Brasil e Holanda, de novo (também)

Brasil e Holanda vão se enfrentar nas quartas de final da Copa, depois de terem vencido a Eslováquia e o Chile por 2 a 1 e 3 a 0, respectivamente. Assim como Argentina e Alemanha repetem a partida das quartas de final de 2006, brasileiros e holandeses repetirão os históricos confrontos das quartas de final da Copa de 1994 e da semifinal da Copa de 1998, este um dos jogos mais desesperadoramente tensos que eu já vi.

Primeiro, a Holanda, que derrotou a Eslováquia sem fazer força, em dois contra ataques fulminantes, com Robben e Sneijder, mesmo tendo levado um gol de Vittek, em um pênalti no último lance do jogo. É um time habilidoso, mas eu vejo uma certa vagarosidade neles, parece que eles ainda não engrenaram, sei lá. Falta rapidez, apesar da eficiência. Serão, sem dúvida, o adversário mais difícil que o Brasil vai enfrentar até a final, e a promessa é de outro jogo tenso.

Robben jogou bem, está voando e foi o melhor da partida. Kuyit e Sneijder também jogaram bem, mas não tiveram vida fácil contra a Eslováquia, que, como eu imaginei, partiu para cima, porque, afinal de contas, não tinha nada mesmo a perder. O jogo foi lá em cá nos primeiros minutos, até que, em uma bola roubada na intermediária eslovaca, Robben foi lançado à distância, ganhou na corrida, limpou para dentro e fuzilou o goleiro, da entrada da área. No segundo tempo, Kuyit avançou pela esquerda e tocou para Sneijder, de cara para o gol aberto, ampliar.

A Eslováquia não deu descanso para a Holanda, acreditou em todos os lances e brigou até o último minuto, quando acabou fazendo seu golzinho. Apareceu muito bem nesta Copa, e tenho certeza de que eles foram muito mais longe do que esperavam, o que, sem dúvida, é motivo de orgulho. Mas não teriam mesmo forças para vencer a Holanda.

O Brasil conseguiu sua classificação sem maiores sustos. dominou o jogo desde o início, mas demorou um pouco para marcar o primeiro gol. Depois dele, porém, o jogo ficou ainda mais sob controle. Juan foi o melhor da partida, elegante, discreto e eficiente; Lúcio também jogou muito e Robinho surpreendeu ao cair constantemente pela esquerda, confundindo a marcação adversária. Kaká fez sua melhor partida pela Seleção nesta Copa (embora tenha tomado um cartão amarelo à toa, de novo). Gilberto Silva fez uma bela partida e quase fez um golaço de fora da área. Já os reservas foram bem distintos: Ramires fez boa partida, enquanto Daniel Alves ainda não justificou sua convocação. E Kleberson e Gilberto entraram em campo! Não fizeram nada, mas entraram.

O Chile demonstrou que sabia que tinha chegado ao topo da sua participação na África do Sul. Na falta de uma defesa confiável, escalou quatro atacantes e partiu para cima, no melhor estilo “a melhor defesa é o ataque”. Virou uma presa fácil para a melhor defesa do mundo, e abriu espaço para dois contra ataques que acabaram no segundo e no terceiro gols brasileiros.

No geral, gostei da Seleção, que tem virtudes, especialmente uma defesa muito bem escalada e montada. Vai fazer um belo jogo contra a Holanda, embora eu ainda não tenha pensado em um palpite. Mas vai ser um jogo tenso, com foram os últimos, em que, acho, nossa defesa vai fazer a diferença.

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