Dia 7: a queda

No pincípio, eu achei uma maldade o Chile ter caído no mesmo grupo da Espanha e da Holanda na Copa do Mundo. Afinal, eram as atuais campeã e a vice campeá do mundo no mesmo grupo, e, consequentemente, não haveria espaço para o chile entre os classificados para as oitavas de final, o que seria um desperdício da seleção chilena mais talentosa dos últimos vinte anos.

Mas eis que, por incrível que pareça, o futebol fez justiça. A Espanha, atual campeã mundial, bicampeã europeia e vice campeá da Copa das Confederações, foi presa fácil para a bela equipe chilena e foi melancolicamente eliminada da Copa do Mundo, repetindo França (2002) e Itália (2010), campeãs mundiais eliminadas na primeira fase da Copa seguinte.

Foram dois jogos, duas derrotas, sete gols sofridos e só um marcado, de pênalti. Mas mais surpreendente que os resultados foi a forma como eles foram alcançados: as atuações da equipe espanhola foram abaixo da crítica, em momento algum a Espanha apresentou futebol minimamente competitivo e foi humilhada pelos adversários nos dois jogos. O tic-taca espanhol simplesmente nunca funcionou no Brasil e, diante da velocidade holandesa e da forte marcação chilena os espanhóis simplesmente não sabiam o que fazer em campo.

Não tiro os méritos da Holanda e do Chile, pelo contrário. Ambas as seleções buscaram o resultado o tempo todo e mostraram que aprenderam a anular o envolvente sistema espanhol. Por outro lado, a campanha espanhola não deixa de relativizar a atuação do Brasil na final da Copa das Confederações do ano passado – talvez não tenhamos jogado tão bem, eles que jogaram mal.

Na segunda rodada da Copa começaram a surgir, enfim, os primeiros eliminados. Além da Espanha, a Austrália, como se esperava, também sofreu sua segunda derrota e não tem mais o que fazer na Copa. Aliás, achei uma crueldade o que a Holanda fez: deixou que ós australianos vislumbrassem uma nesga de possibilidade de classificação quando chegaram até a ficar na frente do placar com um belo gol de Cahil e um pênalti inexistente bem convertido, mas resolveu jogar bola por cinco minutos e resolveu o jogo.

Camarões, idem, já não têm mais chance de chegar às oitavas. Mas o jogo de Camarões me chamou a atenção, pela ruindade: não é possível que uma seleção em Copa do Mundo, hoje, jogue tão mal. As finalizações eram tão ridículas que eu acho que era de propósito, considerando os problemas internos enfrentados pelos camaroneses, algo típico daquela seleção, que, como sempre, não contou com Eto’o, que eu não consigo compreender por que tem essa fama toda, porque é um inútil. Para se apresentar assim, era melhor Camarões nem ter vindo mesmo para a Copa.

Um comentário sobre “Dia 7: a queda

  1. A Copa com 32 seleções tem dessas coisas. Camarões, Equador, Honduras, Irã… Fosse séria, teria 24 seleções, e olhe lá.

    Esse sistema de cotas da Fifa me irrita profundamente.

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