O bebê-conforto do João Guilherme ficou pequeno, e, como começou pra valer a fiscalização para o uso de cadeirinhas para crianças nos carros, era a hora de comprar uma nova. Então, toca pro shopping pra procurar um modelo.
Eu imaginei que, como a cadeirinha era pra ele, a melhor coisa a se fazer era levá-lo na hora da compra, para confirmarmos se serviria, se ele ficaria confortável. Então, combinei com a Fê de, depois do trabalho, nos encontrarmos em um shopping que fica perto de casa.
Assim foi feito. Esperei um pouco até que eles chegassem: Fê, JG e o carrinho, o que já começou a me deixar preocupado, vi que ia ter trabalho pela frente.
Existem, basicamente, três modelos de carrinho de bebê, o pequeno, de passeio, o trambolho, que é carrinho/berço/bebê-conforto, e o monstrengo, aqueles que têm volante, buzina, porta malas, capota e tal. O carrinho pequeno, próprio para passeio, é ótimo, porque é leve e dobrável e, quando se fecha, parece um guarda chuva, facilitando muito o transporte. É ideal para bebês um pouco maiores, que já conseguem ficar sentados, e ótimo para os pais, que conseguem manobrá-lo com muito mais facilidade, além de caber em qualquer cantinho.

O pequeno
O trambolho é bem maior e um pouco mais pesado, e, embora também seja dobrável, é muito incômodo, porque ocupa muito espaço, seja em casa, seja no carro. Mas é perfeito para bebês, desde o nascimento até eles começarem a sentar sozinhos, porque são muito confortáveis, reclinam 180 graus e funcionam também como berço (JG dormia nele nos 3 primeiros meses de vida). É muito bom quando eles querem dormir no meio do passeio; os carrinhos pequenos são menos confortáveis e têm inclinação muito limitada (mal comparando, é como se fossem os assentos de classe executiva e econômica dos aviões).

O trambolho
Já o monstrengo… se, por um lado, ele é o mais legal, porque parece um carro de verdade, tem um monte de funções e, por isso mesmo, é muito mais divertido para a criança, por outro é uma catástrofe, porque é enorme, não dobra e não tem nenhuma opção de regulagem. Encontrar um lugar onde ele caiba é um sufoco, colocá-lo dentro de um táxi é um parto (no nosso carro ele cabe bem, porque o porta malas é grande), e, como o assento não tem regulagem e tem o encosto curto, não dá pra criança dormir se ficar com sono. Se João Guilherme quiser dormir no meio de um passeio no monstrengo, temos de pegá-lo no colo e ainda empurrar o carrinho (que pelo menos é o mais fácil de empurrar). Por isso ainda não pudemos aposentar o trambolho.

O monstrengo
Pois bem, JG e Fê apareceram no shopping com o monstrengo. Se era bom, porque não precisaríamos carregá-lo quando ele cansasse de andar, por outro seria bem ruim pelo tamanho do troço (experimenta empurrar um carrinho de supermercado cheio até a boca no meio de um shopping lotado de gente e você vai entender o que eu estou dizendo) e pela dificuldade que teríamos para encontrar um táxi de volta pra casa.
Dentro do shopping começou o drama: Dá pra colocar no elevador, Não, é muito pequeno e tem muita gente na fila, Tem de ser uma viagem só para o monstrengo, Não vai dar, vamos procurar a escada, Olha a escada ali, Não, vou ter de carregar o monstrengo e posso bater com ele em alguém, Olha a escada rolante, Então pega JG no colo que eu seguro o bicho, Entra de costas que é mais fácil de segurar, eu tô acostumada. E a loja era no quarto piso. Ufa…

JG empurrando o monstrengo
Quando chegamos na loja encontramos o modelo de cadeira que queríamos e fiquei em pânico, porque era maior do que o monstrengo. O quadro era o seguinte: JG querendo andar pelo shopping, Fê tentando mantê-lo dentro de um carro de bebê enorme e eu carregando uma cadeira maior ainda. Um horror.

A cadeirinha
Como o garotão era pura disposição e não dava sinais de cansaço, vi que não dava mais pra ficar ali. Levamos a cadeira pra casa e fomos para o calçadão, que àquela hora estava bem menos movimentado, deixá-lo brincar. Com o monstrengo, claro, porque JG adora. Agora, cá entre nós: se eu tivesse um carro igual ao monstrengo quando tinha a idade dele, eu também ia adorar. Então, por mais trabalho que dê, e às vezes enche o saco carregar tanta coisa, ver a curtição do meu filhote faz tudo isso perder a importância.