Hoje é o dia da Imaculada Conceição (data definida em 1476 pelo Papa Sisto IV), por isso vou publicar a sensacional contribuição do d’Eça para as comemorações do Natal. Eu ainda me surpreendo com a criatividade das pessoas. Purifiquem seus corações, elevem seus pensamentos e divirtam-se.
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Legal demais!
Perto dos olhos e do coração
Na primeira vez que eu fui à Europa, há vinte anos, fiquei um mês e meio fora, e durante esse período não tive notícias do Brasil. As ligações telefônicas eram caras e muito difícieis de completar, e a internet ainda não existia comercialmente, então nada de e-mail, Skype ou qualquer outro aplicativo, gadget ou badulaque que pudesse colocar uma pessoa em contato com outra. Celulares também eram novidade, e se não funcionavam direito em rede doméstica, imagina então um roaming internacional.
Para telefonar pra casa, de lá, era preciso contatar o serviço de telefonista e solicitar a ligação para o número desejado. Lá até funcionava, o problema era aqui – os mais velhos devem lembrar que a gente, no início dos anos 90, tirava o telefone do gancho e ficava um tempão esperando a linha para ligar, as ligações caíam o tempo todo e a linha cruzada era tão comum que qualquer telefonema virava uma teleconferência. Enfim, hoje é ruim porque melhorou muito em relação ao que era!
Mas enfim. Viajar para o exterior geralmente significava isolamento. Só tomávamos conhecimento do que havia acontecido por aqui na volta, e isso exigia um tempo de adaptação, de “ambientação”.
Pois bem. Ano passado eu e a Fê passamos 10 dias no Chile, sem João Guilherme, e nosso contato era tão constante com a família, via teleofne e e-mail, que às vezes parecia que tínhamos ido logo ali e já já estávamos de volta. O que me deixou mais satisfeito (e, de certa forma, impressionado) foi a facilidade de conexão à internet wi-fi, pública e de boa qualidade (veloz e estável) em qualquer lugar, literalmente. Era só parar em qualquer posto de gasolina e ligar o notebook e pronto (nisso ainda estamos anos luz atrás).
Neste ano, na viagem à Califórnia, comprei um iPhone 4 para dar de presente à Fê, mas, enquanto estava lá, eu mesmo o usei. Instalei o Skype, aproveitando a câmera frontal que ele tem e, usando a rede sem fio da faculdade, conectava de lá mesmo, e em um instante encontrava Fê e JG, ao vivo e em cores (e em HD!) em casa. E quando não era no iPhone, era no computador mesmo. Videocchamada, igualzinho ao que eu via nos desenhos dos Jetsons!
São dois exemplos bobos, duas experiências banais, mas eu as destaquei porque foram duas situações em que eu, mesmo longe, precisava manter contato constante com a família. E ambas me fizeram ver como o mundo ficou pequeno nesses vinte anos. Ninguém mais fica isolado, a distância não separa mais. Claro que há o afastamento físico, e a falta de contato pessoal, que é importante, ainda pode se fazer sentir. Mas a tecnologia tem sido tão útil para manter as pessoas próximas quando elas não estão efetivamente perto umas das outras que eu não posso deixar de ficar feliz por viver nos dias de hoje, desfrutando disso.
Tempos modernos
Tem gente que, se dedicasse sua inteligência ao bem, teria muito a acrescentar ao progresso da Humanidade. Como o autor disso aqui, que eu peguei com a devida permissão da Sarita, e é uma das coisas mais emgraçadas que eu li em muito tempo!
Colunista convidado
Nas férias de “O Cachambi é Aqui”, fui convidado pelo Leandro a fazer uma participação especial no blog. A proposta foi escolher um post que ele tivesse escrito e respondê-lo. O tema sobre o qual escrevi é óbvio, e resultado, que foi publucado hoje, está aqui, para quem quiser conferir.
Chique, né? Minha primeira experiência como “colunista convidado”! Conhecer gente importante é bom por isso. 8)
Se correr o bicho pega…
Nos últimos dez anos a “civilização judaico-cristã ocidental” se acostumou a atribuir o “Mal” ao islã, entendendo-se por “Mal” especificamente atos de terrorismo cometidos em nome de uma de um fundamentalismo dogmático-religioso tosco que não pode corresponder à realidade, porque, como eu já disse, eu me recuso a acreditar que Deus, assuma ele a forma que for – seja Alá, Brahma, Jeová -, aceite o extermínio de vidas humanas em seu nome como forma de “purificação” ou de “ingresso no paraíso”.
Só que, na última sexta-feira, um maluco branco, norueguês, fundamentalista cristão e ultranacionalista matou, sozinho, segundo ele próprio assumiu (embora seja difícil de acreditar), com crueldade, noventa pessoas, muitas delas jovens com menos de 20 anos, em um ato terrorista contra o islã!
Vamos fugir pra onde, agora?
Todos aos botes!
Japão, campeão mundial de futebol feminino!
Vou repetir: Japão, CAMPEÃO MUNDIAL DE FUTEBOL FEMININO!
Japão, futebol, campeão do mundo… sacaram?
2012 tá chegando mesmo.
Twitter Sunt!
Demorou – até demais – mas eu finalmente me rendi e estou no Twitter. É uma forma de expandir os horizontes e postar coisinhas que eu acho muito curtas para o blog mas não queria deixar de escrever por causa disso. Fiquem tranquilos porque o Bobeatus Sunt não será abandonado, longe disso! Vou ter é uma ferramenta pra dar maior agilidade para os trabalhos da casa e aumentar a divulgação do blog, para ver se eu alcanço o meu segundo milhão de leitores, já que eu não consegui o primeiro (entenderam? Hein?).
Confesso que ainda estou completamente perdido no uso do Twitter, mas a Sarita e a DaniH estão me dando todo o apoio para que eu encontre a luz. Rapidinho eu chego lá.
Então, agora que vocês já sabem da maior novidade da internet desde a criação do e-mail, sigam-me no Twitter, pelo @bobeatussunt!
Jabá
Quando eu era pequeno eu queria ser médico, por inspiração da minha mãe. Mas o destino sorriu para mim e eu acabei mudando de ideia e me tornei ad(e)vogado. Infelizmente não posso dizer o mesmo da minha querida irmãzinha, que, por falta de orientação na infância (mamãe trabalhava demais, coitada), acabou seguindo os passos da mamãe, e não só se tornou médica como seguiu a mesma especialidade de nossa veneranda progenitora.
Mas a natureza é sábia e o destino tratou de mostrar que a escolha profissional da Fernanda (minha irmã) tinha uma única razão: trazer João Guilherme ao mundo. Foi ela quem conduziu o nascimento dele, e até que trabalhou direitinho, nem precisei reclamar com a mamãe, que, aliás, estava na mesma sala de cirurgia, olhando tudo e enrolada com a câmera do celular.
Aí ela, sempre antenada e atenta com o bem estar de suas pacientes, resolveu criar um blog, para tratar dos assuntos mais diversos sobre a saúde da mulher. E eu, zeloso pela saúde física e mental de minhas assíduas leitoras, não poderia deixar de fazer um jabazinho familiar e recomendar a leitura do Toque Ginecológico – não sem antes resistir à tentação de fazer vááárias piadinhas de duplo sentido e trocadalhos do carilho que o tema naturalmente inspira.
Acho que a leitura é obrigatória, tanto para as mulheres, que vão ver várias informações e dicas bastante úteis, quanto para os homens, que também precisam estar atentos ao conforto, bem estar e integridade física e psicológica de suas companheiras – para seu próprio bem.
Leiam-no, pois!
Mudança
Estive meio sumido nos últimos dias, mas tem explicação. João Guilherme está crescendo e, consequentemente, nossa casa está encolhendo, por isso estamos nos mudando para um lugar um pouco maior, em que eu e os brinquedos dele caibamos no mesmo recinto simultaneamente. Nossa ideia era aproveitarmos o feriado para preparar a mudança, que teria sido feita ontem, mas meu futuro ex-vizinho me deu uma leve sacaneada ao dizer que estaria viajando no feriado, nos fazendo alterar todo o cronograma e, no fim, ficou em casa.
Por que essa preocupação com o vizinho? É que, por causa da falta de espaço no corredor do andar (“corredor” é muito otimismo da minha parte, aliás), várias coisas, como o sofá, por exemplo, precisam entrar na casa dele durante a manobra para entrar no elevador. E se ele não está em casa, nem a moça que faz a faxina dele, danou-se, não sai nada, a não ser pela janela, o que era um risco desnecessário pra nós, já que ele tinha sido tão educado ao nos deixar usar o apartamento dele.
Só que mudança cansa, estressa, irrita. Não, na verdade eu é que estou irritado; Fernanda está numa pilha tão grande que me fez decidir: na próxima vez, eu vou mandá-la para um spa e ela só volta quando já estiver tudo instalado, limpo e organizado. Mas pudera, é um tal de organizar miudezas, separar coisinhas necessárias para o dia a dia e que não devem ser encaixotadas… e a gente ainda aproveita pra ver as roupas que não usa mais, as coisas que não são mais úteis nem necessárias… ufa, haja saco.
Mas nada é pior que agendar os serviços “associados” à mudança: ligar para a companhia do telefone, pra Net, pra assistência técnica da geladeira… é impressionante a inoperância e a incompetência dos atendentes e dos técnicos. A geladeira, por exemplo: pra sair, ela precisa ser desmontada, e para isso chamamos um técnico. Depois de várias tentativas de agendar o serviço com as dificuldades mais escrúxulas que se pode imaginar, marcamos o desmonte para segunda passada, mas eu tinha certeza de que ninguém apareceria. Mas acabaram aparecendo três técnicos, um de manhã, um no começo da tarde e outro já de noitinha. O telefone é outro que eu tenho certeza que vai dar chabu. E ultrapassada a fase da desmontagem, vem outra não menos emocionante, que é a montagem de tudo no lugar na casa nova. Nessa hora eu vou me sentir como naquela música da Legião, “O mundo anda tão complicado”: “a cama chegou na terça, na quinta chegou o som…”
Chato também é que, por causa dos horários de visita dos técnicos (que vêm quando querem e nós, clientes, que nos viremos pra estar à disposição deles), cada um em um dia e uma hora diferente, e também por causa da sacanagem do meu vizinho, várias coisas, como a geladeira, por exemplo, que eu falei aí em cima, foram desmontadas antes da mudança para ficar esperando o transporte, e, por isso, fomos obrigados a nos mudar, por uma semana, para a casa da minha querida sogra, pessoa somente superada em meu coração pela sogra de Fê, a quem eu amo como se fosse minha própria mãe.
Acho que João Guilherme está sentindo a mudança, porque ele está agitado e inquieto, provavelmente porque sabe que não está na casa dele, tem mais gente que o normal em casa e porque está todo mundo meio tenso mesmo. Só espero que ele não estranhe a casa nova, que tem muito mais espaço para ele brincar.
Eu também estou. Na verdade, estou com o coração um pouco apertado de deixar nosso apartamento atual, porque eu e a Fê temos uma história bonita ali. Foi o “meu” primeiro apartamento, o primeiro lugar onde fui morar depois de sair da casa da minha mãe; foi onde montamos nossa família, casamos, engravidamos e vimos JG nascer. Foi bastante coisa e, confesso, me apeguei a ele. Não ao imóvel em si, que é apertado e já estava no limite, mas às lembranças de tudo o que vivemos nele. Também vou sentir falta de estar a uma quadra da praia (tudo bem que vou continuar perto, mas um pouco mais afastado do que atualmente). Mas, olhando para a frente, as perspectivas são boas. Temos muita coisa para fazer no apartamento novo, muitas histórias para viver e tenho certeza que seremos muito felizes lá também.

