Domingo passado foi dia de Leblon – Leme, uma das corridas de rua mais tradicionais do Rio de Janeiro nos anos 80, mas que ficou meio esquecida por um tempo. Organizaram uma edição dela em 2008, para voltar dois anos depois.
O grande atrativo da Leblon – Leme é, como o próprio nome diz, o seu percurso, que tem o grande mérito de fugir da mesmice e do calor do Aterro do Flamengo. A saída acontece no final da Delfim Moreira, perto do Posto 12, e a chegada é na Praça Almirante Júlio de Noronha, no final da ciclovia, no Leme. Em resumo, o trajeto cobre a ciclovia toda, de marco zero a marco zero, e é muito legal.

A corrida começa aqui...

... e termina aqui.
Foi minha primeira corrida de rua desde a Super 40 do ano passado, em abril. O problema da corrida foi o mesmo de sempre – o calor, que está cada vez mais intenso. Às 8 da manhã, hora da largada, já fazia mais de 30 graus no Leblon, e não havia nenhuma brisinha para amenizar. Os primeiros 3 quilômetros e pouco, desde a largada até o Apoador, foram cumpridos sem sombra, só com um copo de água mineral que eu derramei na cabeça depois de tomar um gole, porque àquela altura já estava suando em bicas.
Sombra mesmo só na Francisco Otaviano, que liga a Vieira Souto, em Ipanema, até a Atlântica, em Copacabana. É uma rua de sombra “eterna”, na verdade, porque é estreita e tem prédios altos em volta. E tem um fenômeno interessante: não importa qual o sentido em que você esteja correndo, nem em que horário, o vento sempre estará no sentido contrário.
Tudo estava indo bem até o quilômetro 6, na altura do Posto 3, quando o calor começou a fazer efeito de verdade. Ali eu pensei que não ia dar. Jà estava pensando em dar uma caminhadazinha básica para me recuperar, quando ouvi o Pedro, que estava acompanhando a gente pela ciclovia e tirando umas fotos, gritando comigo: “Vai Dudu, só faltam 2 km, porra!”. Com um incentivo tão gentil, não teve como não continuar correndo para completar a prova.
Dali em diante foi no sacrifício mesmo, porque o calor estava demais. Mas, realmente, já estava acabando, eu não ia parar de correr faltando tão pouco. Moderei o ritmo, joguei outro copo de água na cabeça e fui. Perto de casa veio a placa de 500 metros para o final, aí eu juntei o que sobrava de resistência física, acelerei um pouco e completei minha primeira prova do ano. Meu tempo líquido foi de 53 minutos e 51 segundos, razoável, dado o calor, mas quando eu lembro que eu fazia esse tempo para correr dez quilômetros eu percebo que ainda tenho muito o que recuperar.
De qualquer maneira, valeu o evento, pela festa e pela volta. Fiquei muito contente de participar de uma prova de novo, estava com saudades. Agora é seguir treinando rumo à meia maratona, que vai acontecer em julho.