Dia 8: nos braços do povo

Em 2010, Luís Suárez foi o herói da classificação uruguaia para as semifinais da Copa do Mundo com uma atuação épica em um jogo eletrizante. Em 2014, Luís Suárez foi o herói da sobrevivência uruguaia na Copa do Mundo com uma atuação épica em um jogo eletrizante, possivelmente o melhor da Copa até agora.

A cena vista no final do jogo, em que Suárez foi erguido pelos companheiros de time e carregado nos ombros foi emblemática da importância que ele tem para a seleção uruguaia, que, reconheça-se, jogou contra a Inglaterra como deveria ter jogado desde a primeira partida, contra a Costa Rica, muito embora o adversário tenha sido melhor em vários momentos do jogo. E foi aí que Suárez fez toda a diferença: dois gols de matador que resolveram o jogo e ressucitaram o Uruguai na Copa.

E a Inglaterra? Difícil entender. O time não jogou mal e foi melhor em muitos momentos na partida, podia ter empatado e até virado o placar em vários momentos, mas não tem em Rooney um artilheiro como Suárez, que assume a responsabilidade e resolve mesmo, e não marcou os Uruguaios com a fome com que era marcada. Em várias ocasiões me pareceu que os ingleses não queriam sujar seus (lindos) uniformes, ou não que não estavam disposstos a se cansar com entradas mais duras. Só que futebol não é cíquete.

Ganhou, portanto, o time com mais vontade, mais gana, mais disposição, aquele que entendeu que era ontem ou nunca para continuar na Copa. Aliás, foi linda a imagem do camisa 6 uruguaio, Álvaro Pereira, que, depois de ser nocauteado em uma disputa de bola, recusou atendimento médico para voltar para o campo. Aos ingleses, que inventaram o futebol, é bom reaprender a jogá-lo para a próxima Copa.

2 comentários sobre “Dia 8: nos braços do povo

  1. Foi mesmo um jogo muito bom! Bem diferente do ultimo do Brasil, que eu dormi no primeiro tempo…

    Seu desapego e abnegação a colocam em um nível superior de humanidade. Mestre!

  2. Qualquer jogo com Suárez em campo que valha alguma coisa é um jogo bom. O cara encarna a competição como poucos. Disputa cada bola como se fosse a última. Tem muito jogador no Brasil que devia se inspirar nele.

    O futebol brasileiro tem muito que se inspirar em muitas coisas.

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