Arquivo para a categoria 'Uncategorized'

18
mai
10

Segurança Pública

Taqui mais um blog para recomendar para aqueles que me derem a alegria de visitar este espaço. É o Blog da Segurança Pública, do meu amigo Luigi, que sabe tudo sobre o tema. É material de primeira, e um ótimo espaço para discussão de alto nível sobre as questões mais atuais sobre segurança pública, particularmente aqui, no Rio de Janeiro.

Eu ricuméindo, pessoal. Vale a pena a visita. Divirtam-se.

12
mai
10

É pau, é pedra

Em 2007, uma lei promulgada pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro determinou que somente os calçadões da orla seriam calçados com pedras portuguesas. Em outros lugares, à exceção dos tombados, as tais pedrinhas seriam substituídas por “piso táctil”, evitando, assim, que pessoas (em especial idosos) tropecem e caiam por causa dos buracos deixados pela má conservação.

Apesar de ter pesquisado, não sei o que aconteceu com a tal lei, mas o fato é que até hoje permanecem as calçadas esburacadas com as tais pedras que, soltas, servem para escorregar quando pisamos nelas (causando quedas) e como munição para brigas e atos de vandalismo. Mesmo nos locais tombados e nos calçadões da orla, é terrível circular em cadeira de rodas, empurrando carrinhos de bebês ou, no caso das meninas, caminhar usando saltos altos. Outro dia mesmo uma senhora se estatelou no chão, bem na minha frente, porque o pé dela dobrou quando ela pisou em uma pedra solta no Centro do Rio.

Além disso, quando é preciso retirar as pedras para se fazer um conserto, o funcionário que as recoloca no lugar nunca refaz o desenho do calçamento como era antes, e o resultado é que a decoração do piso fica toda deformada, deixando tudo muito feio. Essas obras deveriam ter um supervisor só pra controlar a recolocação das pedras.

É (foi, sei lá) uma lei oportuna, porque acho essas pedrinhas um perigo. Para ter piso de pedras portuguesas, só se estiver bonito e arrumadinho. Se é para ficar bagunçado, esburacado e feio do jeito que está hoje, é melhor tirar tudo mesmo e colocar outra coisa que dê menos trabalho e despesa com manutenção – e nos poupe de tropeções, escorregões e obstáculos.

***

Outra coisa irritante são as amoendoeiras. Não sei quem foi que teve a ideia infeliz de plantar essas porcarias. Nem são típicas daqui! São feias, vivem cheias de parasitas e ainda dão aquelas amêndoas que vivem caindo na cabeça das pessoas. Você está andando, tranquilão, na sua, e de repente uma amêndoa cai na sua cabeça. Dói pra caramba! Eu fico apavorado imaginando que uma dessas pode cair na cabeça do JG quando estivermos passeando com ele.

Sem falar que muitas delas estão ocas, muitas outras ainda mortas, mas em pé. E, quando chove, é um festival de amendoeiras caídas pelas ruas, sobre carros e fios de alta tensão, arrancadas pelas raízes destruindo calçadas. Só na minha rua já caíram quatro (três tombaram inteiras e uma partiu ao meio), e isso acontece pela cidade toda. Caramba, se é para ter árvores nas ruas, vamos cuidar delas, né, Comlurb?! E com umas espécies mais bonitinhas, que tal?

28
abr
10

Você sabe que…

… está de férias quando assiste Barcelona x Inter de Milão às 15h30 de uma quarta-feira, em casa, na cama, e dorme no meio do jogo.

Ô troço bom.

26
abr
10

Quase cem

No dia 22 de abril este humilde estabelecimento teve 99 acessos. Considerando que média de visitações diárias era de 30 e poucos, e que o máximo que eu tinha alcançado foi 56 visitas em um dia, foi um avanço e tanto. Acredito que tenha sido parte das comemorações pelo aniversário de São Januário.

Agradeço àqueles que prestigiam este espaço, e fiquei muito feliz por ter sido tão visitado. Vou me esforçar para manter o blog interessante para que vocês continuem acessando. Agora vamos romper a barreira dos três dígitos!

11
abr
10

Até quando esperar?

Se um dia eu ficar frente a frente com um oráculo daqueles bons, que sabem tudo sobre todos os problemas materiais e filosóficos da existência humana e ainda trazem a pessoa amada em três dias, e tiver a chance de fazer uma única pergunta a ele, seria esta:

- Oh, grande Oráculo, quando será que meu time vai voltar a vencer o Flamengo em uma partida decisiva?

Não riam. Vocês não sabem o que é não vencer o rival em uma partida que decida alguma coisa há 22 anos.

Mas, como o Olaria quebrou um jejum de 40 anos sem vencer o Vasco e até o Botafogo encerrou uma fila de 21 anos, tenho fé que um dia o dia acaba chegando.

Enquanto isso, eu já estou irritado só de imaginar a risadinha e a cara do Leandro quando ler este post. Saco.

03
abr
10

Buenos Aires de bike

Quando fui a Buenos Aires com a Fê, ainda no avião vi uma coisa me chamou a atenção. Era uma propaganda de uma empresa que faz city-tours de bicicleta. Me interessei e até anotei o telefone, mas acabei esquecendo.

Aí, no segundo dia de viagem, passendo pela Rua Florida, chegamos à Plaza San Martin, uma praça grande e muito bonita, onde pretendíamos parar para descansar um pouco e tirar umas fotos. Foi quando a Fê notou um grupo de umas 5 pessoas, todas com bicicletas. Na hora lembramos do anúncio, e corremos até lá. Eram eles, o pessoal do city-tour de bike, que estavam se preparando para sair com duas meninas e um rapaz, todos de São Paulo. Dissemos que queríamos ir também, e perguntamos se eles esperariam um pouco enquanto íamos buscar as bicicletas. Ninguém se opôs, e os guias adoraram, porque o grupo – e o ganho – ia aumentar.

Quando chegamos à garagem (era uma garagem mesmo, dentro de um prédio, em que havia, em um canto, várias bicicletas meio velhas mas bem conservadas e uma pequena oficina) a minha primeira preocupação foi encontrar uma do tamanho da Fernanda (pra quem não a conhece, ela é bem pequenininha) ou, pelo menos, uma em que ela pudesse montar. Mas até que não foi difícil. Pagamos 180 pesos (os dois) para um passeio de aproximadamente 3 horas.

Buenos Aires é ótima para se pedalar. É praticamente toda plana e o trânsito é uma beleza. Apesar de não ter muitos ciclistas (aqui no Rio tem muito mais gente que anda de bicicleta), nem ciclovias, é uma cidade altamente amigável para quem anda de bicicleta, porque os motoristas e os pedestres respeitam bastante os ciclistas (um a zero para eles).

Começamos o passeio pelo Puerto Madero, atravessamos o Rio da Plata pela Puente de la Mujer e fomos em direção à Reserva Ecológica (que, na verdade, é um mangue muito do caído). Mas aqui foi a melhor parte da pedalada, porque a guia (uma menina muito simpática que adorava cantar a mesma música sem parar, que um dos paulistas disse ser do Rebelde) resolveu comentar com a Fernanda que, na véspera, outro brasileiro a havia chamado de gostosa, e que ela não sabia o que isso queria dizer. Aí a Fê tentou explicar, e eu morri de rir, porque por mais que ela se esforçasse, nada de a outra entender que “gostosa” é “gostosa”, até que eu olhei para ela e disse “caliente”. A coitada da guia ficou roxa.

Rodamos a cidade inteira, com direito a um lanche no bairro da Boca. Passamos por quase todas as atrações turísticas de lá, menos o bairro de Palermo, que é mais distante, vimos Buenos Aires por um ponto de vista totalmente diferente dos city-tours tradicionais de ônibus, e bem mais divertido (e menos cansativo) que andar tudo aquilo a pé. No fim, valeu muito a pena, e ainda rendeu uma ótima história pra contar aqui no blog.

01
abr
10

Mais propaganda gratuita

Se você gosta de comer, tanto com a boca quanto com os olhos, você não pode deixar de visitar o “Technicolor Kitchen“, blog da Patrícia Scarpin especializado na segunda melhor coisa que Deus criou: comida! Ela fala de doces, salgados, pães, muffins, com receitas, modo de preparo e, principalmente, fotos!, tudo entremeado com comentários e histórias. Só de ler o blog dela devo ter engordado dois quilos. Assim não há shape que aguente.

Esta é a mais nova aquisição da relação de blogs recomendados pelo “Bobeatus Sunt…”. Vale a pena visitar e, principalmente, experimentar as receitas que ela apresenta.

01
abr
10

Criador e criatura

Eu sempre gostei de escrever, desde criança, e confesso, sem falsa modéstia, que, de vez em quando, acabam saindo umas coisas interessantes do teclado. Mas a ideia de ter um blog não me seduzia (achava que ia me tomar muito tempo e dar muito trabalho) até conhecer “O Cahcambi é aqui“, o famoso Blog do Leandro, e o “Abre parênteses, reticências, fecha parênteses“, a jóia da Sarita, lá pelos idos de 2007. A partir de então, vendo as coisas que eles escreviam, comecei a achar que talvez valesse a pena ter um espaço para expor minhas opiniões – eu sempre gostei de dar palpite sobre tudo mesmo…

Claro que não foi um pensamento do tipo “ah, se eles podem, eu também posso!”. Foi um “pô, bacana, hein? Será que eu consigo manter um para mim?”. Por isso dá pra dizer que este estabelecimento, pobre mas acolhedor, é uma cria dos dois. Eu não tinha a pretensão de me comparar a eles, fosse em qualidade, fosse em quantidade. Até hoje.

Ontem eu me desafiei a superar o Leandro em número de posts em um mês. É a criatura querendo superar o criador. Em quantidade, bem entendido, não qualidade. Isso é uma questão insuperável. Ele tem o (ótimo) estilo dele, e eu tenho o meu, e, sinceramente, isso me satisfaz.

Claro que eu não vou baixar o nível: quando eu disse apelar, que vai valer tudo, quis dizer que vou escrever sobre qualquer coisa, qualquer mesmo, mesmo que pareça irrelevante. E isso vai ser divertido, porque, se eu conheço o Leandro, por mais que ele diga que não, ele vai escrever ainda mais do que ele já escreve, só para dificultar meu trabalho.

A briga vai ser boa.

31
mar
10

Agora é guerra

Março foi o mês em que o “Bobeatus Sunt…” teve o maior movimento na História da Humanidade. Foram 21 posts, sem contar com este, e uma média de visitantes jamais vista. Nunca na História deste País escrevi tanto aqui, e sobre tanta coisa diferente – o que, aliás, é a premissa maior deste humilde estabelecimento. Mas ainda há muito por fazer. Por isso, assumi como desafio pessoal superar a quantidade de posts do Leandro, o que não vai ser fácil, mas ou vai, ou racha.

Aliás, vale tudo agora. Vou apelar. Qualquer coisa vai servir de pretexto pra escrever, o que interessa é escrever mais que o nosso co-irmão.

O “Desafio Cachambi-Bobeatus”, está lançado, e é válido a partir de amanhã, primeiro de abril.

26
mar
10

Haja saco…

Ontem eu, como sempre faço, ia para o quarto fazer qualquer coisa enquanto a Fê via a novela das 9, mas, por imposição dela (“Nada de ir pro quarto! Você vai ficar aqui na sala vendo novela com a gente!”), acabei ficando com ela e JG na sala.

Novelas são um troço sacal e previsível, mas aquele rame-rame entre o cara que quer pegar a prima da mulher, a prima propriamente dita e o cara em quem ela deu um pé na bunda é muita falta de assunto. A mulher faz um doce infernal e não dá pra ninguém, nem dispensa o cara. Resolve logo isso, pô! Pior é que o cara não come a mulher, não come a prima da mulher e nem come a empregada, que dá o maior mole pra ele. Isso é coisa de viado.

A outra, que usa uniforme de vestidinho com casaco e tem uma filha peste, vive dizendo que odeia o pegador lá, mas tá toda hora dando pra ele. Para de fazer graça, mulher!

Tem os dois gêmeos, um mala e outro mané, que ainda vivem com a mamãe, que acha que eles ainda são crianças e quer controlar a vida deles. E têm um pai banana, que não serve nem pra ser elenco de apoio. E ainda tem a bocó da irmã adotada que escuta o diabo da irmã má e não reage. É uma lesada que não tem um pingo de amor próprio.

E aquela cena interminável do concerto de piano? Que viadagem era aquela do menino fingindo que fingia estar tocando? Eu ainda me dei ao trabalho de olhar as mãos dele pra constatar o óbvio, ou seja, que os movimentos dele não tinham o menor sincronismo com a música, o que deixava a cena ainda mais artificial e constrangedora. Até a loira que estava do lado dele deu uma olhada sem graça uma hora. Que porcaria!

Nenhuma das cenas que eu vi tinha o mínimo de verossimilhança. Se é verdade que o tal do autor é um cara que gosta de histórias “realistas”, ele está precisando de uma reciclagem.

Legal mesmo só quando a Cris Nicolotti, mãe da alcoólatra (ô, garota enxaqueca!), entra em cena. Toda hora eu ficava esperando ela começar a cantar “vai tomar no cu…”. Era a melhor hora da novela.

Que novelinha arrastada, rapaz! Passou um capítulo inteiro e não aconteceu nada! Que porre, eu não sei como tem gente que gosta.




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 36 anos, o pai do João Guilherme. Conhecido à boca miúda como o "Oráculo dos anos 80", que, para mim, não tiveram nada de "década perdida", sou destemido e temido nos quiz e joguinos de perguntas e respostas. Também sou viciado em cultura inútil. Vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Mantra:

Nunca duvide da mediocridade humana - para baixo não há limites!

A foto do cabeçalho é…

Templo de Saturno, Via Sacra, Roma

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