Arquivo para a categoria 'Itália'

23
jun
09

Museu Vaticano e Capela Sistina

O Museu Vaticano é um enorme complexo de galerias, salas, alas, corredores, halls e nichos concentrando a maior coleção de arte de todo o planeta. Há alas de arte egípcia, grega, fenícia, da Roma primitiva, moderna, sacra, pagã, uma coisa impressionante. Impressionante mesmo.

Não sei por quê, mas em italiano o Museu Vaticano se chama “Musei Vaticani”, ou “Museus Vaticanos”, no plural. Acredito que seja por causa da diversidade de alas que contêm as mais diversas coleções, e também porque lá no “complexo” ficam a Biblioteca do Vaticano (a maior, mais variada e mais completa biblioteca do mundo) e e ela, o objeto maior da minha expectativa, a Capela Sistina.

O Museu funciona de segunda a sábado, fechando aos domingos, à exceção do último domingo de cada mês, quando a entrada é gratis (é o melhor negócio – você economiza 24 Euros por pessoa de ingresso). Fomos na segunda e chegamos cedo, porque a visita toma muito tempo mesmo. Se você for muito criterioso e quiser ver o museu todo, prepare-se para dois dias de visita, pelo menos.

A visita ao Museu segue um roteiro bem definido e muito bem sinalizado por todos os enormes corredores do prédio. Tudo é bem sinalizado e bem identificado. E em todos os lugares há uma plaquinha indicando a direção da Capela Sistina. Começamos a visita passando pela ala com a arte egípcia, onde uma sucessão de estátuas de várias divindades se sucediam, além de múmias em excelente estado de conservação, sarcófagos, utensílios utilizados em cerimônias fúnebres, sudários (alguns deles ainda estavam em restauração, e, nesses casos, havia uma projeção feita em computador de como ficariam quando prontas), adornos, enfim, tudo que se pode imaginar sobre o Egito estava ali.

Passamos pelas alas mais variadas que você pode imaginar. Tapeçarias, mapas, bustos em mármore, estátuas em bronze, animais, seres mitológicos, deuses gregos e romanos, papas, nobres, tudo.

Tudo lindo, tudo muito bacana (mesmo!), mas eu só pensava nela – a Capela. E a cada ala nova que visitávamos minha animação aumentava. Vou direito ao ponto então, com todo respeito ao mais imponente e importante museu do planeta.

Em determinado momento da visita comecei a ouvir um burburinho que aumentava progressivamente. Chegamos a uma ante-sala em que o burburinho se transformava em um quase tumulto, e na antessala havia uma portinha onde pessoas se amontoavam tentando passar. Era ali. Eu não conseguia me conter, entrei na fila e me concentrei, com o firme propósito de só olhar para cima quando estivesse mais ou menos no meio do salão.

Antes, porém, me deparei com o cartaz enorme e ameaçador: fotografias, filmagens ou qualquer forma de captação eletrônica ou mecânica de imagens eram terminantemente proibidas ali. E havia fiscais na entrada do salão e perto do púlpito que realmente fiscalizavam e ameaçavam tomar as máquinas de quem tentasse fotografar ou filmar qualquer coisa. Um segurança gritava incessantemente: “No photos!!”

A Capela Sistina foi construída por ordem do Papa Sisto IV no Palácio Apostólico, que também integra o complexo do Museu Vaticano. Foi construída entre 1475 e 1483 e foi inaugurada em 15 de agosto de 1483, e é lá que se realizam os conclaves para escolha dos papas. Ela tem, mal comparando, o tamanho de uma quadra de futsal, e um pé direito altíssimo. E, evidentemente, o mais importante de tudo, o teto com a pintura mais famosa da humanidade, que, depois de acompanhar mais de 500 anos de História, estava exatamente em cima de mim. Tenso, fechei os olhos e levantei a cabeça.

É uma visão hipnotizante. Eu tinha conseguido ficar exatamente embaixo da pintura da criação do Homem, aquela em que Deus toca Adão com a ponta do dedo. Comecei a observar a perfeição dos traços, as cores, a riqueza de detalhes, e depois de alguns minutos de contemplação concluí que foi Deus quem pintou aquele teto, usando Michelangelo como pincel. Eu não acredito que um (um!) homem, quinhentos anos atrás, seria capaz de fazer aquilo tudo sozinho. Emocionado, segurei a mão da Fê (que estava de queixo caído), rezei e finalmente falei:

– Michelangelo, você é o cara!

Eu não resisti e tentei tirar uma foto (brasileiro não aprende), segurando a câmera na altura da cintura, bem disfarçadamente para que ninguém percebesse (muito menos o guarda histérico). De repente um inglês (vestido daquele jeito só podia ser inglês) colocou a mão em cima da máquina e falou “no photos!”. Meio envergonhado, e vendo que as fotos (eu tentei mais de uma vez até o inglês aparecer) não estavam boas, acabei desistindo. Vai ficar tudo na memória até eu voltar para Roma.

Ao longo das paredes da Capela há um banco contínuo, para que as pessoas possam se sentar. Há também dois degraus parto do altar, mas é proibido sentar no chão (mais proibido até do que tirar foto). Se eu pudesse eu ficaria deitado para apreciar melhor aquele monumento.

A Capela Sistina foi a última atração que vimos no Museu. Dali fomos para a saída, mesmo porque nada mais me interessava depois: o dia estava passando e ainda tínhamos muita coisa para fazer, e nossa volta era no dia seguinte. Então resolvemos nos apressar e voltamos para o Centro de Roma, de metrô.

02
mar
09

Foro Romano e Palatino

Ao lado do Coliseu fica o Monte Palatino, que integra um grande complexo formado ainda pelo Foro Romano e pela Casa de Augusto, e eu recomendo que você, ao visitá-lo, tenha em mãos um mapa para se localizar melhor. O ingresso custa 12 Euros, e inclui, além do “Complexo Palatino”, também o Coliseu. É muita coisa para visitar, portanto, vá de manhã e leve comida e água, porque você vai ficar lá o dia inteiro e não há lanchonetes ou bebedouros na área, só do lado de fora.

Na entrada do Palatino há duas escadas, uma à esquerda, que segue para o Palatino e para a Casa de Augusto, e outra à direita, que leva ao Foro Romano. Não pense e vá para a direita ver logo o Foro. O resto vem depois.

No pequeno vale formado pelos Montes Palatino e Capitolino (que não integra o “Complexo”) está o Foro Romano, que é um dos monumentos mais impressionantes da Roma antiga. Foi o centro cívico e político do Império Romano e se estende ao longo da Via Sacra, uma rua de pedra, de aproximadamente um quilômetro, que começa sob o Arco de Setimo Severo e passa pelas ruínas do Templo das Virgens Vestais, do Templo do Castor e Polux, da Basilica Julia (templo pagão construído em homenagem ao imperador Julio Cesar), do Templo de Rômulo (um dos fundadores de Roma), do Templo de Saturno, até chegar ao Arco de Tito.

O Arco de Setimo Severo. Aqui começa a Via Sacra

O Arco de Setimo Severo

Eu só consigo resumir minha impressão sobre o Foro Romano com um profundo e sincero “impressionante”. A visão do Foro dá uma percepção totalmente diferente do que pode ter sido o Império Romano em toda a sua importância e desenvolvimento. Lá eu pude ver sistemas de esgoto, poços artesianos, construções que, ao que parece, eram estabelecimentos comerciais, distribuídos de forma absolutamente organizada.

O Foro Romano. Ao fundo, o Senado

O Foro Romano. Ao fundo, o Senado

Para onde se olha no Foro há uma construção ou uma ruína que chama mais a atenção. É emocionante ver as oito colunas remanescentes do Templo de Saturno ou o pátio que um dia foi a enorme Basílica Julia. E todo o lugar é muito arborizado e florido, o que compõe uma paisagem inesquecível.

O Templo de Saturno

O Templo de Saturno

A Via Sacra com o Foro Romano

A Via Sacra com o Foro Romano

Mas o destaque mesmo é a Cúria Romana, o Senado Romano. Ah, o Senado… o prédio está tão bem conservado que parece ainda estar em utilização. Fica à esquerda do Arco de Settimo Severo, bem no início da Via Sacra, e é surpreendentemente simples, ainda mais se lembrarmos sua importância para o mundo àquela época. Sua construção é de 80 a.C., e está praticamente inalterado desde então.

O Senado Romano

O Senado Romano

O Arco de Tito marca o final da Via Sacra

O Arco de Tito marca o final da Via Sacra

No final da Via Sacra fica o Arco de Tito, maior e mais imponente do que o de Setimo Severo, fechando com chave de ouro aquele que é, para mim, um dos três mais importantes passeios para se fazer em Roma, junto com o Coliseu e o Museu Vaticano, onde fica a Capela Sistina. Aliás, se você estiver em Roma e só tiver tempo de ver três atrações (ó, mundo cruel!), minha recomendação é: não hesite e vá ver essas três.

15
dez
08

Comendo na Itália

Eis aqui um guia rápido, totalmente empírico, sobre como comer na Itália:

1. Coma Muito. Sem culpa. A comida é cara mesmo, mas é bom demais.

2. Tudo o que você pedir para beber (refrigerante, suco etc) vai vir quente. Se você pedir gelo eles até dão. Mas vão te olhar como se você fosse um ET.

3. Apesar de haver muitas frutas à venda nas feiras e mercados, os sucos de frutas geralmente são prontos, pasteurizados, em caixinha ou em garrafa. Se você não se importar, tudo bem, mas eu, particularmente, não gostei muito. Em compensação, a água mineral é ótima!

4. Só se sente para comer se for absolutamente necessário. A diferença de preços entre a comida servida no balcão e a servida nas mesas chega, em alguns casos, a até 40%.

5. Se você resolver sentar-se à mesa, verifique no cardápio se o restaurante cobra “taxa de pão”. É que a primeira coisa que vão servir é uma cesta de pão, que, na maioria dos casos, não é cortesia: ela é cobrada (os preços variam entre 1 e 2 Euros). Por isso você pode dispensá-la sem pudor. Eles vão ficar aborrecidos, mas paciência.

6. A conta costuma ser confusa. Normalmente os garçons apresentam um pedacinho de papel com o valor cobrado. Peça uma “fattura”, que é a conta discriminada. Eles não vão gostar, mas insista, senão você poderá pagar por coisas que não comeu.

7. Cuidado: Muitas vezes o cardápio apresenta preços bem camaradas, mas, em compensação, a taxa de serviço é alta. Poucos restaurantes cobram 10% – muitos chegam a cobrar 18%! Há alguns outros, porém, em que a taxa já está incluída no preço.

8. Pelo menos uma vez faça uma refeição tradicional italiana, com entrada, primeiro prato, prato principal e acompanhamento, além da sobremesa. É uma experiência, e é uma delícia.

9. Sobremesa: tudo é bom, mas os sorvetes são imbatíveis. Mesmo no frio, tome muito!

10. Falando em sorvete, a cobrança lá é diferente: enquanto aqui nós pagamos de acordo com a quantidade de sabores, lá você paga pelo tamanho, independente de quantos sabores escolher.

11. Evite comer nas vans que ficam perto dos pontos turísticos e monumentos históricos. É caro e não é bom. Em alguns casos, como aconteceu conosco, a “pizza fechada” é só um bolo de massa com recheio só nas bordas e nada por dentro.

12. Essa é meio manjada, mas dê preferência a restaurantes, lanchonetes, trattorias e afins que estejam cheias: é indicativo de que boa comida e preço. Mas com um pouco de paciência você encontra lugares escondidos bem bacanas.

13. Não almoce: as refeições são longas e você perde tempo precioso. Tome um bom café da manhã e dê preferência ao jantar. Quando a fome bater coma um panino, em pé.

13
dez
08

Estacionando em Roma

Sabe aquela vaguinha em o seu carro quase caberia, se o da frente tivesse estacionado um pouquinho mais pra lá? Pois é, meu amigo, em Roma não tem desses problemas! Se você é o feliz proprietário de um Smart Car, aproveite aquele espacinho entre dois carros e encaixe o seu ali mesmo, na transversal! Assim, ó:

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Agora, se você não tem um Smart… e daí? Estaciona assim mesmo, rapaz! Observe:

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Baliza também não é problema. Afinal, quem precisa de tanto espaço na calçada?

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É isso aí, meu amigo, estacionar o carro em Roma não é problema!

13
dez
08

SPQR

“SPQR” significa Senatus et populus que romanus, o que, para vocês, plebeus ígneos que não conhecem o latim, é o mesmo que “O Senado e o Povo de Roma”. Esta sigla era entalhada em todas as obras públicas de Roma, e o mais legal é que ainda hoje ela aparece em tampas de bueiros e caixas subterrâneas de TV a cabo e telefonia, por exemplo. A importância que Roma teve para a construção da civilização ocidental é reconhecida pelos romanos, que têm muito orgulho da cidade em que vivem.

Roma tem, oficialmente, 2.761 anos de idade, mas está em plena forma. Não é uma cidade grande (1.494 km²) e tem só cerca de dois milhóes e oitocentos mil habitantes, apesar de ter sido o centro do mundo ocidental por quase mil anos. É um lugar muito fácil para se locomover, pois a rede de transporte coletivo é integrada (ônibus, metrô e bondes) e bastante eficiente, mas a melhor forma de conhecê-la é mesmo a pé. E foi o que fizemos.

Roma transpira História. Assim mesmo, com H maiúsculo. Cada esquina da cidade revela um sítio arqueológico, todas as construções atuais foram feitas de modo a não afetar as construções mais antigas. A preocupação urbanística é clara e presente em todos os prédios (não há edifícios grandes nem shoppings), o que dá à cidade um lindo aspecto plano, amplo, harmônico.

O que atrapalha é mesmo o barulho. O trânsito de Roma é conhecido por ser uma bagunça, e todos os carros ostentam, até com um certo orgulho, pelo menos um amassado na porta, no pára-lamas ou nos pára-choques (independente do ano, modelo ou valor), e há milhares de scooters zunindo por todos os lugares. Basta um sinal abrir e lá vem o enxame, uma coisa de louco. Deve haver uma scooter para cada romano. No entanto, diante do que tenho visto nas ruas daqui do Rio, achei o trânsito de lá bastante civilizado: eles até param o carro na faixa para você atravessar a rua! Meio a contragosto, mas param.

Não tivemos dúvidas sobre o que visitar primeiro em Roma: o Coliseu. Eu já tinha visto no mapa que há uma estação de metrô que fica bem na frente dele, e outra em Termini, do lado do nosso hotel, então era muito fácil chegar lá. Mas o rapaz da recepção disse que poderíamos ir a pé, em uma caminhada de mais ou menos dez minutos, que era mais fácil ainda. Conferi no mapa e não parecia ser mesmo longe, então começamos nossa peregrinação a pé pela “Cidade Eterna”.

Na verdade, o primeiro monumento romano que vimos foi a igreja de Santa Maria Maggiore (que, ironicamente, foi o último visitado), mas nossas atenções, naquele momento, estavam voltadas para um protesto de estudantes que estava acontecendo bem ali, na nossa frente, na Via Cavour. Uma manifestação organizada, pacífica, mas veemente. Tentaram até colocar a gente no meio, ofereceram folhetos, mas quando nós recusamos uma moça entendeu e disse para o colega: “turistas…”. Estávamos no meio da multidão quando vimos uma rua à esquerda, na qual resolvemos entrar. Era ali mesmo, e ele surgiu à nossa frente: o Anfiteatro Flavio, mais conhecido como “Coliseu”, fazendo jus ao nome.

O Coliseu

O Coliseu

O Coliseu é um monstro de mármore e tijolos que levou oito anos para ser construído, sendo inaugurado pelo Imperador Tito, filho do Imperador Vespasiano (que começara a construção) no ano 80 da Era Cristã. Sua “alcunha” vem do latim Colosseum, ou, no latim tardio, Coliseus, e se justifica não pelo seu tamanho (o que já seria suficiente), mas pela presença de uma imensa estátua de Nero que ficava ali perto (e que já não existe mais). Ele tem 48 metros de altura e tinha capacidade para cinqüenta e cinco mil pessoas (um Engenhão), que poderiam ser evacuadas em quinze minutos!, e foi utilizado como arena esportiva por quatrocentos anos – o último registro de sua utilização data de 476 d.C. Depois disso foi utilizado como templo cristão e fonte de material de construção, além de ter sofrido saques e alguns terremotos, que o deixaram em ruínas.

O Coliseu começou a ser “salvo” em 1744, quando foi consagrado em memória em memória dos cristãos que, segundo se acredita, foram martirizados na arena. Com a consagração pararam os saques e a depredação, e a partir do século XIX começaram as escavações e a limpeza.

Interior do Coliseu

Interior do Coliseu

O Coliseu é, com o perdão do trocadilho, colossal. E é mais impressionante ainda do lado de dentro, apesar de estar em ruínas. Ele é tão grande que chega a ser opressor. Não há quem fique indiferente, seja por causa do tamanho, da arquitetura, da importância histórica.

A Arena do Colseu

A Arena do Colseu, com as galerias

A arena do Coliseu vista pelo lado oposto. No primeiro plano o tablado que representa o piso original, que era coberto com areia

A arena do Coliseu vista pelo lado oposto. No primeiro plano o tablado que representa o piso original, que era coberto com areia

Olhando de suas arquibancadas arruinadas, a primeira coisa que se pensa é, imediata e institintivamente, nas lutas que aconteciam de verdade ali embaixo, na arena. Evidente que todos os filmes sobre a Roma antiga que você conhece vêm à cabeça, mas o que marcou mesmo foi pensar que há dois mil anos aquele estádio imenso estava ali, no mesmo lugar, recebendo 55 mil pessoas para ver gladiadores, cristãos, animais e outros seres “exóticos” matando e morrendo.

As galerias do Coliseu, abaixo da arena, estão parcialmente expostas. Pode-se ver facilmente onde ficavam os lutadores enquanto aguardavam ser chamados à arena para a carnificina. Imaginem só a escuridão, a umidade, o cheiro de suor, de exrementos humanos e de animais, de sangue, os insetos… acima deles uma multidão enlouquecida querendo só uma coisa: morte.

Dentro do Coliseu ainda há diversas homenagens a senadores, políticos, pater familiae. Há uma placa com uma cruz e a inscrição: quem beijá-la terá um ano e quarenta dias de indulgência. Estranho, mas não tinha fila. E uma coisa interessante: uma cruz fincada pelo Papa João Paulo II, no Ano do Jubileu de 2000, bem na beirada da arena. Do lado de fora há duas placas enormes homenageando os Papas Clemente X, Bento XIV e Pio IX, indicando a consagração do estádio.

A placa diz que quem beijar a cruz terá direito a um ano e quarenta dias de indulgência

A placa diz que quem beijar a cruz terá direito a um ano e quarenta dias de indulgência

Homenagem aos papas Clemente X, Bento XIV e Pio IX na fachada do Coliseu

Homenagem aos papas Clemente X, Bento XIV e Pio IX na fachada do Coliseu

Nos corredores interiores ainda havia uma exposição comemorativa dos 100 anos da primeira lei que tutelou a escavação arqueológica e o destino dos achados históricos da Roma antiga. Durante séculos Roma foi saqueada, primeiro pelos bárbaros após a queda do Império, depois pelos colecionadores de arte. Foi em 1909 que editou-se uma lei que permitiu a reunião de todas as relíquias arqueológicas na Itália. E colecionadores do todo mundo colaboraram, repatriando artefatos antigos (outro motivo de orgulho para os italianos), que agora pertencem ao governo da Itália.

Deixamos o Coliseu em direção ao “complexo” do Monte Palatino, que inclui o Foro Romano, a Casa de Augusto e o Museu Palatino, extasiados. Nossa temporada em Roma havia começado com o pé direito. E ainda viria muito mais coisas impressionantes.

12
dez
08

Sob as águas do Adriático

Dia 13 de novembro foi meu aniversário, e meus 33 anos seriam comemorados em grande estilo: em Veneza! Só que o dia amanheceu chovendo, uma chuva forte o bastante para fazer com que resolvêssemos esperar quase uma hora antes de sair do hotel.

Na chegada a Santa Lucia a coisa não era nada boa. A chuva não dava trégua e, para piorar, ventava bastante, um vento frio que vinha de todos os lados, o que fazia a sensação térmica aparentar um frio muito maior do que fazia. Evidente que, nessas condições, nossos casacos, próprios para o rígido inverno do Rio de Janeiro, não davam nem para a saída na tentativa de nos aquecer. E, como ventava demais, estávamos cada vez mais molhados da cintura para baixo.

Como desgraça pouca é bobagem, a fila no ponto do Vaporetto que nos levaria à Praça de São Marcos era grande e havia um turista discutindo com a caixa, acho que por causa do troco. Imagine então a cena: cerca de vinte pessoas amontoadas em frente a um guichê, sob chuva e com forte vento, em uma fila que não andava, todas com seus respectivos guarda-chuvas, que derramavam água sobre os outros.

Depois de algum tempo naquela situação (que parecia que não ia acabar nunca), conseguimos pegar o Vaporetto. Só que, na pressa, não percebemos que pegamos o barco para a direção errada, Piazzale Roma, que fica do outro lado de Veneza. Descemos e pegamos o Vaporetto certo, mas dessa vez ele teve de parar em Rialto, onde todos foram obrigados a desembarcar por algum motivo que eu não consegui entender.

Em Rialto percebi que a água já começava a cobrir a calçada, fazendo com que os lojistas colocassem as célebres passarelas para os pedestres não se molharem. E isso era um mau sinal: significava que São Marcos deveria estar bem pior.

Pegamos outro Vaporetto e finalmente chegamos a São Marcos. E a coisa estava feia. A Praça de São Marcos é uma praça enorme, aberta, sem nenhum móvel ou adorno. Nela ficam o Palácio Ducale e a Basílica de São Marcos, e ela dá de frente para o Mar Adriático. Por ser o ponto mais baixo da cidade, é muito suscetível a alagamentos; por outro lado, como o sistema de escoamento é eficiente, a água retrocede rápido também.

A Praça de São Marcos sob chuva

A Praça de São Marcos sob chuva

Quando chegamos, a Praça estava coberta com mais ou menos quinze centímetros de água, com gente amontoada nas calçadas e nas passarelas, muito vento e muito frio. Outros turistas usavam sacos plásticos com um solado de borracha amarrados às pernas para se proteger. Podia até ser eficiente, mas era esquisito…

Valia tudo pra se proteger da chuva

Valia tudo pra se proteger da chuva

Do jeito que a situação estava, com aquela chuva e vento, não dava para ficar ali: fomos procurar um lugar coberto para nos proteger, e assim fomos para o Palácio Ducale.

Altura da água na Praça de São Marcos

Altura da água na Praça de São Marcos

O Palácio Ducale foi o centro político e administrativo da antiga República de Veneza. Nele moravam os Doges, que eram os líderes políticos vitalícios do local, embora a liderença e a influência deles fosse restrita: quem mandava mesmo eram os comerciantes da cidade. O Palácio Ducale funcionava ainda como tribunal marítimo, penal e civil, e anexo a ele ficava a cadeia. Ligando os dois há uma ponte, a famosa Ponte dos Suspiros, que recebeu esse nome porque, segundo a lenda, era nela que os condenados tinham a última visão do mar, e por isso davam um longo suspiro de melancolia.

O Palácio Ducale

O Palácio Ducale

Hoje o Palácio é um museu riquíssimo que guarda relíquias dele próprio e da antiga República de Veneza; seus cômodos mostram como eram os aposentos dos Doges e a organização dos tribunais. A visita vale muito a pena, apesar de o ingresso ser um pouco salgado, 18 Euros.

A Ponte dos Suspiros envelopada para reformas

A Ponte dos Suspiros envelopada para reformas

Quando saímos do Palácio Ducale a chuva havia diminuído bastante, e a Praça de São Marcos já não estava mais alagada. Até os pombos tinham voltado! Aí sim deu pra começar a conhecer o local.

A Praça de São Marcos desalagada, mas ainda sob chuva

A Praça de São Marcos desalagada, mas ainda sob chuva

Fomos, então, para a Basílica de São Marcos, onde o santo foi sepultado. Foi concluída em 1063 d.C., e é um monumento impressionante. Há ainda a possibilidade de subirmos uma torre para termos uma visita do alto de Veneza, que deve ser espetacular, mas a visita estava suspensa por causa do mau tempo. Pena, vai ficar para a próxima.

A Basilica de São Marcos

A Basílica de São Marcos

Já estava escurecendo, e ainda chovia. Resolvemos voltar a pé para Santa Lucia, e no caminho jantaríamos. Meu jantar de aniversário, afinal. Uma pizza ótima, em um restaurante romântico com a companhia perfeita: o que mais eu poderia querer?

Aliás, no restaurante nós tomamos a decisão: como fazia frio demais e a previsão do tempo indicava mais chuva, não dava mais para ficar em Veneza. Embora nossa partida para Roma estivesse programada para a manhã do dia seguinte, resolvemos antecipar tudo e irmos o mais rápido possível. Por isso, quando voltamos para Mestre compramos as passagens de volta, em um Euronight que vinha de Viena e passaria em Veneza às três da manhã, com previsão de chegada em Roma em torno das oito horas.

O balanço de Veneza foi positivo, apesar da chuva. fizemos tudo o que queríamos, conhecemos a cidade toda e eu ainda passei um aniversário inesquecível. Agora era só expectativa para Roma.

06
dez
08

Veneza

Nossa ida para Veneza começou no dia anterior, quando chegamos a Roma. Depois de termos feito o check-in no hotel e comido alguma coisa, voltamos a Termini para comprarmos as passagens de trem. As bilheterias já estavam fechadas; só havia abertas algumas lojas que se identificavam como “agências autorizadas” de venda de passagens da Trenitália, nas quais não levei muita fé. Foi quando percebi as máquinas de auto-atendimento, e fui lá ver.

A máquina “falava”, além do italiano, inglês, francês, espanhol, alemão e português. Ufa, tinha instruções em português. De portugal, mas português (é incrível mas, nessas horas, por mais que eu seja fluente em inglês, eu não consigo me sentir confiante para entender as instruções mais básicas, que vexame). E o procedimento é realmente muito simples: você diz para onde quer ir, em que faixa de horário (meia-noite às seis, seis ao meio-dia, meio-dia às seis, seis à meia-noite), quantos passageiros são, primeira ou segunda classe, coloca o cartão de crédito na máquina, ela imprime o bilhete e pronto! Nossas passagens em um Eurostar que partiria às 6h50mim da manhã de Roma e chegaria a Veneza Mestre às 11h06min custaram 118 euros (é mais caro que a média, mas valeu muito a pena).

Antes do embarque, o bizu: é fundamental validar a passagem, ou seja, chancelar o bilhete com um carimbo mecânico que fica em umas máquinas amarelas espalhadas pela estação. Caso você embarque sem ter validado a passagem você fica sujeito a multa (a fiscalização controla mesmo, e não adianta dizer que não sabia ou que esqueceu – a informação está em todos os lugares, inclusive na própria passagem).

O trem saiu com dez minutos de atraso, o que é comum em se tratando de trens italianos. Os assentos em nosso vagão eram dispostos em fileiras de dois bancos individuais de frente para outros dois bancos, separados por uma mesa, de cada lado do corredor. A viagem foi confortável e tranquila, o trem é veloz e tem vagão restaurante (não vale a pena: a comida é ruim e cara). Fizemos escala em Florença, Bolonha e Pádua até chegarmos a Veneza-Mestre, em uma viagem de pouco mais de quatro horas.

Disposição dos assentos no vagão do trem da Eurostar

Disposição dos assentos no vagão do trem da Eurostar

Veneza tem duas estações de trem principais, que dão o nome às respectivas regiões: “Mestre” fica na parte “continental” da cidade, e “Santa Lucia” fica na Veneza “insular”, à beira do Grande Canal. Para quem se hospeda em Mestre, que é muito mais barato que Santa Lucia, a ida para o outro lado é feita por trem, em uma viagem de menos de dez minutos e que custa 1 Euro por pessoa (a validação do bilhete é obrigatória), e é a melhor opção. Os trens saem a cada meia hora e funcionam das cinco e meia da manhã até a meia noite e meia. Para quem não quer pegar trem, ou fica em Santa Lucia depois da meia-noite e meia, é possível pegar um ônibus ou um táxi, mas em baixa temporada não há nada que faça você ficar em Santa Lucia até tão tarde.

A estação ferroviária Veneza Santa Lucia

A estação ferroviária Veneza Santa Lucia

A cidade em si é muito pequena, e ela própria é a grande atração. Por isso, a melhor forma de conhecê-la é mesmo a pé. Os “Vaporetti” (os “barcos-ônibus”) só andam pelo Grande Canal (e são bons para levá-lo mais rapidamente a um ponto um pouco mais distante, como a Praça de São Marcos), e as gôndolas não são um meio de transporte, mas uma das atrações da cidade, então leve um tênis confortável e prepare-se para andar bastante.

O Grande Canal de Veneza. À esquerda um ponto de Vaporetto

O Grande Canal de Veneza. À esquerda um ponto de Vaporetto

O Grande Canal, com um Vaporetto à esquerda e um ponto de gôndolas à direita

O Grande Canal, com um Vaporetto à esquerda e um ponto de gôndolas à direita

Como o mais interessante está a céu aberto, o tempo é uma preocupação constante. Como não chovia, apesar de o céu estar carregado, não perdemos tempo: a primeira coisa que fizemos quando chegamos foi procurar um gondoleiro, que nos cobrou oitenta Euros por um passeio de trinta minutos. Pague sem culpa, porque o passeio vale cada minuto. É uma experiência fascinante e inesquecível.

Depois do passeio começamos a caminhar pela cidade. Chegamos ao Rialto, que é a área do mercado de Veneza, e é bem legal, porque é ali que está a “night” veneziana, com boates e uns restaurantes mais descolados. Mas queríamos comer, e procuramos um lugar para fazer um lanchinho. Achamos um café bacaninha e pedimos um chocolate e um expresso.

O “cioccolato con panna”, ou chocolate com creme, chegou em uma caneca média, fervendo, com o chantili branquinho e gelado por cima. à medida que derretia, o chantili se misturava ao chocolate e ao mesmo tempo o esfriava e adoçava. Olha… acho que nunca mais vou tomar um chocolate como aquele. Era tão bom que fiquei até deprimido.

Aliás, quando você encontrar alguma coisa em Veneza, compre ou coma ali mesmo, na hora, porque, se você deixar para depois, você não vai mais encontrá-la. Essa é uma característica da cidade: são tantas vielas e ruazinhas (algumas em que uma pessoa não passa com um guarda-chuva aberto) que você vai se perder no labirinto. Fizemos todos os caminhos só uma vez porque não sabíamos como fazê-lo de novo. Então, não deixe para comprar depois aquela lembrancinha bacana que você viu naquela loja naquela ruazinha, ou para comer aquele sanduíche que parecia bom naquela lanchonete que você viu lá atrás, porque você dificilmente vai encontrá-los de novo depois.

À noite começou a chuviscar. Jantamos e continuamos caminhando, dessa vez já procurando a estação Santa Lucia, para voltarmos a Mestre. Encontrar a estação de trem não foi difícil, bastou seguir as placas amarelas que ficam nas paredes (às vezes bem no alto, outras atrás das plantas que caem das janelas) que indicam os pontos principais da cidade – a ferrovia, o Rialto, Piazzale Roma e São Marcos. Mas é só isso que tem indicação por placas, o resto vai na sorte mesmo. Mais um Euro por passagem para Mestre e chegamos no hotel.

O dia seguinte seria especial: eu iria comemorar meu aniversário em Veneza!

27
nov
08

Itália, cáspita!

Depois de dezenove horas de viagem e uma conexão em Paris, chegamos à Itália. Roma foi nossa primeira parada, para um pernoite antes de seguirmos para Veneza. O primeiro contato com Roma foi confuso, como é com todo turista que visita um lugar pela primeira vez: erramos a esteira de bagagem e ficamos um tempão esperando nossas malas que, por sua vez, estavam nos esperando em outra esteira. Já estava começando a ficar preocupado quando vi um guichê de informações. Fui lá e a moça disse onde as bagagens do nosso vôo deveriam estar, e pronto. Aliviado, fui providenciar o transporte para o centro.

Antes de saírmos, porém, um susto: recebemos inúmeras recomendações sobre seguros de saúde, quantidade mínima de dinheiro para permanecer no local, chegar com as reservas já feitas, manter tudo isso à mão porque os fiscais da imigração poderiam solicitar a qualquer momento, pena de possível extradição (medo!). Só que, depois de pegarmos as malas, fomos andando, andando… e saímos do aeroporto! Ué, cadê a imigração?! Preocupado em ter feito alguma besteira, escapado da fiscalização sem querer, fui perguntar para um carabinieri que estava ali perto se o procedimento era aquele mesmo. Ele respondeu que sim, mas ficou meio intrigado com a pergunta e perguntou se eu tinha algum problema. Respondi que não e saímos rapidinho…

O aeroporto de Roma tem uma característica semelhante do do Rio de Janeiro: tem um nome oficial, mas as pessoas, o comércio e até os serviços públicos só o conhecem pelo nome “de fantasia”: de “Aeroporto Internazionale di Roma Leonardo da Vinci” ele é chamado simplesmente de “Fiumicino”. “Fiume” em italiano quer dizer “rio”, então acho que “Fiumicino” poderia ser livremente traduzido para “Riozinho”.

Bom, Fiumicino não fica em Roma. Fica nas cercanias de Ostia, a mais ou menos 40 km da capital, pertinho da costa do mar Tirreno. Para chegar a Roma o melhor meio é o trem, que vai diretamente à estação Roma Termini, a central: há uma linha “paradora”, que custa 5,50 Euros, e a “Leonardo Express”, que vai diretamente para Termini, sem paradas, e custa 11 Euros. Pegue essa sem pestanejar.

A estação do trem fica dentro do próprio aeroporto, de modo que você não vai fazer nenhum deslocamento absurdo. Mas como o local é grande, malas de rodinhas ou mochilas são a solução. E os trens, em si, apesar do aspecto externo meio relaxado e com pixações, é eficiente, veloz e confortável.

Chegada do "nosso" Leonardo Express a Fiumicino

Chegamos na enorme estação Roma Termini, que mais parece um aeroporto, sabendo o endereço e as referências do hotel, mas sem ter a menor idéia de para onde ir. As pessoas com quem eu conversava pedindo informações também não faziam a menor idéia de onde seria a tal da Via Palestro. Depois de algum tempo de peregrinação, finalmente achamos o prédio, um simpático edifício de aspecto antigo e sem elevador, em uma rua cheia de restaurantes.

O quarto era ótimo, não fosse por um detalhe: cadê as toalhas de banho?! Só tinha o tapete do banheiro, em um saco plástico lacrado. Na recepção o atendente não teve muita paciência, ou não entendeu meu inglês (e eu sabia lá como era toalha em italiano?!), mas o fato é que não conseguimos toalhas. Na ausência de um mercado aberto, ou de coisa que o valesse, ficamos sem mesmo. E aí? Vinte e quatro horas, mais o fuso horário, e nada de banho? No desespero, usamos o tapete do banheiro mesmo, que estava limpinho.

No dia seguinte iríamos cedinho para Veneza.

26
nov
08

Aqui me tens de regresso

Depois de um período de intervalo (“um longo e tenebroso inverno”, como diria mamãe), estamos de volta à ativa, com bastantes novidades.

O motivo da ausência é que eu e minha míni-senhora passamos uns dias na Itália de férias. Uma semana, pra ser exato. E vou relatar a experiência a partir de agora. Para não ficar maçante, com cara de guia de viagem ou de livrinho escolar, acho que é mais interessante deixar minhas impressões sobre as cidades visitadas – Veneza e Roma – e deixar algumas dicas que eu acho interessantes.

A primeira delas é: deixe a culpa em casa. Você vai comer. Muito. Muito mais do que você imagina. E vai gostar, porque lá se vive para comer, a comida é uma delícia e é farta, e todos gostam que você coma e que coma bastante, pena de gerar um grande desconforto. Infelizmente as cantinas e tratorias tradicionais estão bastante descaracterizadas, todas estão voltadas para o turista, e mostram o que o turista acha que é uma cantina italiana. Isso tira um pouco do charme, mas pelo menos (para os padrões não-italianos) não afetou a qualidade da comida.

A segunda dica: não pense em reais quando estiver na Europa. Você vai pirar e se arrepender. É tudo muito caro, mas muito caro MESMO, até para eles. E se você pensar em converter os valores, vai lembrar que um Euro custa três reais e acabará se desesperando. Portanto, esteja pronto para gastar seu dinheiro mesmo, sem medo de ser feliz.

A Europa não é um lugar para se fazer compras – se você quer encher a mala de muamba vá para Nova York, Miami ou Ciudad del Este. Lá não: seu dinheiro vai escoar com os ingressos para as atrações, hospedagem e, principalmente, comida.

Outra coisa: cuidado com os engraçadinhos de plantão, que acham que vão se dar bem com você porque é turista. Lembrem que espertinhos e espertalhões existem em todo o lugar, e se você der mole vai acabar em um prejuízo, o que pode acabar com a sua viagem. Fique atento a batedores de carteiras, especialmente em aglomerações, metrô e afins. Leve com você só o necessário e use aquelas pochetes invisíveis que ficam por baixo da roupa. Cuidado também com os taxistas, que parecem ser iguais em qualquer parte do mundo. Saiba exatamete para onde está indo e atenção para reparar se eles estão andando em círculos no mesmo quarteirão.

Não tenha medo de pedir ajuda na língua que for, no entanto, tente fazer um esforço pelo menos para dizer que não fala a língua deles na língua deles. Eles acham simpático e ficam sensibilizados.

Estas são algumas dicas básicas, gerais. À medida que o assunto for se desenvolvendo eu provavelmente lembrarei de outras, e colocá-as-ei aqui. Então vamos em frente.




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 36 anos, o pai do João Guilherme. Conhecido à boca miúda como o "Oráculo dos anos 80", que, para mim, não tiveram nada de "década perdida", sou destemido e temido nos quiz e joguinos de perguntas e respostas. Também sou viciado em cultura inútil. Vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Mantra:

Nunca duvide da mediocridade humana - para baixo não há limites!

A foto do cabeçalho é…

Templo de Saturno, Via Sacra, Roma

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maio 2012
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