09
fev
10

JG e o Carnaval

Está chegando o carnaval, e os blocos de rua começam a surgir em profusão no Rio. É muito legal, mais do que os desfiles de escola de samba, que eu, pessoalmente, acho chatos.

Mas nada disso interessa. O que interessa é que sábado João Guilherme se fantasiou pela primeira vez, de índio (presente da dinda Fernanda), e desfilou pelo Leblon, impávido, em seu primeiro carnaval.

Não é por nada não, mas… tem coisa mais linda?

05
fev
10

Sem teto

Alguém reparou como tem aumentado a população de rua no Rio de Janeiro? Ultimamente tem aparecido cada vez mais gente dormindo nas ruas, especialmente na Zona Sul. Perto de casa, na esquina da Princesa Isabel com Nossa Senhora de Copacabana, uma pequena favela, com mais ou menos dez pessoas, está se formando diante de uma agência bancária, sem a menor cerimônia.

Aliás, em uma esquina da minha rua tem uma marquise que chegou a abrigar, uma vez, oito pessoas. Sem falar nos que ficam dormindo entre os carros que ficam estacionados no canteiro central. Outro dia eu fui sair e quase atropelei um casal, que estava dormindo entre o meu carro e o que estava à direita dele.

E o Aterro, então? Todo dia, quanto eu vou para o trabalho, eu preto atenção, e vejo cada vez mais pessoas vivendo embaixo das passarelas, de árvores e em cantos dos estacionamentos.

No Centro da Cidade a situação é ainda pior. Basta ver como está aquele prédio abandonado da Almirante Barroso, que é, há anos, famoso pela favela que se formou na sua porta, que, até pouco tempo atrás, tinha, além dos mendigos, um monte de cachorros. As pessoas se instalam onde dá, porque ninguém as incomoda, mesmo.

Evidente que isso, por um lado, sensibiliza pelas condições subumanas em que estas pessoas estão vivendo, mas, por outro, incomoda pela mendicância e pela insegurança.

A coisa está muito feia. E aí, Prefeitura? Não vai fazer nada?

05
fev
10

Águas, águas – parte II

Quarenta e cinco dias consecutivos de chuvas em São Paulo, 45 dias em que os habitantes de São Paulo e do ABCD estão, literalmente, boiando na merda.

Será possível que nada tem sido – nem vai ser – feito pelo Poder Público para resolver, ou pelo menos amenizar, essa situação inacreditavelmente ridícula?

Enquanto isso, a Prefeitura comemora a realização da Indy 300, nos arredores do Sambódromo, ao custo de R$ 12 milhões, que, evidentemente, não vão se pagar.

Pra isso tem dinheiro, né?

Tomara que chova na hora da corrida.

02
fev
10

Avatar

Finalmente eu consegui ver “Avatar”. O filme está há mais de um mês direto em cartaz no Cinema Leblon, que fica perto da casa da minha amada sogrinha, e eu não conseguia assistir porque todas as sessões estão sempre lotadas! Aí nós apelamos: a Fê foi pra bilheteria na hora do almoço e comprou ingressos para a segunda sessão, à tarde. E mesmo assim, só conseguimos lugares na primeira fila (viva os lugares marcados!), porque a sessão já estava cheia.

Mesmo assim, a sala 2 do Cine Leblon é muito superior à sala 1, porque nesta você precisa ficar com a cabeça levantada para ver a tela quando está na primeira fila, enquanto naquela a primeira fila fica na altura da tela, é como se fosse uma mega televisão gigante.

Explica-se: o Cinema Leblon, em priscas eras, era dotado de uma sala só, com quase mil lugares (como acontecia com os cinemas de rua antigos do Rio em geral), que foi dividida em duas. E a sala 2, onde “Avatar” está sendo exibida, ainda tem projetores 3D.

O filme, em si, é honesto. Não tem grandes mirabolâncias, roteiros intrincados nem tramas complexas. É previsível – você percebe de cara que todas as hipóteses apresentadas vão acontecer mais na frente, sabe quem vai se apaixonar por quem, quem vai morrer, a volta por cima dos mocinhos, sabe até como o vilão vai terminar. E tem uma história de amor, ação e ficção científica. E muitos efeitos especiais.

É aqui que está o grande lance do filme: os efeitos especiais são tão sensacionais que parece mesmo que o planeta Pandora, o povo Na’Vi e tudo mais que tem nele existem de verdade, tal a perfeição. E, em 3D, fica ainda mais espetacular. Aqui cabe um mea-culpa: antes de ver o filme, antes mesmo de ele ser lançado, eu achava que ele não devia ter o menor sentido. Achava que era uma tremenda bad trip do James Cameron que ia pagar um mico histórico. Bom, percebi in loco que eu estava errado, porque tinha julgado o filme pelo cartaz. E ele já arrecadou mais de 2 bilhões de dólares em pouco mais de um mês de exibição, passando a ser a maior bilheteria da história do cinema.

Tá, não é um filme para um caminhão de oscares, como foi o Titanic, mas é diversão de primeira. São 3 horas que você nem sente passar (eu não sentiria, se a poltrona não fosse desconfortável e não me deixasse com dor nas costas). E eu concluí que, se tem um cara que sabe mesmo fazer blockbusters, é o James Cameron. Nem tem problema se os filmes dele custam uma fortuna obscena (500 milhões de dólares no “Avatar”), porque eles se pagam com folga em pouquíssimo tempo. Com um retorno assim, não tem investidor que resista.

02
fev
10

Leblon – Leme

Domingo passado foi dia de Leblon – Leme, uma das corridas de rua mais tradicionais do Rio de Janeiro nos anos 80, mas que ficou meio esquecida por um tempo. Organizaram uma edição dela em 2008, para voltar dois anos depois.

O grande atrativo da Leblon – Leme é, como o próprio nome diz, o seu percurso, que tem o grande mérito de fugir da mesmice e do calor do Aterro do Flamengo. A saída acontece no final da Delfim Moreira, perto do Posto 12, e a chegada é na Praça Almirante Júlio de Noronha, no final da ciclovia, no Leme. Em resumo, o trajeto cobre a ciclovia toda, de marco zero a marco zero, e é muito legal.

A corrida começa aqui...

... e termina aqui.

Foi minha primeira corrida de rua desde a Super 40 do ano passado, em abril. O problema da corrida foi o mesmo de sempre – o calor, que está cada vez mais intenso. Às 8 da manhã, hora da largada, já fazia mais de 30 graus no Leblon, e não havia nenhuma brisinha para amenizar. Os primeiros 3 quilômetros e pouco, desde a largada até o Apoador, foram cumpridos sem sombra, só com um copo de água mineral que eu derramei na cabeça depois de tomar um gole, porque àquela altura já estava suando em bicas.

Sombra mesmo só na Francisco Otaviano, que liga a Vieira Souto, em Ipanema, até a Atlântica, em Copacabana. É uma rua de sombra “eterna”, na verdade, porque é estreita e tem prédios altos em volta. E tem um fenômeno interessante: não importa qual o sentido em que você esteja correndo, nem em que horário, o vento sempre estará no sentido contrário.

Tudo estava indo bem até o quilômetro 6, na altura do Posto 3, quando o calor começou a fazer efeito de verdade. Ali eu pensei que não ia dar. Jà estava pensando em dar uma caminhadazinha básica para me recuperar, quando ouvi o Pedro, que estava acompanhando a gente pela ciclovia e tirando umas fotos, gritando comigo: “Vai Dudu, só faltam 2 km, porra!”. Com um incentivo tão gentil, não teve como não continuar correndo para completar a prova.

Dali em diante foi no sacrifício mesmo, porque o calor estava demais. Mas, realmente, já estava acabando, eu não ia parar de correr faltando tão pouco. Moderei o ritmo, joguei outro copo de água na cabeça e fui. Perto de casa veio a placa de 500 metros para o final, aí eu juntei o que sobrava de resistência física, acelerei um pouco e completei minha primeira prova do ano. Meu tempo líquido foi de 53 minutos e 51 segundos, razoável, dado o calor, mas quando eu lembro que eu fazia esse tempo para correr dez quilômetros eu percebo que ainda tenho muito o que recuperar.

De qualquer maneira, valeu o evento, pela festa e pela volta. Fiquei muito contente de participar de uma prova de novo, estava com saudades. Agora é seguir treinando rumo à meia maratona, que vai acontecer em julho.

14
jan
10

Botando pra quebrar

Caramba, 2010 começou com a corda toda! Catorze dias no ano e já tivemos catástrofes naturais históricas em Angra, na Ilha Grande, em São Luiz do Paraitinga e, agora, no Haiti, que, dentre milhares de vítimas, matou Dona Zilda Arns, cuja presença entre nós era necessária por mais um bom tempo (com o devido respeito àqueles que foram atingidos, de uma forma ou de outra, por esses terríveis eventos).

Vamos fazer o seguinte? Que tal aproveitarmos que ainda estamos no início para começarmos o ano de novo?

13
jan
10

Mais uma vez

Começou mais um Big Brother… mais um desfile de gente imbecil dizendo sandices e querendo aparecer em troca de dinheiro. E é cada vez mais dinheiro, agora é um milhão e meio de reais. Você tem ideia de quanta grana é isso?! Com tanto dinheiro, pode-se investir na poupança, para ser básico, e viver de renda recebendo, mensalmente, R$ 75 mil limpinhos.

Mais um programa que não acresce nada à cultura de ninguém, não distrai, não diverte e que mostra 14 pessoas que querem justificar para você por que eles devem receber tanta grana. O pior é que as pessoas que estão “aqui fora” ligam para votar, pagam por isso, tietam os caras (que ainda são chamados de “heróis” pelo Bial), que vão ficar 3 meses de papo pro ar, comendo, bebendo e malhando à vontade, sem nenhuma outra preocupação além de tirar o outro do jogo e aparecer muito na televisão, para ganhar 1,5 milhão de reais e, além do prêmio em dinheiro, os agrados dos patrocinadores, aqueles 15 minutos de fama, uma ou outra aparição em programas de “celebridades” e mais uns caraminguás no bolso. E são tratados como ídolos. Hoje, não tem coisa mais “cool” do que ser “ex-BBB”. Isso abre mais portas do que aquelas palavrinhas, “puxe” e “empurre”.

Eu acho que junto com o início da temporada do Big Brother nós deveríamos ganhar uns narizes de palhaço.

11
jan
10

Se a vida começasse agora…

Hoje faz vinte e cinco anos que começou o primeiro Rock in Rio. Foi realizado na Cidade do Rock, ali pertinho do Rio Centro, no mesmo lugar onde foi realizado o Rock in Rio III, em 2001 (amanhã faz 9 anos). O evento durou dez dias, com uma programação pra lá de eclética. Tinha romântico, pop, hard-rock, rock progressivo… uma salada musical, uma babel de sons que deve ter sido inesquecível para quem fom.

Eu não tinha idade para ir, porque ainda ia fazer dez anos, mas lembro que o clima na cidade era muito legal, porque pela primeira vez bandas e cantores como B-52’s, Queen, James Taylor, Yes, e ainda veríamos seres bizarros como a Nina Hagen, uma alemã metaleira que pegou o Supla (pra quem ele escreveu “Linda garota de Berlim”), mas eu vi muita coisa na televisão e achava tudo o máximo, mesmo o que eu não entendia.

Se eu me lembro bem, teve uns primos meus que foram a alguma noite, e que acharam o máximo, mas eu não fiquei sabendo de maiores detalhes porque era “muito criança” e não tinha idade pra discutir aquelas coisas. Lembro também da enxurrada de produtos alusivos ao festival que firam postos à venda. O que eu mais me lembro era o gel “New Wave”, que tinha um glitter grudento que a rapaziada passava no cabelo.

Houve show históricos, como o de James Taylor, em que 200 mil pessoas o acompanharam cantando “You’ve got a friend” (dizem que o cantor ficou tão sensibilizado com o público que desistiu de pensar em suicídio), e o do Queen (imagina um show do Queen no Rio!), e me dá a maior frustração por não ter ido, e acho que foi a primeira vez que eu lamentei por não ser mais velho.

Desde então, o Rio passou a integrar o calendário e o roteiro dos grandes show internacionais (coisa que vem perdendo desde o início da farra das meia-entradas, mas isso é outro papo), e ainda houve mais duas edições, a de 1991, no Maracanã, e a de 2001, que eu já falei, lá de novo na Cidade do Rock.

Hoje o festival virou uma franquia de sucesso, e neste ano vão ser realizadas duas edições na Europa, uma em Lisboa e outra em Madrid. A Cidade do Rock vai ser destruída para dar lugar a instalações para as Olimpíadas de 2016, então, se tivermos um Rock in Rio 4, vai ter de ser em outro lugar.

Você, que está lendo, foi? Gostou? Alguma história interessante? Deixe aqui seu relato!

11
jan
10

Não entendi!

Ano de Copa, e a Coca-Cola já está exibindo um comercial de louvor ao futebol, aquela coisa “fantárdiga”, com musiquinha, emoção, vai Brasil-il-il. Este mostra comemorações de gols. Achei engraçado aquelas imitações de coelhinho, em alusão à páscoa, de patinadores, fingir estar dirigindo um carro, pular em uma perna só como um saci, me lembram as comemorações esdrúxulas que foram moda nos anos 90 (o Laudrup, da Dinamarca, por exemplo, fez isso na Copa de 98, imitando a “Pequena Sereia”, em homenagem à estátua que está em Copenhague, no jogo das quartas, contra o Brasil). Aqui no Brasil eram especialmente populares junto aos times de São Paulo.

Tudo muito legal, tudo muito bom. Mas eu queria muito saber… qual é, afinal de contas, a finalidade da participação do Roger Milla no comercial?!

06
jan
10

Águas, águas

Vendo as reportagens sobre as tragédias causadas pela chuva no réveillon eu fiquei pensando em Ilha Grande. Ainda não consegui fazer uma visita “de verdade” àquele lugar. Fui duas vezes, na primeira, com uma namorada, recebemos, assim que pisamos na Vila do Abraão, a notícia de que o avô dela havia sido atropelado e tinha morrido, e tivemos de voltar no mesmo dia, na segunda, no fatídico cruzeiro que fiz ano passado, o tempo estava ruim e não deu pra aproveitar quase nada, até porque perdemos tempo demais no restaurante, que claramente não estava preparado para receber tanta gente saída do navio.

A Ilha Grande é, realmente, um lugar muito, muito bonito. Praias de cinema, uma paisagem impressionante. Geralmente, quem vai lá fica encantado, e tenho certeza de que essa foi a impressão inicial das pessoas que se hospedaram na pousada que acabou sendo destruída pelo deslizamento de terra. Deviam estar se sentindo no paraíso.

Só que lá, como em toda a região da Costa Verde – Angra, Parati, Mambucaba, Jacareí e redondezas – chove demais. Demais, principalmente nesta época do ano, que é a de chuvas (por isso o mau tempo no cruzeiro), e tragédias assim acabam se tornando frequentes. Em 2002 aconteceu a mesma coisa: 35 mortos na região, também em decorrência de deslizamentos de terra.

Eu tiro duas conclusões daí: a primeira é que já passou da hora de o Estado tomar alguma providência para evitar fatos como esse, impedir construções em encostas, retirar as já existentes, providenciar barreiras de contenção, aquelas coisas que sempre se fala mas nunca realmente se faz. As chuvas na região não são um evento imprevisto, e não dá pra contar com a sorte e “torcer” para que no ano que vem haja menos vítimas. A segunda é que eu vou passar a visitar a Costa Verde só entre março e outubro, e olhe lá. Com todo o respeito.




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 32 anos. Advogado por vocação, corredor por diversão. Minha mãe diz que eu sou lindo, minha mulher diz que eu sou gostoso, e eu acredito nas duas. Minha irmã diz que eu sou chato, mas eu acho que é implicância. Sou vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Pensamento do dia:

Em uma discussão de casal há sempre três versões: a dela, a dele e a verdade.

Como estamos

  • 5,784 seguidores, e contando

 

fevereiro 2010
D S T Q Q S S
« jan    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28  

Já falei sobre