Arquivo para a categoria 'Curiosidades'

25
mai
12

Perguntinhas

Será que o meu querido GB vai comentar a homenagem do Sergio Perez ao Chapolim Colorado na transmissão do GP de Mônaco? Será que ele vai explicar o que significam o coração vermelho com o “CH” amarelo e a frase “Siganme los buenos” no capacete do garoto? E se ele falar alguma coisa, será que ele vai dizer o nome do personagem? Ou será que ele vai usar outro nome, como “Polegar Vermelho”?

Será?

Aguardemos.

P.S.: Chapolim na RGT, Sílvio!

22
mai
12

Virei fã

Uma coisa que me deixa contente é ver homenagens sinceras. O reconhecimento da importância de alguém, de como o trabalho dessa pessoa ajudou a, de qualquer forma, mudar a vida de outras pessoas, sem oportunismo barato, sem pieguice, sem fazer disso uma demonstração de vaidade própria para se dar bem é muito, muito legal.

Ontem o piloto mexicano da Sauber, Sergio Perez, mostrou que no Grande Prêmio de Mônaco, que vai ser realizado no próximo fim de semana, vai homenagear o Chapolim Colorado, personagem do imortal Roberto Bolaños. No capacete, bem visíveis, estarão o coração amarelo com o “CH” vermelho, uma foto do personagem e a frase “sigam-me os bons!”, além de uma mensagem de agradecimento. Sensacional.

Confesso que não contava com a astúcia do rapaz, e achei a homenagem tão legal que fiquei até emocionado – caramba, quem não curte Chapolim e Chaves?! A partir de agora virei fã do garoto, vou torcer por ele desde pequenininho. Sigam-no os bons!

10
dez
11

A árvore de natal

Desde que eu saí de casa nunca mais tinha montado uma árvore de natal, em parte por causa da falta de espaço, porque o meu apê antigo era bem pequeno, em parte por falta de interesse mesmo, porque tanto eu quanto a Fê nunca ficávamos muito tempo em casa, e os natais eram sempre na casa de parentes. Por isso sempre deixávamos a montagem da árvore pra lá.

Isso foi até João Guilherme.

No primeiro Natal dele ele só tinha três meses, e decidimos não fazer nada. No segundo já colocamos enfeites em casa, mas nada de árvore, porque não havia espaço. Neste ano, porém, como fomos para um apê maior, e João Guilherme já está crescidinho, resolvemos montar a nossa primeira árvore.

Arrumar uma árvore foi engraçado. Já tínhamos escolhido um modelo para comprar, quando soubemos que havíamos ganho uma árvore de presente. Desistimos da compra, mas aí vimos que a árvore “herdada” não servia, porque não tinha pés e estava em péssimo estado, e foi direto para o lixo. Voltamos à ideia da compra, quando soubemos que uma conhecida da minha mãe tinha uma árvore sobrando, da qual iria se desfazer, porque não cabia no apartamento dela. “É grande”, disse a mamãe, e depois de uma inspeção visual rápida na sala eu resolvi que ia tentar.

fomos buscar a árvore, a moça mora perto daqui de casa, e quando vi os sacos com as peças quase me arrependi: era grande mesmo. Mas eu não ia voltar atrás ali, se a árvore ficasse grande depois eu pensaria em alguma coisa. Fomos para casa e abrimos tudo. O negócio era enorme, mas começamos a montar.

Apesar da apreensão inicial, à medida em que a árvore ia tomando forma, vimos que ela cabia no lugar que eu havia imaginado. Depois que terminamos, fiquei olhando pra ela, satisfeito: era a primeira árvore de natal, enorme e linda, que eu tinha desde que saí da casa da minha mãe. Era a primeira árvore de natal do João Guilherme. A primeira árvore de natal da família que eu construí.

Mas o mais legal aconteceu depois de tudo pronto e instalado: João Guilherme, embevecido, repetia “a árvore de natal”, até que parou, se sentou no chão, chamou a Fê e eu e pediu para cantarmos uma musiquinha de Natal. No final da musiquinha, pediu um abraço dos dois e que cantassemos de novo, e quis outro abraço depois. Foi muito emocionante.

A árvore está lá, linda, iluminada, decorada com bolinhas, bichinhos e uma foto do João Guilherme, uma da Fê e até uma minha, só esperando a chegada do Papai Noel, para alegria de JG e nossa também. Que seja mesmo um Natal especial.

A árvore

13
nov
11

Viva eu!

Hoje é meu aniversário, 36 aninhos! Parabéns para mim! Eu sei que vocês me amam, e eu moro no coração de todos! Obrigado!

09
nov
11

Risos!

A Fernanda é uma pessoa com um senso de humor bastante peculiar. Não, eu não quero dizer que ela é mal humorada; muito pelo contrário, ela tem um sorriso fácil e está sempre bem disposta, por mais que a quádrupla jornada de mãe, dona de casa, esposa e advogada a consumam terrivelmente. É que ela não sabe contar piada e não acha nenhuma graça nas piadas que contam para ela. Eu mesmo costumo contar a seguinte historinha sobre como ela reage com relação às piadas que eu conto:

- Fê, ó só, vou te contar uma piada. É o seguinte: o português entrou na padaria e blá blá blá. Fim da piada.

Ela responde:

- Eu não acredito que o português fez isso.

E eu digo:

- Pois é, Fê, é por isso que é uma piada. Eu avisei.

Ela arremata:

- É, só podia ser mesmo.

Ela leva tudo muito a sério, metáfora e ironia são figuras de linguagem que não têm muito espaço na vida dela. Por outro lado, eu já a vi se escangalhar de rir de situações totalmente prosaicas, que são até engraçadinhas, mas não tanto assim.

Pois bem, outro dia estávamos em uma loja para comprar uma capa para o iPhone. Dentro da loja havia dois homens, um completamente careca, carregando uma mochila cheia.

- Moço, eu queria uma capa para o iPhone, por favor. Com proteção para a tela, pode ser? Sabe como é, né? Minha bolsa vive cheia, pode acabar arranhando o aparelho.

Nisso, o careca virou-se e, passando a mão na cabeça, disse:

- É, eu sei como é. Minha mochila vive cheia por causa das escovas e do secador, para os meus cabelos.

Ao mesmo tempo, ele, o amigo e eu começamos a rir. Menos a Fernanda, que disse:

- É, verdade, isso ocupa muito espaço.

O careca e o amigo pararam de rir e olharam para ela. O amigo perguntou:

- Desculpa, mas você não reparou nada nele?

- Não.

- Não percebeu que era uma piada?

- Não. Era?

Aí foi a minha vez de rir, sozinho e mais alto.

29
out
11

Revendo conceitos

Quando eu me mudei para o meu atual apartamento uma consequência imediata foi o meu deslocamento de casa para o trabalho. Eu ia e voltava todos os dias de ônibus, vivenciando, ainda que em um trajeto curto, todos os princípios da física intraonibusina moderna mas, em compensação, apreciava uma das mais bonitas vistas que eu conheço, uma das melhores paisagens do Rio de Janeiro: a Enseada de Botafogo e o Aterro do Flamengo.

Depois da mudança eu passei a fazer o trajeto ida e volta do trabalho de metrô, que é uma porcaria, mas consegue ser mais rápido e eficiente do que o ônibus. No início foi bom, eu saía mais tarde de casa e chegava na mesma hora no “silviço”, e me aborrecia muito menos do que antes, nos ônibus. Até pensei que ia deixar de ver a vista da Enseada e do Aterro, mas àquela altura eu nem me incomodava com isso – eu só estava interessado em usar o metrô para ir para o trabalho e voltar para casa.

(É interessante como a gente tende a banalizar mesmo as coisas a que damos valor. É como se o simples fato de elas estarem ali, à nossa disposição, nos trouxesse uma segurança que nos leva simplesmente a não nos preocuparmos mais com elas. Só percebemos o real valor das coisas quando elas acabam.)

Só que, com o tempo, eu reparei que meu contato com o “mundo exterior” havia se resumido à pequena distância entre meu prédio e a estação de embarque do metrô, e à distância menor ainda ente a estação de desembarque e o prédio do trabalho. A vista que eu tanto gostava de apreciar havia sido esquecida. Resumindo, eu havia me enclausurado.

Aí eu percebi que estava sentindo falta de ver a “minha” paisagem, aquele pedaço de beleza que todos os dias me fazia um pouquinho feliz e me dava um gás para encarar o resto do dia. E por isso tomei uma atitude: já que ir para o trabalho de ônibus é mais complicado, passei a voltar para casa de ônibus, acompanhando o final da tarde na Enseada e no Aterro. Cortesia do horário de verão. E está sendo muito bom.

28
out
11

Muita gente

O planeta está prestes a atingir a marca de 7.000.000.000 de habitantes. Se você se enrolou com a quantidade de zeros, são sete bilhões de pessoas se acotovelando por aí. Gente pra burro. Aí eu descobri, via Blog do Gomes, este site, que calcula qual a sua posição de nascimento dentre esses 7 bilhões. Eu descobri que fui o 4.102.983.597.º habitante do planeta (ou seja, havia isso tudo aí de pessoas vivas no momento em que eu nasci), e que, antes de mim, haviam vivido, desde o início da história, 78.482.531.101 pessoas (esses já tinham nascido e morrido antes de mim).

Só de curiosidade, a Fê é a 3.707.201.213.ª habitante, e o João Guilherme é o 6.834.189.608.º.

Tá certo que isso não significa nada, mas, fala sério, é legal pra caramba!

23
set
11

XSPB

A Xuxa é mesmo um fenômeno. Canta mal, fala errado e tem uma voz enjoadiiiinha… mas sempre fez sucesso com as crianças, primeiro no antigo “Clube da Criança”, na finada Manchete, depois no lendário “Xou da Xuxa”, em que ela se transformou de apresentadora infantil em ícone pop, revolucionou a cultura nacional (ela mudou até o “parabéns pra você”) e acabou com a infância, erotizando precocemente as crianças.

Hoje ela faz um sucesso incrível com a série “Xuxa Só Para Baixinhos”, que já está na 11.ª edição. João Guilherme é fascinado, pede insistentemente para que os toquemos (dos 11, temos 10), e conversando com outros pais percebi que não é só ele – a molecada toda é vidrada na mulher, a identificação é notável.

Queria saber qual o segredo disso. O que toca nos DVD XSPB geralmente são versões mal ajambradas de músicas de outros programas infantis muito comuns na tevê paga, como o Barney (muito tosco e mal produzido e, convenhamos, aquele dinossaurozinho rosa é muito… esquece) ou o Hi-5 (que é até bem bacaninha). As músicas da Xuxa têm traduções pra lá de esquisitas das músicas deles (igual às músicas do Michael Sullivan e do Paulo Massadas, nos anos 80), e os clipes não têm nada de mais, nenhuma pirotecnia que os diferencie dos seus “inspiradores”.

Cada edição do XSPB, tirando as primeiras, que são muito pobres, especialmente nos efeitos especiais, tem um tema diferente: praia, circo, festa, Natal… o último, 11, fala sobre a preservação da natureza e tem uma embalagem alegadamente biodegradável, feita com casca de batata (dá pra fritar? JG adora batata frita!). O problema nele são as participações especiais: tem até Restart (e foi por isso que o DVD foi comprado sob veementes protestos – meu filho vendo Restart, poxa?!), junto de outros papagaios de pirata que, pelas performances no vídeo, não sabiam o que estavam fazendo ali.

O engraçado disso é que eu, quando era mais novo e só planejava as ações peremptórias que faria quando fosse pai (que só existem na nossa fantasia juvenil, a vida rapidinho chama a gente à realidade), vivia bradando que meu filho nunca veria os DVD da Xuxa. Pobre inocente. É irresistível e inevitável, e só resta aceitar. E reconhecer que ela, quase aos cinquenta anos, ainda tem borogodó. Só isso explica.

08
set
11

O pior dos noventa

A revista Rolling Stone publicou, na edição de setembro, uma lista com as dez piores músicas dos anos 90. Não é a minha especialidade (gosto mesmo é dos anos 80), mas não posso negar que ouvi muito todas elas – algumas contra a vontade, algumas porque até que eu gostava mesmo.

Os anos 90 são uma década estranha. Não produziu nada de bom, queria romper com a estética dos anos 80 mas nunca conseguiu encontrar um estilo muito bem definido. E foi nela que surgiu a onda de pasteurização e correção política que acabou dominando todo o planeta, tornando-o um lugar muito mais chato de se viver.

Como toda lista de melhores (ou piores), esta também tem injustiças. Algumas músicas poderiam ter ficado de fora, e outras tantas poderiam ter sido incluídas, como por exemplo “Saturday Night”, da Whigfield, todas do Ace of Base, DJ Bobo e outras tosqueiras afins. No Brasil, eu poderia citar, dentre várias, todos os pagode-de-corno-mela-cueca, “Papo de Jacaré”, do P.O.Box ou Latino. Mas até que a relação é coerente. Vamos a elas, e vou aproveitar para fazer uns comentários incidentais sobre cada uma:

10 – “What’s Up”, 4 Non Blondes – a música é realmente sacal, mas o que eu mais me lembro (com pesar) é da guitarrista da banda pulando no palco com a bunda de fora no Hollywood Rock de 1992, na Apoteose. Se a bunda ainda fosse… bom, esquece.

9 – “I’m Too Sexy”, Right Said Fred – pô, sacanagem! A música é divertida, me lembra meus tempos de adolescente, quando estava começando a dirigir: botava mais 4 amigos dentro e era só ver as meninas que eu reduzia e passava devagarzinho, com as janelas abertas, tocando ela alto. Claro que não dava certo e era ridídulo, mas eu rio muito quando lembro.

8 – “Who Let The Dogs Out?”, Baha Men – essa música é boçal mesmo. Mas às vezes servia para dar um gás na galera nas festas.

7 – “My Heart Will Go On”, Celine Dion – ah, Celine, se arrependimento matasse, né?

6 – “MMMBop”, Hanson – o que eu acho legal é que o Dr. House usou essa música como toque de celular por vários episódios da série. Totalmente Kitsh.

5 – “Tubthumping”, Chumbawamba – eu confesso: comprei um CD deles. Dizer mais o quê?

4 – “Ice, Ice, Baby”, Vanilla Ice – olhando hoje o clipe da música eu morro de rir com o garoto branco franzino querendo tirar onda de rapper, mas o que revolta é o Vanilla Ice até hoje negar que pegou a base de “Under Pressure”, do Queen, para fazer essa bagaça. E ele ainda inventou uma história falsa sobre infância pobre e sofrida para se “inserir”!

3 – “Achy Breaky Heart”, Billy Ray Cyrus – essa eu não lembro de já ter ouvido, mas o cara é pai da Miley Curys! Como diria o Pastor-Metralhadora, “Chesus, mete bala no capeta!”.

2 – “Macarena”, Los Del Rio – você dançou, eu dancei. Não adianta negar.

1 – “Barbie Girl”, Aqua – pior, mas muito pior é lembrar que a Kelly Key gravou uma versão dela!

É, olhando para trás, ainda bem que sobrevivi aos anos 90…

02
set
11

“Eu te amo, Dara!”

Ponto para o Ricardo Macchi, por tirar sarro de si próprio, e ponto para a propaganda politicamente incorreta!




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 36 anos, o pai do João Guilherme. Conhecido à boca miúda como o "Oráculo dos anos 80", que, para mim, não tiveram nada de "década perdida", sou destemido e temido nos quiz e joguinos de perguntas e respostas. Também sou viciado em cultura inútil. Vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Mantra:

Nunca duvide da mediocridade humana - para baixo não há limites!

A foto do cabeçalho é…

Templo de Saturno, Via Sacra, Roma

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maio 2012
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