Arquivo para a categoria 'Palavras ao vento'

26
mai
12

Partiu!

25
mai
12

Perguntinhas

Será que o meu querido GB vai comentar a homenagem do Sergio Perez ao Chapolim Colorado na transmissão do GP de Mônaco? Será que ele vai explicar o que significam o coração vermelho com o “CH” amarelo e a frase “Siganme los buenos” no capacete do garoto? E se ele falar alguma coisa, será que ele vai dizer o nome do personagem? Ou será que ele vai usar outro nome, como “Polegar Vermelho”?

Será?

Aguardemos.

P.S.: Chapolim na RGT, Sílvio!

24
mai
12

Compra de cadastro

Recebi ontem um torpedo SMS com a seguinte mensagem:

PARABENS EDUARDO vc foi sorteado com uma bolsa de 50% em QUALQUER curso, na promocao mes das maes CEBRAC, Ligue agora para para (21) xxxx-xxxx informando o codigo T23.

Só de curiosidade, fui verificar e descobri que o tal Cebrac é o Centro Brasileiro de Cursos, sediado na Ilha do Governador, perto de onde eu morava. Lá são ministradas aulas de informática, contabilidade, “empreendedorismo”, recursos humanos e mais algumas coisas, e o curso se auto intitula “Escola de Campeões”, trazendo no site fotos do Fernando Scherer como garoto propaganda.

Não sei por que recebi esse SMS, muito menos por que fui contemplado com uma promoção de dia das mães, se, por questões fisiológicas óbvias, eu não sou mãe (certo, o pessoal que trabalha comigo costuma dizer que eu sou uma mãe, mas isso não vem ao caso), e, além disso, o dia das mães já passou há algum tempo.

O que eu sei é que é mais um caso de compra de cadastro de dados de consumidor, prática irregular que desobedece o artigo 43, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, porque todo de cadastro de dados de consumidor que não tenha sido aberto por solicitação do próprio lhe deve ser informada, mas não dá pra saber de quem meus dados foram comprados. Podem ter sido obtidos da minha operadora de celular (cujo relacionamento está por um fio, de tão ruim que é) ou de qualquer outro lugar, porque o que mais existe por aí é empresa que ganha dinheiro vendendo cadastros de consumidores.

O problema, para o Cebrac, é que eles precisam arrumar fornecedores de cadastro melhores, porque eu, decididamente, não sou parte do público que eles pretendem alcançar (e mesmo que fosse, não faria curso nenhum lá, porque tenho a maior antipatia por compradores de cadastros). Para mim, a questão é que eu, assim como várias pessoas, não tenho paz com mensagens SMS e spams que constantemente entopem minha caixa postal e minha caixa de mensagens do celular, a maioria com promoções inúteis e que na maioria das vezes engambelam o consumidor, porque de “promoção” não têm nada.

Esses caras bem que podiam arrumar coisa melhor pra fazer, e os meus dados bem que podiam estar rodando em lugares melhores por aí.

21
mai
12

Nem GPS salva

No último fim de semana eu, Fê e JG estivemos na Costa Verde (a região do litoral sul do Estado, onde ficam Angra, Mangaratiba e Parati). Na volta, por conta de um compromisso, seguimos para a Barra, cruzando por Santa Cruz, Guaratiba e região. É um lugar que eu conheço pouco, por isso o GPS ia ter de mostrar serviço.

Só que nem eu, nem o GPS, contávamos com um detalhezinho básico: a Zona Oeste do Rio é uma das mais movimentadas, hoje, com as obras para as Olimpíadas de 2016, e a maior delas, até agora, é a do BRT, o sistema de transporte rápido por ônibus que pretende integrar a região até a Barra, que alterou todo o esquema de trânsito da região. Até aí, tudo bem.

O problema é que, com a desorientação do GPS, que não estava atualizado com as mudanças de mão e interdições de ruas, quem poderia nos socorrer? Deveria ser a prefeitura, que tinha a obrigação de providenciar sinalização eficiente, mas… nas três vezes em que me perdi, vi duas placas e só.
Se não tivesse perguntado (eu paro para pedir informação quando me perco, me julguem) provavelmente estaria rodando por lá até agora.

Eu só queria entender qual é o raciocínio do Poder Público em uma situação como essas, em que o trânsito de uma área populosa é radicalmente alterado por causa de uma obra enorme e ninguém se preocupa em sinalizar nada. Será que é porque Santa Cruz é tão distante da Zona Sul (que é só para onde o prefeito olha) que ele não precisa se preocupar com isso? Ou será que é porque andar por lá é tão fácil e evidente que placas de sinalização são um luxo desnecessário?

Prefeito, só pra lembrar, tem eleição em outubro, tá? E o senhor perdeu na Zona Oeste há quatro anos. #Ficadica.

13
mai
12

Tá o bicho!

Confesso que não esperava nada de mais dessa temporada da Fórmula 1, que me deixou mais desanimado ainda com esses carros horrorosos com bico rebaixado – ornitorrinco, tábua de passar, chamem do que quiserem. Sobre isso, ponto para a McLaren, que encontrou uma solução aerodinâmica elegante para as novas regras impostas pela FIA, mas não torço para ela por princípio. Mas isso não interessa.

O que interessa é que hoje completou-se um quarto da temporada 2012, que vem surpreendendo pela competitividade. Esse negócio de cinco pilotos de cinco equipes diferentes ganharem as cinco primeiras corridas do ano não é banal não, tanto que a última vez que isso aconteceu foi em 1983. E o mais interessante é que isso não parece ser só aquela bagunça que geralmente acontece no início do campeonato, essa alternância vai persistir por todo o ano. É claro que não vamos ter 20 vencedores diferentes, mas definitivamente não teremos o domínio de uma ou duas equipes como vimos nos últimos anos.

Em circunstâncias como essas, pilotos talentosos se destacam, e por isso temos visto boas corridas do Kobayashi, Grosjean, Rosberg, Di Resta, Raikkonen, Vettel, Button, Perez e Alonso. Este, aliás, está tirando onda ao dividir a liderança do campeonato com o Vettel mesmo pilotando um carro tecnicamente ruim. Ruim sim, mas não tão pior que os outros assim.

O desempenho de Alonso, aliás, só tem ressaltado a indigência do Felipe Massa, cuja carreira na F1 acabou no acidente na Hungria, em 2009. Ele não é sombra do que já foi (e que já não era lá grande coisa), e suas exibições têm sido cada vez mais constrangedoras. Não sei, sinceramente, se chega ao final do ano.

O mesmo acontece com Bruno Senna, que nunca foi lá grande coisa mesmo. Ele até que teve alguns bons momentos, mas nada empolgante – menos para o meu querido GB, para quem cada aparição do Primeiro-Sobrinho é um paroxismo. Mas pela corrida de hoje, em que o companheiro de equipe largou na pole e ganhou enquanto ele largava na 17a posição e abandonou depois de bater no Schumacher (que eu acho que também já deu o que tinha de dar na categoria). Mesmo que não tivesse abandonado, dificilmente teria feito alguma coisa relevante. Também não vai muito longe.

Bom, meu interesse na Fórmula 1, que andava meio (bem) em baixa, foi despertado neste ano, graças a uma temporada bem legal até agora. Que continue assim. Vai ser bem divertido.

11
mai
12

Você percebe…

… que demorou um pouco demais para ir ao barbeiro quando até aquela peasoa que nunca fala com você no trabalho lhe diz:

- Cortou o cabelo, hein?

31
dez
11

Feliz ano novo!

Eu nunca pensei na chegada de um novo ano como só uma nova folha no calendário, ou só mais 365 dias (no caso de 2012, 366) dias vividos, ou só mais uma comemoração simbólica. Nada disso. Para mim, um ano novo é sempre um novo começo, um novo período para novas descobertas e experiências, coisas que, de uma forma ou de outra, irão marcar nossas vidas.

Tive muitas descobretas e experiências importantes e interessantes em 2011, no trabalho, em casa, com os amigos. Situações que realmente mexeram bastante com a minha vida, a da Fê e a do João Guilherme, coisas boas que me mudaram muito e, acredito, me ajudaram a me tornar um homem melhor.

O ano de 2011 foi dez (sem trocadilho), mas sempre dá pra melhorar. Que 2012 seja ainda melhor para todos, mesmo que o mundo acabe. feliz ano novo!

29
dez
11

Doação de sangue fail

Doação de sangue é um gesto de caridade e amor ao próximo que não custa nada. Não dói e você perde, sei lá, no máximo uma hora para realizar todo o procedimento. Eu já doei sangue algumas vezes, e sempre foi facil achar minhas veias e meu sangue sai sem dificuldades. Mas em em todas elas acontecem invariavelmente duas coisas: 1) eu fico com uma gratificante sensação de dever cumprido; 2) eu sempre desmaio.

Antigamente eu desmaiava só de colher sangue para um simples hemograma. Não é nojo nem medo, é alguma reação fisiológica. Simplesmente as forças somem e eu caio duro – e já me machuquei algumas vezes por causa disso. Com o tempo, os desmaios nos exames de sangue acabaram, mas os das doações não. E isso já me colocou em algumas situações constrangedoras.

A última delas foi em uma campanha de doação de sangue organizada pelo Trabalho em parceria com o Hemo Rio. Eu fui lá colaborar. E acabei dando o maior vexame.

Logo que eu sentei na cadeira de doação, avisei para a enfermeira que eu possivelmente desmaiaria quando acabasse. Ela, por precaução, reclinou o encosto de modo que eu ficasse deitado, para reduzir o risco. Funcionou por um tempo, mas logo logo eu comecei a perceber que ia desmaiar. Avisei a enfermeira, que me colocou praticamente de cabeça para baixo, com os pés para cima. Serviu para terminar a doação, mas o pior ainda estava por vir.

Levantei e, enquanto caminhava para a mesinha onde estava servido o lanche, vi que ia desabar de vez.  Com muito custo consegui puxar uma cadeira, mas àquela altura eu já era. Outro enfermeiro, percebendo meu estado, me socorreu e, com a ajuda de um colega, me carregou para uma maca, depois de afrouxar a minha gravata – isso no saguão do predio do trabalho, com várias pessoas na fila e centenas passando pelo lugar. Nisso, algumas pessoas que estavam na fila desistiram e foram embora, provavelmente assustadas com a cena patética.

Mas nada é tão ruim que não possa piorar. A maca onde eu fiquei me recuperando ficava atrás de um biombo, mas do outro lado havia um vidro enorme, que dava para a área externa do prédio, por onde quase todo mundo que entra nele passa. Quando eu vi, havia um monte de pessoas amontoadas me olhando, assustadas e curiosas. Eu queria morrer.

Claro que tudo acabou bem, e depois de alguns minutos me levantei e saí como se nada tivesse acontecido, tentando resgatar a dignidade ferida. Mas desde aquele dia nunca mais doei sangue.

24
dez
11

Feliz Natal

O Natal é uma data que sempre me comove. Lembro de muita gente que se foi, outras que foram mas às vezes voltam pra me deixar contente, das coisas que eu não fiz durante o ano, no que eu queria ter feito, no que eu não devia ter feito e no que eu não queria ter feito. Lembro que daqui a pouco vai começar a temporada de chuvas e de dengue e que nada foi feito durante este ano para evitar o que vai acontecer no ano que vem, e que do jeito que o mundo está o Papai Noel vai acabar desistindo de entregar presentes, porque tem cada vez menos bons meninos por aí.

Por outro lado, eu sempre acredito no Bem, sempre acredito na capacidade de a humanidade e a natureza se superarem, mostrando sempre alguma coisa boa quando tudo parece ter ido para o beleléu. E sempre vi no Natal um ícone sobre como as pessoas podem sempre se tornar melhores, se quiserem (deve ter sido as fábulas que eu lia quando era criança, mas elas me fizeram bem, não me arrependo).

Eu tento ser sempre uma pessoa melhor, acho que é pra isso que estamos aqui, vivos. Para evoluir, crescer principalmente sob o aspecto moral. Por mim, pela Fê, pela minha mãe, pela minha irmã, pelos meus amigos e, principalmente, pelo João Guilherme. É difícil, às vezes eu acho que não estou progredindo na tarefa de cercar meu terreninho no Céu, mas eu me esforço. E, mais importante, eu acho que esse pensamento deve me acompanhar durante todo o ano, e não apenas no Natal. É como ser patriota na Copa do Mundo: aí é fácil, quero ver transformar isso em padrão de comportamento.

É isso o que eu desejo para vocês neste Natal: que o sentimento de bondade, pureza, paz e renovação se estenda por todos os dias de todos os anos, tornando todos nós pessoas melhores, e que esta data não se resuma, como tantas outras, a uma cerimônia protocolar, esvaziada de significado. Feliz Natal!

23
dez
11

O blogueiro sumiu

Estou com uma saudade da minha atividade blogueira de antigamente, em que eu escrevia quase todo dia… às vezes o trabalho toma tempo demais, né? E quando chego em casa vem a preguiça, o cansaço e, é claro, a família. nem é falta de assunto, sabe? Nem dificuldade de conexão, porque agora até aplicativo do WordPress pra Android tem, que deixa postar até com fotos e vídeos, muito prático. É cansaço mesmo.

Pra dificultar ainda mais, chegou a correria de final de ano, é é tanta coisa pra fazer… toda hora aparece uma providência nova para tomar, um presente para alguém de quem você havia esquecido (desculpem, mas é a verdade) pra comprar, sem falar em trânsito, pessoas estressadas, as contas do início do ano (OAB, anuidade tá cara, hein? Benza Deus…). Quando eu vejo, o dia já acabou e eu não escrevi nada.

Aí eu vejo os índices de audiência do blog e fico em uma situação ambígua: a quantidade de acessos vem caindo drasticamente desde que viajei em outubro, e só pioraram depois das férias, em novembro. Foi qunado as coisas ficaram mais intensas por aqui. Por outro lado, ao contrário de outras épocas em que eu ficava estressadíssimo com isso, hoje estou meio resignado. Claro que é legal receber cinquenta, cem visitantes por dia, eu adoro quando consigo postar diariamente, mas não está dando para manter aquele ritmo agora, então paciência. Uma hora vai dar de novo. Enquanto isso, eu aproveito as brechas da agenda e escrevo umas coisinhas, como estou fazendo nesse exato momento.

Mesmo assim, eu não posso reclamar de 2011 não. Muito pelo contrário. A correria é só a consequência de algumas coisas muito legais que aconteceram ao longo do ano.




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 36 anos, o pai do João Guilherme. Conhecido à boca miúda como o "Oráculo dos anos 80", que, para mim, não tiveram nada de "década perdida", sou destemido e temido nos quiz e joguinos de perguntas e respostas. Também sou viciado em cultura inútil. Vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Mantra:

Nunca duvide da mediocridade humana - para baixo não há limites!

A foto do cabeçalho é…

Templo de Saturno, Via Sacra, Roma

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Visão

Astigmatismo e hipermetropia, 2,75 graus no olho esquerdo e 3,5 graus no olho direito

 

maio 2012
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