Já faz três ou quatro anos que o d’Eça me incumbiu de uma missão muito importante: escrever a cartinha que o Papai Noel manda para a filha dele, a Duda, em resposta à que ela própria manda. Acho super legal ver como ela realmente acredita em Papai Noel, e de certa forma até surpreendente, porque ela já está em uma idade na qual as crianças em geral não acreditam mais no “Bom Velhinho” – louvem-se os esforços do d’Eça e a pureza do coração da menina.
O d’Eça me pede para escrever porque diz que a minha letra é bonita e, claro, diferente da dele e da esposa, que a Duda já conhece, e eu não tenho trabalho nenhum, na verdade: ele me entrega o rascunho da carta e eu só preciso passá-lo a limpo no papel de carta que ele me fornece, com a caneta que ele me entrega. Quem sou eu pra negar assim, né?
Engraçado que isso acabou se tornando parte do meu ritual de Natal: nesses anos, no início de dezembro, ele dizia para mim: “Edu, acho que vou precisar dos seus préstimos de novo, pode ser?”, eu já até esperava ele me dizer isso. Depois vinham algumas recomendações, encerradas com um “se você encontrar algum erro pode corrigir, tá?”, ao que eu sempre respondi “tá, d’Eça, pode deixar”. E mais tarde eu sempre queria saber como a Duda havia reagido, se tinha ficado feliz, essas coisas, mesmo eu só tendo escrito a carta, o conteúdo dela não era meu (e nem era pra ser, obviamente). Eu me importo de verdade com isso.
Eu geralmente escrevia a carta no trabalho mesmo, para devolver logo e o d’Eça não perder tempo. Mas neste ano eu levei tudo pra casa para escrever com calma. Quando a Fê me viu com uma caneta vermelha e papel de carta cor de rosa em cima da mesa ela me perguntou do que se tratava; diante da resposta, ela, sorrindo, olhou para JG e falou: “acho que ano que vem vamos ter de fazer isso com o João Guilherme”.
De repente eu percebi que aquela seria, provavelmente, a última carta que eu escrevia para a Duda, porque dificilmente ela ainda vai acreditar em Papai Noel no ano que vem, mas que a minha “missão natalina” ia continuar, dessa vez com o meu próprio filho. João Guilherme já reconhece o Papai Noel, e fica encantado sempre que vê um, seja alguém fantasiado, seja um boneco. Pode ser uma figura importante na criação dele, reforçando a ideia de bondade e respeito aos semelhantes.
Parabéns, d’Eça, por conseguir manter a crença da Duda no Papai Noel. E obrigado pelo treinamento. Já posso aplicar que aprendi em casa sem medo. João Guilherme agradece!

Uma vez mais (já havia feito no blog do nosso amigo Leandro) estou rompendo o meu “Voto de Silêncio” (rs) para agradecer publicamente ao Edu pelo suporte essencial que ele vem prestando a mim ao longo desses anos. Tudo na maior camaradagem!
Fiquei até lisonjeado ao saber que parte da minha odisséia natalina (sim, há todo um ritual envolvendo o Natal da minha filha, além da cartinha) foi tema de um entre tantos outros excelentes posts publicado no seu blog.
O que posso dizer em complementação do post é que tudo (uma vez mais) deu certo, a ponto de garantir por mais algum tempo a crença da minha Duda.
E desde já eu coloco à disposição do Edu os meus préstimos, todo o meu know-how acumulado ao longo desses anos, para que ele venha também a proporcionar iguais e marcantes momentos ao JG, só não podendo garantir que seja eu a escrever a cartinha do Papai Noel, pelo fato de que minha caligrafia é simplesmente horrível.
Espero que todos tenham tido um Feliz Natal. E que 2012 seja um ano de saúde e prosperidade para todos nós!!!
D’Eça, você pode me explicar o porquê de seu voto de silêncio?
Brincadeira…
É que me peguei fazendo uma série de coisas ao mesmo tempo nas últimas semanas que acabei perdendo o timing e deixei de escrever no blog de vocês.
Mas prometo que quando voltar de viagem, recuperarei o tempo perdido e mandarei uma centena de respostas aos seus antigos posts e aos do Leandro!
Que lindo gente! Olha, vcs sabem como emocionar hein…Um maravilhoso 2012 pra todos, com muitas outras estórias boa para contar, mais micos, e muita, muita felicidade pra compartilhar!