Dia 18: Tinha de ser o Robben

Ochoa bem que tentou, mas não tem goleiro, por melhor que seja (e ele é um dos grandes goleiros desta Copa), que consiga resistir a um técnico covarde, como foi o técnico do México na merecida derrota para a Holanda, de virada, ontem.

A virada holandesa foi merecida porque o treinador mexicano, depois de dominar amplamente o adversário no primeiro tempo com velocidade, bom toque de bola e marcação eficiente, abrir o placar logo no comecinho do segundo tempo e ter todas as condições de ampliar o placar diante de um adversário que parecia batido, resolveu abandonar o jogo ainda aos quinze munutos da seguda etapa, quando recuou o time para segurar o resultado nos últimos trinta e poucos minutos de partida. Sabe de nada, inocente.

O recuo mexicano atraiu a Holanda para seu campo de ataque, e a pressão progressivamente cresceu como era de se esperar. Ochoa começou a fazer milagres, como a defesa em que a bola bateu em seu rosto, depois na trave esquerda e saiu. Mas o roteiro que se desenhava é manjado, e o inevitável aconteceu: de tanto pressionar, a Holanda chegou lá.

A virada veio com requintes de crueldade: os gols holandeses foram marcados aos 42 e 48 minutos do segundo tempo, quando a torcida mexicana já estava comemorando a classificação para as quartas de final da Copa, ao mesmo tempo em que rezava para que o relógio andasse mais rápido. No primeiro gol, Robben, o melhor jogador holandês na partida, que depois do recuo mexicano vinha infernizando a defesa, bateu escanteio, a bola foi recuada por Huntelaar e Sneijder, livre de marcação e sem ninguém à frente, mandou uma paulada que nem Ochoa conseguiria segurar. No segundo, Robben fez uma graça na defesa mexicana e, quase na linha de fundo, sofreu pênalti de Rafa Márquez. Huntelaar converteu e fim de papo.

Aos inconformados mexicanos, sobrou o mimimi de sempre. O juiz foi apontado como responsável pelo resultado, mas isso não é correto, mesmo porque os principais erros de arbiragem favoreceram o próprio México, como o pênalti sofrido por Robben no primeiro tempo, quando o jogo ainda estava zero a zero (na verdade, foram dois pênaltis no mesmo lance, à escolha do freguês), que o árbitro não marcou. Essa choramingação, na verdade, só teve por finalidade desviar o foco dos próprios erros, porque se tem alguém que pode ser responsabilizado pela eliminação do time, esse é o treinador do México.

Um comentário sobre “Dia 18: Tinha de ser o Robben

  1. Esse chororô mexicano me fez lembrar que havia um jogador no Botafogo também chamado Rafael Marques. Coincidência?

    Ué, não era o mesmo? Brincadeirinha!!

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