“Resistro” não!

Em 17 de outubro de 2008 o “Bobeatus Sunt…” não tinha nem um mês de vida e eu escrevi um post totalmente despretensioso contando uma historinha verídica que aconteceu comigo em um elevador. Foi um diálogo pitoresco em que dois office-boys (ainda se fala office-boy? Nunca mais ouvi falar disso) discutiam a diferença entre registro e “resistro”, o qual tive a duvidosa honra de presenciar.

Pois para minha surpresa, aquele é, até hoje, o terceiro post mais acessado do blog, desde sua criação, superando de longe outros posts que eu mesmo considero muito mais interessantes e bem escritos. Se a pesquisa considerar outros intervalos de tempo, como por exemplo a última semana, os seis últimos meses ou mesmo o último ano, ele ainda estará lá, sempre entre os cinco mais acessados.

De certa maneira, isso não é nada bom. Considerando ainda que alguns dos termos de busca mais utilizados no blog são “resistro x registro”, “diferença entre registro e resistro” e “resistro”, a conclusão óbvia é que muitas pessoas não só não sabem que “resistro” não existe como ainda acham que há diferença semântica entre registro e “resistro”!

Daí me bateu uma cisma, e com ela veio a culpa: é muita gente acessando o blog buscando saciar a curiosidade sobre a diferença entre registro e “registro”, e como aquele post não apresenta uma resposta objetiva para esta pergunta tão torturante (mesmo porque não era essa a intenção), é possível que elas continuem em dúvida. E eu não posso fazer a indelicadeza de permitir que isso permaneça.

Portanto, caro leitor, se você chegou a este post procurando entender a diferença entre registro e “resistro”, preste muita atenção: “resistro” não é a torneirinha! “Resistro” não existe! Nunca existiu! É registro, com “g”, seja torneirinha, válvula, anotação, averbação ou gravação, e nada diferente disso!

Espero ter sido bem claro desta vez.