é mais do que justo.

Messi carrega a Argentina nas costas como nem Maradona fez.

Um comentário sobre “Dia 20: ai, mamita querida!

  1. Engraçado que não era para ser assim. Di Maria e Agüero tinham potencial para dividir esse encargo com ele. O pior de tudo é que ele pode conduzir a Argentina ao título, igual Maradona fez. Aí babou a nega do doce…

    Se isso acontecer, ele vai superar Maradona e criar um paradoxo: o craque se consagra mas o futebol, que deixaria de ser um esporte coletivo, perde.

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