Arquivo para a categoria 'Copa 2014'

21
out
11

Otários

Olha só que barato: o Maracanã está fechado para reformas que vão sair mais caras do que se fosse construído um estádio novo. Essas reformas vão durar até 2013, para a Copa das Confederações.

Ontem a FIFA divulgou a tabela da Copa de 2014, e, surpresa!, a Seleção só jogará no Rio se, e somente se, chegar à final – o que, convenhamos, com as escalações do Mano e o desempenho ridículo da Seleção, não vai rolar.

Isso quer dizer o seguinte: o Maracanã vai ficar fechado por três anos para só receber UM jogo do Brasil, SE ele acontecer. Fantárdigo, não?

Queria saber quem foi o autor dessa ideia de jerico. Sensacional.

E o torcedor segue fazendo seu papel de palhaço…

26
jul
11

Futebol omnia vincit*

*o futebol vence tudo

Acho que ninguém com o mínimo de senso crítico estava torcendo para o Paraguai na final da Copa América de anteontem – telvez nem os próprios paraguaios. Afinal, apesar de ser finalista, o time fez uma campanha medíocre e nunca se preocupou em jogar futebol, e olha que mesmo assim ainda eliminou o Brasil (pra vocês terem uma ideia de como estamos mal, muito mal).

O Uruguai é, hoje, a melhor seleção da América do Sul, com a melhor geração de jogadores em décadas (Forlán e Suárez têm jogado muito!), gente que sabe e gosta de jogar futebol, não de dar espetáculos com dribles e firulas inúteis que ficariam melhor em um sinal de trânsito ou uma praça. Não por acaso eles, além de terem ganho a Copa América pela 15ª vez, assumindo a hegemonia no continente (o Brasil tem 8 títulos e a Argentina, 14) e foram semifinalistas da Copa do Mundo do ano passado (o Peñarol foi vice campeão da Libertadores deste ano, perdendo para o Santos, mas eu não estou falando de clubes, e sim de seleções).

Nâo vi o jogo, só os melhores momentos, mas deu pra perceber só com isso que o Paraguai não deu nem pra saída. O Uruguai tem jogado tão bem que se a final fosse contra o Brasil teria ganho fácil (e nem teria sido um grande jogo, e sim uma grande exibição uruguaia). Eu não deixo de ficar satisfeito, porque, pra mim, mais importante do que o resultado é ver o futebol ser bem jogado (tá bom, quando o meu time joga o resultado importa, né?).

Então, vou aproveitar para responder à pergunta que Leandro fez no Cachambi, ressaltando que eu entendi o “eu” como se fosse “o Brasil”, porque até que ele (o Leandro) joga direitinho:

- Futebol, rapaz.

18
jul
11

Mico

Eu podia reclamar contra os jogadores, que em nenhum momento se mostraram interessados em jogar de forma séria e competitiva, para ganhar uma competição fácil como a Copa América;

Eu podia desancar o adversário, que assumiu uma postura covarde e em nenhum momento se preocupou em jogar futebol, optando desde quando entrou em campo por armar uma retranca terrível e esperar pelos pênaltis;

Eu podia praguejar contra os atacantes, que em 120 minutos não conseguiram colocar uma bola dentro do gol adversário;

Eu podia verter minha ira contra o técnico, que não sabe armar o time, não sabe substituir, não deu padrão de jogo, não fez o time crescer, enfim, não fez nada, e ainda me fez ver uma jogada ensaiada em que o Lúcio (o LÚCIO!) chegava para finalizar;

Eu podia tecer comentários furiosos sobre como jogadores profissionais de futebol conseguem perder QUATRO PÊNALTIS! em um jogo decisivo, tendo batido no mesmo lugar em que o adversário também bateu, e só perdeu um;

Eu podia estar roubando;

Eu podia estar matando.

Mas não. Simplesmente vou resumir toda a minha estupefaçaõ em um comentário:

PORRA, SELEÇÃO! QUE MICO!

Agora vou torcer para a Venezuela; a revolução bolivariana triunfará também sobre o futebol!

13
jul
11

Copa América

Juro que tentei fazer uma cobertura da Copa América, que começou há quase duas semanas, tão interessada quanto a da Copa do Mundo do ano passado. Mas desta vez não teve bolão nem polvo, e, pra piorar, os jogos têm sido tão ruins que nem me apeteceu escrever sobre o tema.

Repito, porém: as Seleções há muito tempo deixaram de ser verdadeiramente representativas dos respectivos países, e as competições internacionais que não sejam de clubes, como a Copa do Mundo, a Copa América ou a Eurocopa, só continuam a ser realizadas porque dão muito dinheiro pra todo mundo: pra Fifa, pras Confederações regionais e para os consórcios de empresas que atuam nas obras superfaturadas de construção e reforma dos estádios e de infraestrutura das cidades sede. O futebol de hoje é para os clubes, não para as seleções.

Como não há o muito o que dizer sobre a competição, além do óbvio – que ela está muito, muito ruim mesmo tecnicamente, com uma média de gols ridícula -, ressalto três coisas: primeiro que hoje o Brasil joga contra o Equador e, dependendo do resultado do jogo, bem como o de Paraguai x Venezuela, pode até ser desclassificado da competição na primeira fase, segundo que o tempo da Larissa Riquelme passou, e terceiro que a competição já produziu a maior piada pronta do futebol mundial: México 0 x 1 Peru.

Entenderam? México, Peru? Hã? Hã? Então! Pois é…

15
jun
11

Começou a Copa de 2014

Para nós, torcedores, Copa do Mundo é aquela competição que acontece de quatro em quatro anos, em que, durante um mês, 32 seleções se enfrentam na disputa pelo título de Campeão do Mundo – posição hoje justamente mantida pela Espanha. Mas, para a FIFA, a Copa do Mundo inclui também as Eliminatórias, sendo aquele evento que nós chamamos de “Copa” as “finais” do Mundial.

Sendo assim, hoje tem início a Copa de 2014, cuja fase “final” será disputada no Brasil, com a primeira partida das Eliminatórias, entre Montserrat e Belize, ambas integrantes da Concacaf (Confederação de Futebol da Amíerica do Norte, Central e Caribe).

Só como curiosidade, Montserrat, um território britânico ultramarino minúsculo no meio do Mar do Caribe, é a 203ª colocada no Ranking da FIFA, com zero ponto, enquanto Belize, um pedacinho de Terra pendurado no México, ocupa a 173ª posição.

O confronto será realizado em jogos de ida e volta, o primeiro realizado hoje, em Trinidad e Tobago (porque Montserrat não tem estádio homologado pela FIFA), e o segundo no próximo domingo, em Belize. O vencedor vai passar à fase de grupos das Eliminatórias da Concacaf para disputar uma vaga para a “fase final” da Copa.

Diante de um jogo como esse, quem se lembra que hoje também tem a partida de ida da final da LIbertadores, entre Santos e Peñarol, reeditando o confronto de 1962?

Não posso deixar de perder. Só se fala em outra coisa.

17
mar
11

A coisa ficou preta

A CBF e a Nike têm seguido de forma exemplar o mantra do blog (veja no menu à direita). Não bastasse terem inventado aquela faixa indesculpável na camisa da Seleção Brasileira, agora resolveram lançar um terceiro modelo… preto.

Nada é tão ruim que não possa piorar

Se essa história for verdadeira (tá com a maior cara de imagem em negativo), a cor é muito apropriada para o luto pelo fim do bom gosto, da tradição e do futebol da Seleção.

Daqui a pouco vão lançar uma versão Restart.

19
fev
11

Alívio

Eu já disse aqui que o Pelé é o maior jogador de futebol da história, mas também se notabiliza pelos palpites furados que vive fazendo por aí. Praticamente todas as previsões do rei do futebol dão muito errado, e acabam virando até piada, por um motivo muito simples: ao invés de dar uma opinião com base nos fatos, analisando o passado e identificando as tendências para o futuro, Pelé dá pitacos oportunistas, só para aparecer e aparecer bem na foto – pode-se dizer, então, que Pelé é um dos precursores da “lucianohuckzação“.

Pois ontem, em uma entrevista concedida em um evento organizado pelo banco que o patrocina (na qual ele apareceu com um paletó vermelho lamentável), Pelé mandou mais umas batatadas, pra manter a forma. Dentre outras bobagens, disse que Ronaldo “ressucitou o Campeonato Brasileiro” (ahã), que a “Argentina é favorita para vencer a Copa América” (adeus, hermanos), e, a melhor de todas que o Brasil “pode dar vexame na organização da Copa”.

Essa última declaração me deixou muito aliviado. Se o Pelé diz que a Copa não vai dar certo, então podemos ter certeza de que ela será um sucesso total!

10
fev
11

Começou mal

No primeiro amistoso da Seleção no ano, que marcou a estreia da lamentável nova camisa cagada desenhada pela Nike, o Brasil manteve a escrita e perdeu novamente para a França, em Paris, desta vez por 1 a 0, gol de Benzema. Jogo ruim que deve ter frustrado as expectativas da empresa, que estreava como fornecedora de material da seleção francesa (que largou a Adidas depois de quase 30 anos) e provavelmente estava esperando um monte de imagens bonitas de jogadas bem tramadas para usar em seus comerciais.

Foi só um amistoso e os principais jogadores que certamente atuariam ontem estavam servindo à Seleção Sub-20, no Campeonato Sul Americano que dará vaga para as Olimpíadas de 2012. Então não dá nem para falar alguma coisa daquele time, a não ser a falta “Anderson Silva” que causou a expulsão do Hernanes, ainda no primeiro tempo, e acabou sendo decisiva para o resultado do jogo. O que me irritou foi ver que a Nike capricou na camisa francesa, que ficou muito interessante, bacaninha mesmo, e se destacava ainda mais perto da brasileira.

Importante mesmo é que a indigitada camisa já começou mal, e, invocando a minha superstição de torcedor, espero que isso seja um sinal para que ela seja abandonada logo, por trazer más energias para o time.

16
jan
11

Horrível

A Nike nunca se destacou pela beleza das camisas que faz para a Seleção Brasileira, e para outros times e seleções de futebol que patrocina, e ainda tem uma mania desagradável de padronizar a produção visual, mudando só as cores das peças, dependendo do pais. São célebres (pela feiúra) as camisas da Copa de 2002 ou o modelo “Bingo”, de 2005.

2005: parecia pedra de bingo

Mas dessa vez ela se superou: ontem foi apresentado o modelo 2011 da camisa da Seleção Brasileira, que traz uma inexplicável faixa verde transversal, na altura do peito, sobre o fundo amarelo. Um horror. Parece camisa de treino!

A camisa da Seleção para 2011: horrível

Segundo a empresa, a camisa conta com tecido “verde”, feito de PET reciclado de garrafas, tecnologicamente avançadíssimo, blá blá blá. Aquela baboseira de sempre pra tentar justificar o preço absurdo que vão cobrar por ela (que ela não vale mesmo, especialmente pelo futebol que quem a veste tem mostrado). Tudo besteira. O que interessa é que ela é feia, muito feia. E daqui a pouco vão inventar de colocar uma mensagem politicamente correta naquela faixa. Triste.

A camisa de 2002: feia, mas ganhou

Eu detestei, como sempre. Na verdade, as únicas camisas da Seleção que eu gostei foram as usadas nas copas de 98 e 2010, apesar da lembrança triste. Eu sou muito conservador quanto a uniformes de futebol, acho que eles têm de se manter o mais fiéis possível às suas origens, no máximo com algumas atualizações que não o afastem muito da ideia original. Caramba, a camisa amarela é tão bonita, por que essas invencionices?! Camisa da Seleção é amarela, com punhos e gola verdes (ou azul, com punhos e gola brancas)!

O modelo de 2010: bonita, mas perdeu

Eu sei que gosto não se discute (embora às vezes se lamente), mas espero que o público rejeite essa aberração e force a Nike a mudar logo o modelo. Se isso não acontecer, paciência. Eu é que não vou gastar quase 300 mangos nesse lixo.

1998: merecia melhor sorte

08
out
10

Caça níqueis

Brasil 3 X 0 Irã, em Abu Dhabi. Um amistoso importantíssimo para… para quê, mesmo?

Nâo vi o jogo, claro (quem espera audiência em um amistoso da Seleção às 2 da tarde de uma quinta-feira?), e acho que nem o meu querido GB levou a partida a sério.

É, CBF, é com partidas como essa que vamos nos preparar bem para arrebentar na Copa de 2014!

E na próxima segunda tem mais: Brasil x Ucrânia, direto da famosíssima cidade de Derby, Inglaterra. Isso porque o presidente da CBF, um dia, disse que queria fazer do Rio de Janeiro a “casa da Seleção”. Sei. Alguém combinou isso com a empresa de marketing esportivo que administra os amistosos que ela joga?

Essa banalização da Seleção, a tentativa de transformá-la em uma espécie de “Harlem Globe-Trotters pós moderno” no futebol, acaba é expondo-a ao ridículo. Pior é ver que a nossa Seleção, que há muito tempo não representa o futebol brasileiro, virou apenas um produto de consumo de árabes e europeus cheios de dinheiro. Não representa mais nosso futebol porque essas escalações engraçadinhas com Pato, Ganso, Neymar e afins são só para espetáculos insossos e inúteis, com conteúdo esportivo e futebolístico zero, e não vão resistir à primeira competição “séria” da qual participarmos. Quero ver se alguém vai ter coragem de fazer isso na Copa América do ano que vem ou na Copa das Confederações de 2013. É ruim, hein? Aí voltaremos ao futebol previsível e cheio de cabeças de área que vem assolando o esporte (e, por evitar isso e ter buscado um futebol de verdade, ainda, que não tivesse jogadores que soubessem chutar a gol, a Espanha tem o maior mérito por ter ganho a Copa).

Ah, Mano… queria tanto que você estivesse fazendo um trabalho sério…




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 36 anos, o pai do João Guilherme. Conhecido à boca miúda como o "Oráculo dos anos 80", que, para mim, não tiveram nada de "década perdida", sou destemido e temido nos quiz e joguinos de perguntas e respostas. Também sou viciado em cultura inútil. Vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Mantra:

Nunca duvide da mediocridade humana - para baixo não há limites!

A foto do cabeçalho é…

Templo de Saturno, Via Sacra, Roma

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