Dia 19: que dureza

Alemanha e Argélia fizeram um grande jogo, um dos melhores desta Copa do Mundo. Os argelinos mostraram que conseguem encarar um time como a Alemanha, que eu ainda acho favorita ao título, de igual para igual, defendendo bem, buscando sempre o ataque, ainda que conscientes de suas limitações. Os alemães mostraram maturidade, conhecimento do próprio time, calma e também buscaram sempre o ataque, mesmo depois de fazer o primeiro gol já na prorrogação. Quem não viu, perdeu.

Eu não sei se a Alemanha esperava encontrar um osso tão duro de roer como a Argélia. Parece que não, porque no primeiro tempo dá até para dizer que os africanos dominaram o jogo, assustando os europeus em vários momentos com um futebol veloz e envolvente, de quem sabia exatamente quem estava enfrentando e o que estava fazendo. Mas no segundo tempo o técnico alemão mexeu no time de forma perfeita para reequilibrar as ações e continuar buscando o gol, bem diferente dos técnicos do Chile e do México, por exemplo, que em determinado momento pararam de jogar e deixaram o tempo passar, para ver o que acontecia.

A Alemanha cresceu no jogo, ficou mais rápida e jogava melhor, mas o gol não saía por três razões básicas: a) bom posicionamento da defesa argelina; b) o bom goleiro Rais; c) azar em alguns lances. A partida foi para a prorrogação, e foi aí que a coisa ficou quente de verdade: a Alemanha abriu o placar aos dois minutos, mas, ao contrário do que poderia se esperar, continuou atacando sem desistir, ciente de que o jogo não estava resolvido só com um a zero no placar, porque o adversário também não desistia. Tanto que, mesmo depois do segundo gol, no final do segundo tempo da prorrogação, a Argélia ainda conseguiu fazer o dela, diminuindo a diferença. Pena que não dava tempo para fazer mais nada.

Os dois times estão de parabéns pela partida. a Argélia caiu de pé, tendo feito um belo papel na Copa, e a Alemanha mostrou que entendeu que nesta Copa com um monte de viradas o jogo só termina quando acaba. O problema é que agora ela vai ter de se virar para recuperar os jogadores para o confronto de sexta, com a França, que, embora também tenha cortado um dobrado para derrotar a Nigéria em outra partida complicada, pelo menos conseguiu resolver a parada em noventa minutos.

2 comentários sobre “Dia 19: que dureza

  1. Esses times bons só me fazer ter mais medo pela nossa seleção. Ainda mais com uma parada com a que esse cara do R7 falou.

    http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/o-fracasso-da-reuniao-entre-felipao-e-seus-jornalistas-de-confianca-expos-ainda-mais-seus-jogadores-mostrou-sua-falta-de-conviccao-tatica-levantou-suspeitas-sobre-a-fifa-varios-tiros-no-pe-01072014/

    O que me preocupa não é o que esse repórter falou, é o futebol ruim que a Seleção vem jogando.

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