Dia 12: acabou a brincadeira

Felipão, Felipão… acho que ficou claro que com Paulinho não dá mais. Você deu a ele três chances, cara, e ele não aproveitou nenhuma. Três atuações muito ruins, que prejudicaram de forma incontestável o desempenho da Seleção. Hoje, quando ele saiu para a entrada do Fernandinho, isso ficou ainda mais claro, porque a atuação do time no segundo tempo foi diagonalmente oposta à quase catástrofe do primeiro tempo, inquestionavelmente a pior apresentação da Seleção nos últimos tempos. Deu raiva.

Basicamente, as dificuldades eram as mesmas: meio campo inoperante, o que não deixava as bolas chegarem ao ataque. Neymar, de novo, tinha de voltar até a intermediária para buscar jogo, Fred estava novamente inoperante, Oscar, apagado. Mas hoje estava pior. Por algum motivo, talvez ansiedade de resolver tudo logo diante de um adversário bem ruim, ou de se apresentar bem diante da torcida, sei lá, o time estava atrapalhado.

Depois do primeiro gol, de novo de Neymar, o time se perdeu completamente. Thiago Silva quase fez um golaço contra, cabeceando uma bola bem na forquilha da trave e, logo depois, veio o gol de empate em uma jogada patética, em que todo mundo falhou: Daniel Alves estava na esquerda, ninguém marcava o zagueiro camaronês que estava embaixo do gol e nem Thiago Silva, nem David Luiz, nem Júlio César conseguiram cortar um cruzamento facilmente interceptável. Um gol bem parecido com o primeiro que levamos, da Croácia, com a diferença que Marcelo estava lá para escorar contra. E assim uma equipe bisonha, que não fez nenhum gol nos jogos anteriores, foi fazer seu primeiro (e único) gol justamente no Brasil. Sem falar nos sufocos que a Seleção levou ao longo do primeiro tempo, que foi, em resumo, um desastre. Não fosse o belo gol de desempate de Neymar, teríamos ficado nisso, com um gosto bem amargo na boca.

No segundo tempo, só a saída do Paulinho já mudou a equipe. Fernandinho jogou bem melhor, e o time evoluiu, fazendo sua melhor apresentação na Copa inteira até agora. Fred finalmente fez o seu gol, o terceiro (gol legal, ele estava atrás da linha da bola), depois de ter efetivamente tentado algumas vezes antes e o próprio Fernandinho conseguiu deixar o seu, acalmando o Galvão, que acompanhava histérico México x Croácia e fazia contabilidade do jogo ao mesmo tempo. E até cabiam mais gols, mas o goleiro camaronês fez a parte dele e evitou pelo menos dois.

A classificação em primeiro lugar no grupo foi, enfim, assegurada, e a atuação do Brasil no segundo tempo foi a melhor dos três jogos até aqui. Neymar tem cumprido o que se espera dele, é disparado o melhor do time, a referência, o craque (que chapéu no adversário!), mas, como eu disse lá no post do primeiro jogo, o time tem espaço pra melhorar, o que é uma boa notícia. E só tirar o Paulinho, antes que seja tarde. Porque agora acabou a brincadeira e essa insistência por um jogador inoperante, que já está se tornando teimosia, pode jogar por terra o plano do hexa já no sábado, nas oitavas de final contra o Chile.

2 comentários sobre “Dia 12: acabou a brincadeira

  1. E parece que vai ser o fim do Daniel Alves também. Felipão resolveu tocar nas feridas!…

    Tá bom demais pra ser verdade…

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