Arquivo para a categoria 'Eleições 2010'

10
ago
11

Recordar é viver

Provavelmente saudosos da cagada monumental que fizeram no sequestro do ônibus da linha 174, em 2000, os policiais do BOPE – Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro – resolveram exercitar sua incompetência mais uma vez ontem, em outro sequestro de ônibus, desta vez no Centro da Cidade (em frente à sede da Prefeitura da Cidade). Desta vez, para a tristeza dos policiais, ninguém morreu, mas não foi por falta de tentativa. Só não aconteceu uma tragédia porque os bandidos deviam ser mais burros do que os policiais.

Foi simples: policial é rendido por bandidos dentro do ônibus e é obrigado a sair. Chama reforços. Eles cercam o ônibus. Até aí tudo bem, como deve ser. Ah, mas tá muito certinho, vamos botar um pouco de ação! Os bandidos tentam furar o bloqueio da polícia e aí o que que a PM faz? Larga o dedo em cima dos bandidos e manda chumbo pra cima do ônibus com 20 passageiros dentro! E daí se pegar em alguém?!

Ah, mas os tiros foram nos pneus, para parar o ônibus e parar a fuga, dirão! Claaaaro, os dezesseis furos de bala na lataria, todos de fora para o interior do ônibus não têm nada a ver! Os cinco passageiros baleados também não!

E daí se algum tiro pegar no asfalto, ricochetear e atingir alguém?

E daí se a pessoa que estivesse dirigindo o ônibus (que não era o motorista, que já tinha conseguido fugir) fosse atingida, perdesse o controle e causasse um acidente, ferindo mais gente?

E daí se os bandidos, vendo os tiros, resolvessem matar todo mundo dentro do ônibus como represália?

A trapalhada de ontem só não acabou em tragédia porque a providência divina não quis. A operação foi uma estupidez tão grande que o próprio Secretário de Segurança, que é um homem sensato (e não um populista presepeiro como o o governador ou um playboizinho lesado como o prefeito) teve de reconhecer que “mandamos mal, prometemos melhorar”.

Me poupem.

03
dez
10

Rússia e Qatar

A FIFA anunciou nesta quinta, dia 02, as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Caberá a Rússia e Qatar, respectivamente, organizar o torneio de futebol mais importante do planeta. Isso mostra que acabou o revezamento entre continentes, que possibilitou a realização da Copa deste ano na África do Sul e a de 2014 no Brasil, e indica duas outras coisas: primeiro, que a FIFA vai voltar a usar a alternância entre a Europa e outro continente para realizar a Copa, como acontecia desde 1958 e só foi suspensa agora, e segundo, que a Copa vai para onde o dinheiro está, o que, aliás, demonstra para mim um certo arrependimento com as escolhas de África do Sul e Brasil para sediarem as Copas de 2010 e 2014.

Eu já disse mais de uma vez que a Copa não foi feita para o torcedor, foi feita pra europeus ricos que podem até gostar de futebol, mas querem mesmo é um espetáculo. Com a Copa na Rússia e no Catar a FIFA junta o útil ao agradável: um caminhão de dinheiro, a proximidade ao centro da Europa, onde está o seu “market share”, e a possibilidade de explorar novos mercados.

Eu não gostei nem desgostei. É muito fácil sediar um evento deste tamanho com muito dinheiro e muito tempo, e em um local como o Qatar, por exemplo, é mais fácil ainda, porque tudo vai ser construído “sob medida”, quase como um contrato “turn key” – a FIFA só vai ter o trabalho de entrar nos estádios e virar a chave. Dizem que os governantes do Catar só queriam saber de Joseph Blatter, presidente da entidade, quanto custava fazer uma Copa, com pacote fechado, porque o resto eles garantiam. Se isso for verdade, a escolha do país para sede virou barbada.

A Rússia também é um país que, assim como o Catar, tem sua economia baseada na exploração do petróleo e, com isso, tem dinheiro a dar com pau. Os investimentos prometidos para a realização da Copa e para incremento do futebol no país, que não é nada, não é nada… não é nada mesmo, chegam a ser obscenos (mais ou menos 17 bilhões de dólares).

Acho que seria mais interessante usar essa dinheirama toda para reduzir as desigualdades sociais e econômicas das populações destes países, especialmente, no caso das próximas Copas, da Rússia, do que investir em estádios e times de futebol. Não me convence muito essa história de usar a Copa (assim como as Olimpíadas – claro que falo de nós também) como razão para investimentos em infraestrutura e desenvolvimento. Quer dizer que sem uma ou outra todos ficariam como estão, sem perspectiva? Quando as Copas acabarem, vai ficar tudo ali, sem uso (você conhece a famosa e palpitante liga do Qatar? E o campeonato russo?), e a aquela grana toda terá sido simplesmente torrada. Mas o que chama a atenção é a Copa, é o que atrai os holofotes, então, que assim seja.

Fato é que a Copa está tomando um rumo que a leva cada vez para mais longe de países tradicionalmente ligados ao futebol e mais perto dos interesses da FIFA, que definitivamente não envolvem o esporte. E assim a toda poderosa vai criando seu mundinho perfeito à parte.

26
out
10

Baixo nível

Esse segundo turno das eleições precisa terminar logo, porque eu não aguento mais o baixo nível da campanha eleitoral, que é a mais vulgar e rasteira desde 1989 (naquele ano teve a história da ex-mulher do Lula falando um monte de coisas sobre ele às vésperas da votação do segundo turno, uma coisa constrangedora). Só falta os candidatos se chamarem de feio, bobo e cara de mamão.

Tudo bem que ainda somos um país em formação no que se refere à estabilidade democrática – em 121 anos de república, só tivemos 38 anos de efetiva democracia, e mesmo assim, entre 1946 e 1964 tivemos nove presidentes da república – mas eu acho que já deveríamos ter evoluído em certas práticas, e o eleitor merecia um pouco mais de respeito.

Tudo está ruim: gritaria descontrolada, discussão rasa, polêmicas inúteis, santinhos, aborto, dossiê, até os jingles. Os dois candidatos venderam a alma ao diabo para tentar ser presidentes, esquecendo que o cargo de “supremo mandatário da nação” é isso mesmo, um mandato, uma representação outorgada do povo para assumir uma responsabilidade enorme. Nada disso, porém, parece interessar. O que importa é poder, poder com todo mundo.

Tomara que a campanha deste ano seja logo esquecida, e sirva como exemplo, no futuro, de como não se deve trabalhar.

15
out
10

Estado Laico? Sei…

Estou impressionado com o rumo que a controvérsia deste segundo turno das eleições tomou. Não falo só dos debates de televisão, mas de todas as discussões e declarações que vêm sendo feitas pelos candidatos e correligionários. Não que eu esperasse um debate de alto nível político, com a discussão de temas realmente relevantes para a sociedade, era querer demais, mesmo porque nem o Serra nem a Dilma apresentaram programa de governo antes, não seria agora que apresentariam. Mas tudo o que se tem falado desde o dia 04 de outubro se circunscreveu a aspectos religiosos – aborto, união civil e casamento homossexual, liberdade religiosa em geral.

Pior é que nem sobre isso se diz alguma coisa que avance a discussão. Dilma diz uma coisa sobre o aborto e depois diz que não disse, embora o partido continue dizendo; Serra diz que apoia a união civil de homossexuais, mas que não se manifesta sobre o casamento, que é “coisa da Igreja” – seja lá o que isso queira dizer. Ambos dão declarações ambíguas e incertas sobre tudo, demonstrando um medo quase paralisante de desagradar alguém.

Eu, sinceramente, não imaginava que a pauta religiosa ainda fosse tão forte – ingenuidade minha, eu sei. Estou impressionado com a reedição branca da Liga Eleitoral Católica, que tinha muita força política nos anos 1930, a ponto de a discussão eleitoral estar restrita a uma discussão dogmática, que, como falei, não tem acrescentado nada, porque, afinal de contas, ninguém se posiciona – só querem não desagradar quem parece ter força bastante para decidir o resultado das eleições.

O fato é que toda essa discussão acaba se perdendo no vazio. Perde-se mais uma importante oportunidade para abordarmos pontos muito delicados da nossa realidade social. Os candidatos só querem que o segundo turno chegue logo, para poderem não ter mais que se manifestar sobre o assunto por um bom tempo. O próximo presidente vai continuar cozinhando o tema em banho maria, levando seu mandato e torcendo para não terem de enfrentá-lo. E, enquanto isso, abortos clandestinos continuarão a ser feitos, homossexuais continuarão a lutar contra o preconceito e pelo reconhecimento de suas uniões – mais estáveis, em certos casos, que muitos casamentos por aí – e o Estado laico vai continuar sendo uma presunção escrita na Constituição.

06
out
10

Segundo turno

Estas eleições são as primeiras, desde 1989, em que o atual Presidente da República não é candidato a nada. De lá para cá, sem contar com esta, foram 5 eleições para presidente, com duas vitórias e três derrotas. É a primeira vez que ele tenta emplacar o sucessor, e deve estar meio assustado, porque o que parecia uma vitória garantida e humilhante em primeiro turno passou a ser motivo de incerteza e preocupação.

O interessante desta eleição é notar que ainda há oposição no Brasil, ao contrário do que muita gente achava. Prova disso é que, apesar da campanha errática, vacilante e imprecisa, e da agenda antiquada, José Serra conseguiu um terço dos votos, surpreendendo muita gente – foi muito engraçado ver a expressão do Michel Temer, com uma cara de quem tinha tomado o gol de empate aos 47 do segundo tempo, no discurso da Dilma.

Agora vai começar uma corrida louca na busca do apoio da Marina, embora eu, particularmente, ache que os 20% de votos dela foram supervalorizados, mais uma questão de protesto, do tipo “voto na Marina pra não votar no Serra nem na Dilma” (eu ouvi muito isso no pré eleição), do que uma opção consciente mesmo. Mas reconheço que mesmo a metade dessa quantidade vai decidir a eleição.

Nas próximas 3 semanas e pouco os dois candidatos vão ter de rebolar um pouquinho. Dilma vai ter de tirar o salto alto e fazer uma coisa que ainda não havia feito, que é abandonar o caráter plebiscitário da campanha e efetivamente tentar se aproximar do eleitor; Serra vai ter de tomar uma atitude e mostrar que é oposição mesmo, que pode ser uma opção melhor do que o continuismo.

Minha opinião é que nenhum dos dois vai conseguir nem uma coisa, nem outra. Mas segundos turnos costumam ser mais interessantes do que os primeiros, pelo pouco tempo que os candidatos têm para trabalhar. O tiro vai ser curto e, assim, talvez agora fique um pouco mais divertido.

05
out
10

Pior que tá não fica?

Fica, claro que fica. Com a eleição do Tiririca a deputado federal, ficou bem pior.

Não venham me dizer que era um “voto de protesto”. Votos de protesto eram os que aconteciam antigamente, quando votávamos no Macaco Tião, aqui no Rio, ou no rinoceronte Cacareco, em São Paulo. Eram votos em entidades inelegíveis, que seriam vistos por todos, constariam das estatísticas, porque estariam ali, escritos, quando as urmas fossem abertas. Depois virariam piada, mas nunca alteravam o resultado das eleições. Era um tempo em que as cédulas eram de papel e a urna eletrônica era coisa de ficção científica.

O Tiririca não é um caso desses. Ele não foi uma candidatura lançada de forma consciente, para chamar a atenção do eleitor para a promiscuidade que grassa no Congresso Nacional, para o fim da política e para a consagração das panelas, os grupos de interesses em que os partidos políticos se tornaram no Brasil. Nada disso. Ele foi inventado por marqueteiros profissionais, que viram uma ótima oportunidade de angariar milhões de votos para um partido nanico e garantir a eleição de vários candidatos que não teriam força para se elegerem por si sós. Tanto que vários deles abriram mão de seus tempos na televisão para deixarem o Tiririca brincar.

Aliás, quem viu os programas do Tiririca no horário político e tem um mínimo de senso crítico deve ter ficado constrangido. Os esquetes eram só a repetição dos quadros toscos dele nos programas que ele faz na televisão.

Votar no Tiririca não é protesto. É ignorância, estupidez. Porque, além de não fazer nada além de tentar entrar nos esquemas que loteiam o Congresso, ele, com um milhão, trezentos e cinquenta e um mil votos, foi o deputado com a segunda maior votação da História do Brasil (só perde para o Enéas, com um milhão e seiscentos mil votos) e, por isso, carregou junto vários candidatos pelo quociente eleitoral, gente em quem ninguém votou, que aproveitaram a oportunidade de montar nas costas de um otário que, pelas próprias palavras, não sabe o que vai fazer em Brasília.

O homem foi eleito, pois. Nada mais há que se fazer, além de lembrar que, nos próximos quatro anos, pelo menos, teremos um palhaço de fato trabalhando na Câmara dos Deputados.

03
out
10

Sufrágio

Chegou o dia da eleição. Presidente da República, dois Senadores, Deputados Federal e Estadual e Governador do Estado. Candidatos fracos, com campanhas fracas, protagonizando debates fracos.

Tiririca, Garotinho, Mulher-Melão, Mulher-Pêra, Netinho de Paula, Romário, Ronaldo Ésper e outros que, felizmente, não consigo me lembrar, serão eleitos para integrar o Poder Legislativo pelos próximos quatro anos, pelo menos. Eles vão fazer nossas leis, fiscalizar o Executivo e, clichê dos clichês, conduzir os destinos do país. Sem falar nas figurinhas carimbadas que vão lotear o Executivo.

Sem falar no título de eleitor que não serve para a eleição e os ficha suja limpinhos.

Depois não reclamem.

Vocês me dão licença? Eu vou ali um instantinho e volto em 2015, tá?

19
ago
10

Eleições 2010

Começou o horário eleitoral, né? Pois é… que tristeza.

Eu nem ligo para os candidatos a presidente, governador e senador. Os programas são chatos, pedantes, tratam o eleitor como idiota e não dizem nada de relevante a respeito do candidato ou do programa de governo. Prefiro os programas dos candidatos a deputado, eu me divirto com os “cerumanos” que acham que têm condição de se elegerem. Os caras se levam a sério mesmo! Só isso justifica tanta cara de pau.

Eu gosto mesmo é das eleições municipais, porquqe os programas dos dandidatos a vereador são muito engraçados, principalmente os do interior do Estado, mais especificamente ainda os da Baixada Fluminense. É sensacional a tosqueira das produções, que parecem ter sido feitos com câmeras de celular (ou, melhor ainda, com as antigas câmeras VHS) e dos próprios candidatos, que às vezes não conseguem dizer o próprio nome, e ficam se espremendo em dez segundos para tentar falar alguma bobagem. Pena que as eleições municipais vão ser só em 2012, aquele ano em que o mundo vai acabar.

Mas não é só na televisão e no rádio não. Lá na área onde minha mãe mora tem um candidato que há uns 12 anos, mais ou menos, faz o mesmo ritual em toda eleição: pega o Fusca detonado dele, coloca um altofalante no teto, adesiva as janelas com o número dele e, sozinho, sem nenhum instrumento no fundo, canta o jingle que ele mesmo fez, “livremente adaptado” de uma música da Daniela Mercury, aquela do “amor de Julieta e Romeu”, só fazendo as adaptações cabíveis, de vereador para deputado estadual, dependendo da eleição. Pura arte.

São as agruras da democracia…

18
ago
10

Pô, logo eu?

Minha primeira eleição foi em 1993, no plebiscito que decidiu a forma e regme de goveno do Brasil, Monarquia ou República, parlamentarista ou presidencialista, a eleição mais sem noção da história. Desde então, foram quatro eleições para presidente, senadores, deputados federal e estadual e governador, quatro para prefeito e vereadores e aquela sobre o porte de arma. Dez períodos eleitorais ao longo de dezessete anos, sem contar as eleições deste ano. E sempre votando nas mesmas Zona e Seção eleitorais. Eu nem mudei meu domicílio eleitoral quando casei e me mudei pra bem longe do meu local de votação, pra ficar quietinho no meu canto e não ser incomodado.

Pois não é que mesmo assim, depois de todo esse tempo, resolveram me convocar para ser mesário?! Pô, agora?! Não tô meio passado pra isso não?

Eu sempre achei que ser mesário deveria ser coisa de eleitor quqe acabou de tirar o título, ou de voluntário. Por isso, à medida que o tempo ia passando, eu ia me tranquilizando, achando que seria definitivamente esquecido, porque já teria “passado a época” de me chamarem. Me enganei. Parece que é uma espécie de revezamento, todo mundo é chamado para cumprir com seu dever cívico e ficar quites com a pátria. Agora chegou a minha vez. Tentei escapar, mas não deu.

Então não tem jeito: dias 3 e 31 de outubro estarei, às sete da manhã, na minha seção eleitoral para me apresentar e cumprir com meui dever cívico e atuar como Segundo Mesário nas eleições 2010! Oh, quanta emoção! Mas vamos olhar pelo lado bom: provavelmente vão acontecer umas histórias interessantes, que eu, claro, vou colocar aqui no BS.

Interessantes como a que aconteceu na primeira vez em que eu votei em urna eletrônica, acho que em 1996. Havia uma senhorinha mais idosa na minha frente para votar na fila (foi a única vez que vi mais alguém além de mim na seção). Feita toda a verificação preliminar à votação, ela dirigiu-se, cheia de vontade, à urna eletrônica. O problema é que a presidente da mesa havia levado um microondas para aquecer o lanche dos mesários, e a idosa estava, claro, indo na direção dele.

Urna eletrônica

Quando ela estava quase lá a presidente de mesa, que já havia sido alertada pelos mesários, foi até ela e disse: “ah não, dona Fulana, essa urna aqui tá com defeito, vota naquela ali, deixa que eu ajudo a senhora a ir até lá…”

Microondas: não confunda!

Foi uma atitude simpática da presidente de mesa, que se preocupou em não expor aquela senhora ao ridículo. E dos demais presentes, que esperaram até que ela saísse para começarem a rir. Na eleição seguinte eu não vi nenhm microondas por perto.




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 36 anos, o pai do João Guilherme. Conhecido à boca miúda como o "Oráculo dos anos 80", que, para mim, não tiveram nada de "década perdida", sou destemido e temido nos quiz e joguinos de perguntas e respostas. Também sou viciado em cultura inútil. Vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Mantra:

Nunca duvide da mediocridade humana - para baixo não há limites!

A foto do cabeçalho é…

Templo de Saturno, Via Sacra, Roma

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