Dia 17: classificação com emoção

A classificação da Seleção para as quartas de final da Copa veio em um jogo horroroso, muito ruim mesmo. Foi inquestionavelmente a pior apresentação das duas equipes, especialmente no segundo tempo, em que o Brasil desapareceu, com Neymar junto, e deixou o Chile jogar à vontade. Este, por sua vez, só não ganhou o jogo porque não teve capacidade física a partir dos quinze minutos do segundo tempo. Mesmo assim, foi quem dominou amplamente as ações e criou as melhores chances de marcar diante de um Brasil completamente perdido em campo.

Durante o primeiro tempo o Brasil atacou pouco, o Chile marcou mal e, salvo algumas aparições de Neymar avançando pela esquerda, a Seleção pouco produziu de útil. Fred estava mal mais uma vez, Oscar novamente rendia abaixo do esperado e Fernandinho, depois de aparecer em um lance, acabou desaparecendo. Hulk, por outro lado, aparecia até bem, consideradas as atuações opacas dos jogos anteriores. Aí achamos um gol em uma cobrança de escanteio e entregamos um gol para o Chile, e pouco mais.

Aí veio o segundo tempo veio, e com ele o caos inexplicável. A pior apresentação da Seleção, disparado, nesta Copa. O Chile, por outro lado, depois de tentar uma pressão no início, abdicou do jogo, notidamente esperando a prorrogação e, possivelmente, os pênaltis. apesar disso, dominava a partida, não deixava a apavorada Seleção jogar e ainda recebia algumas oportunidades para assustar. Foi quando Júlio césar resolveu mostrar serviço, o que ainda não tinha feito, e começar a justificar sua convocação, salvando pelo menos duas chances claras de gol do Chile.

Na prorrogação o cenário não mudou. A essa altura já estava claro que o Chile queria ir para a disputa de pênaltis mesmo, mas a Seleção simplesmente não conseguia produzir. As substituições não surtiram efeito e o time continuou jogando muito mal. E aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação a bola que quase tirou o Brasil da Copa bateu no travessão.

Aí, nos pênaltis, Júlio César fez valer a confiança depositada nele pelo Felipão. Fez duas defesas (o goleiro do Chile defendeu uma, méritos do Hulk, e Willian perdeu outra) e viu a bola bater na trave na última cobrança. Ufa. Aí deu pra, finalmente, ir almoçar.

Eu dizia que as substituições não funcionaram, e me refiro tanto àquelas feitas durante o jogo quanto àquela feita antes da partida. Fernandinho não repetiu em nada a atuação do segundo tempo contra Camarões e foi mal, Willian não fez nada, em parte porque jogou pouco tempo, em parte porque estava tão nervoso quando o resto do time, e ainda bateu para fora o seu pênalti. O Jõ… a substituição de Fred por Jô consagrou o titular, porque se o titular não Fred nem cheira, o reserva consegue ser muito pior. Depois deste jogo ficou claro que ruim com ele, pior sem ele. E ainda teve Ramires, tragado pela ruindade de todo o time a partir do segundo tempo.

Espero que no próximo jogo as coisas voltem a se encaixar, porque não é possível jogar tão mal assim mais uma vez. O que começa a me preocupar é que, diferentemente do que eu disse na estreia, não me parece mais que este time tenha espaço para evoluir. O jogo de hoje me deixou a impressão de que não há mais para onde ir, e teremos uma substituição forçada, porque Luiz Gustavo, que começou o jogo muito bem mas caiu com o resto depois, levou o segundo cartão amarelo e foi suspenso. Para enfrentar a Colômbia, que hoje deu um passeio no Uruguai com uma apresentação soberba de James Rodriguez, me parece bem pouco.

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