Dia 4: antes tarde do que nunca

Um dos jogos mais esperados da primeira fase da Copa do Mundo acabou entregando menos do que eu esperava. Todos que estavam no Maracanã, que mais parecia o Monumental de Nuñez, e também os que assistiam ao jogo pela televisão queriam ver Lionel Messi, e esperavam dele, no mínimo, uma atuação à altura do que ele costuma fazer no Barcelona e, por consequência, uma atuação avassaladora da Argentina sobre a estreante Bósnia e Herzegovina.

Na realidade, porém, o primeiro tempo do jogo foi bem ruinzinho e, tirando o gol contra achado que abriu o placar em favor da Argentina, a única coisa digna de nota foi mesmo a festa que era feita nas arquibancadas por argentinos e brasileiros que torciam para a Bósnia e/ou queriam só zoar os rivais. Messi, bem nmarcado e aparentemente inseguro, não fez nada em campo e, por causa de uma formação defensiva que deixou Higuaín no banco, Di Maria e Agüero também também tinham pouco o que fazer.

A Bósnia, por sua vez, parecia ter receio de atacar mais a Argentina, embora pudesse (e devesse) – se o tivesse feito, não se arrependeria. Tudo indicava que teríamos o jogo mais chato da Copa, mas no segundo tempo, felizmente, a coisa engrenou: Higuaín entrou e, com o “quadrado mágico” formado (isso me lembra 2006, e todo mundo sabe o que aconteceu com o nosso), Messi enfim começou a jogar bola e fez um gol bem ao seu estilo, com arrancada, drible e finalização que lhe são peculiares. Foi só isso, mas já era alguma coisa.

E ainda teve o gol da Bósnia, para dar uma alegrada na torcida brasileira e, de quebra, manter a média de gols lá em cima. Mas o jogo ficou por aí mesmo, um bom segundo tempo e só. Pra uma seleção tão badalada, anunciada como uma das favoritas ao título, acho que Argentina e Messi ficaram devendo na estreia.

O quarto dia da Copa ainda teve a primeira demonstração prática da tão falada tecnologia que eliminará dúvidas sobre se foi gol ou não. Foi no segundo gol da França contra Honduras, na partida em que os hinos não foram tocados por problemas técnicos – mico que deve ser colocado na conta da FIFA, que é a responsável pela organização dos jogos. E ainda um dos gols mais legais da competição, em um contra-ataque fulminante da Suíça aos 47 do segundo tempo que preminou a persistência e castigou a acomodação do Equador, que passou o segundo tempo inteiro tentando segurar um empatezinho em 1 a 1. Como diria GB, isso é Copa do Mundo, amigo!

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