15
Set
09

Ghost

E o Patrick Swayze morreu, gente…

Agora, só a Oda Mae Brown.*

(*) Oda Mae Brown foi a médium trambiqueira interpretada por Whoopi Goldberg no filme “Ghost – Do Outro Lado da Vida”, a única a “ver” o falecido Sam, personagem do falecido Swayze, e a única capaz de ajudá-lo a desmarcarar o vilão Carl, amigo que havia encomendado o assalto que terminou no assassinato do Sam, e queria pegar a Molly, personagem da Demi Moore, namorada do morto. Evidente que, no início, ninguém acreditava em Oda Mae, que tentava desesperadamente alertar a pobre Molly, que sofria horrores com a incerteza e o ceticismo para, no final, acreditar nela, e ambas se unirem para desmascarar Carl e salvar as próprias vidas. Mais evidente ainda que, no final, Sam “apareceu” para Molly para “se despedir”, “incorporando” em Oda Mae. Ah, sim: Whoopi ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel, o único da carreira até agora.

11
Set
09

Agora vai!

A imprensa tem acompanhado, nos últimos dias, a confusão sobre a compra, pela União, de caças e submarinos convencionais e nucleares, como instrumentos para reforçar a defesa nacional e reafirmar a superioridade bélica brasileira na América do Sul, com a especial justificativa de “defender o pré-sal”. O Presidente anuncia, o Ministro desmente, os Estados Unidos reclamam e fazem concessões e o Presidente se gaba dizendo que “daqui a pouco vai receber de graça”. Aquela bagunça de sempre.

Mas, na verdade, nada disso importa. Que mané Rafale, F-22 e similares! O que interessa mesmo é que a Associação dos Pescadores Amadores de Rondônia (!) doou um computador para a Marinha do Brasil, para “facilitar a emissão de permissões de condução de embarcações no Estado”! Enquanto o Governo Federal discute uma compra de bilhões de reais, a Marinha recebe um computador porque uma associação percebeu a carência de equipamentos na Delegacia Fluvial de Porto Velho.

E tem mais! Hugo Chavez reconheceu a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, ambas regiões separatistas da Geórgia! agora sim, a ONU vai ter de se curvar à gloriosa causa da revolução bolivariana!

É isso aí! Agora o mundo será, com certeza, um lugar melhor. E eu vou poder dormir em paz.

27
Ago
09

Xou da Xuxa

A Xuxa aderiu ao Twitter. Legal. A Sasha não aderiu ao Twitter, mas usa a “conta” da mãe para mandar umas mensagens de vez em quando. Bacana.

Aí, nesta semana, surgiu uma polêmica muito construtiva sobre os posts conjuntos da Xuxa e da Sasha no Twitter. Primeiro, a mãe escreveu em caixa alta, contrariando a “etiqueta” da internet. Depois de reclamações, ela disse que era o “jeitinho” dela – mas continuou escrevendo do mesmo jeito. Outras reclamações depois, sempre seguidas de justificativas, ela capitulou e começou a escrever em letras minúsculas.

Segundo, os erros de português de uma e de outra. Coisas como “não fiquem triste”, “saiu erros de português”, e ooutras que tais, até que saiu o famigerado “vou fazer uma sena”, no tal post escrito pela filha. “Sena”, aqui, seria “cena”, mas, convenhamos, depois dos exemplos anteriores, é esperar demais que elas saibam escrever uma palavra tão difícil.

Diante das novas críticas, Xuxa, tomada de grande humildade, declarou: a filha dela foi alfabetizada em inglês e não é obrigada a saber escrever em português. E que, a partir daquele momento, ela pensaria (?) muito (!) antes de deixá-la falar com os seguidores de novo, pra não ouvir “merda”. Por via das dúvidas, porém, a mensagem da Sasha foi apagada.

Bom, o que dizer? Quer dizer que errados são os que não sabem falar inglês, pra ver como a Sasha foi bem alfabetizada? Ou que, por ter sido alfabetizada em inglês, ela merece o beneplácito geral? Ou que quem mandou nós sermos pobres e não termos sido alfabetizados em inglês? Desde quando ter sido “alfabetizada em inglês” é motivo para a ignorância, a falta de tato e de educação?

Sasha deve estar achando horrível viver em um país em que não falam a mesma língua dela. E Xuxa deve estar começando a perceber que ela não vive encastelada no “mundo da imaginação”, que a vida não é “só para baixinhos”, e que a falta de educação dela para aqueles que as criticaram (isso acontece, Xuxa) foi um verdadeiro “xou”.

24
Ago
09

Alguém viu?

Confesso que foi só depois de ter lido a notícia que me dei conta de que nunca mais ouvi falar dele. Nesses tempos de memória curta e celebridades descartáveis o desaparecimento vem se tornando cada vez mais banal.

Mas, afinal de contas, Cadê o Belchior?!

19
Ago
09

É com ou sem emoção?

Andar de ônibus no Rio de Janeiro é um perigo – disso todo mundo sabe. A frota é velha e mal conservada, os motoristas são ruins e mal educados, os trocadores (“cobradores” para os estrangeiros) são metidos a espertinhos. Os pontos são olimpicamente ignorados, os itinerários idem, e as mais elementares leis de trânsito e, às vezes, da física – como aquela que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo – são desprezadas.

Só que eu estou convencido de que há algumas linhas que exigem um “algo mais” dos motoristas. Um instinto assassino que os difere dos colegas e os transforma de simples motoristas em verdadeiros facínoras. Quem anda de 125, 175, 634 ou 910 (que eu me lembre agora) sabe do que estou falando.

(Aliás, se vocês tiverem outras linhas e outras histórias a acrescentar, fiquem à vontade!)

Hoje, por exemplo, o 125 que me trouxe para o trabalho abriu a porta na faixa da esquerda da pista lateral da Presidente Antonio Carlos, no Centro, e ficou esperando que eu descesse, com o trânsito em volta, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Afinal, se eu ia mesmo atravessar a rua, ele estava até facilitando meu trabalho! Claro que eu, como os outros passageiros que também iam descer, não descemos e exigimos que ele parasse perto do meio-fio, o que ele não fez – na verdade, ele atravessou o ônibus na rua, parou o trânsito e ficou a mais ou menos um metro da calçada. E olhe lá!

Por isso que quem anda de ônibus não precisa ir à Disney. Aqui é muito mais emocionante!

16
Jul
09

E essa agora…

O mundo está ficando mesmo muito chato. Acabei de ler que uma moça de 22 anos, que trabalha no sistema penitenciário inglês, foi demitida por ser “sexy demais”. Segundo a reportagem, ela se maquiava demais e suas roupas eram muito reveladoras. Ah, e tem um piercing no nariz!

Ah, esses ingleses… eles precisavam dar uma olhada no sistema carcerário daqui, pra ver o que é bom.

14
Jul
09

De novo?!

Eu não merecia essa. Depois de ter assistido à clássica discussão sobre a diferença entre “registro” e “resistro” em um elevador, que eu relatei em um post do ano passado, presenciei ao seguinte diálogo, travado entre dois indivíduos que estavam no banco atrás de mim em um ônibus enquanto eu ia para o trabalho (os palavrões foram excluídos):

- Poxa, nem acredito que vou finalmente comprar a minha moto. Agora com a redução do INPI tá bem mais barato!

- INPI?

- É, aquele imposto que o governo reduziu!

- Ah, tá. Mas não é INPI não, acho que é um tal de CONFINS (!).

Pra quem não sabe, INPI é a sigla do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, e Confins é um aeroporto em Belo Horizonte; eles estavam se referindo ao IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados – e à Cofins – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. E, sim, o que o governo baixou foi o IPI (í-pê-í!!!)

Espero, pelo menos, que primeiro tenha comprado a moto dele.

Meu Deus… Será que dá pra pedir reparação de dano moral?

05
Jul
09

Mas hein?

Na esteira do post sobre o Padre Adelir de Carli, o Igor me mandou uma contribuição interessante. A MTV instituiu o Troféu Demerol para eleger a celebridade mais nonsense. A disputa deste ano foi árdua e envolveu candidatos do calibre de Cartano Veloso, Narcisa Tamborindeguy, Bruno “Tarso Cadore” Gagliasso e Théo Becker, mas a grande vencedora foi a “cantora” Mallu Magalhães, cuja existência eu, sinceramente, ignorava até ler essa notícia. Aí eu fui pesquisar e me arrependi profundamente.

O que dizer dessa moça? Parece ser uma menina de, sei lá, dezesseis, dezessete anos, cuja idade mental deve ser de uns oito. Tem uma expressão absolutamente perdida – a foto dela, abaixo, diz tudo – e suas músicas absolutamente não têm nexo. E ainda namora o Marcelo Camelo. Ai, ai, ai… não tem quem aguente.

malluca b

Que saudade dos anos oitenta…

03
Jul
09

O padre que caiu

Você se lembra do Padre Adelir de Carli, o Padre Voador? Aquele que conduzia e divulgava a Pastoral Rodoviária, entidade religiosa paranaense que prestava auxílio espiritual e moral a caminhoneiros, e resolveu promovê-la fazendo um voo solo com balões infláveis e desapareceu?

Hoje, 3 de julho, faz um ano que um barco de apoio a operações da Petrobras o localizou no litoral do Rio, na altura de Maricá.

A intenção do padre, quando se lançou naquela empreitada, digamos, exótica, foi chamar a atenção da comunidade para a Pastoral, de modo a receber mais doações e angariar fundos para continuar ajudando os caminhoneiros que os procuravam. Só que, francamente, quem, em sã consciência, faria um voo sozinho com balões de encher? E com equipamento que sequer sabe utilizar?! Para quem não se lembra, o padre carregava, dentre outros equipamentos, um GPS para saber sua localização, mas disse à TV, quando decolou, que não fazia a menor idéia de como utilizá-lo.

Pelo plano original, o padre decolaria em Paranaguá e pousaria em Prudentópolis, ambas cidades do interior do Paraná. Mas os ventos e o mau tempo (o padre decolou mesmo com mau tempo) o levaram para o litoral, bem longe do destino escolhido. O padre nunca mais foi visto e o resto é história.

Infelizmente, porém, o tiro saiu pela culatra. Hoje, um ano depois da malfadada aventura, muitos fiéis abandonaram a Pastoral com vergonha de terem virado alvo de chacota. As doações rarearam, o dinheiro minguou, tudo o que resta, hoje, são três caminhões-capela e o padre virou tabu – ninguém fala dele no site da Pastoral.

Acho que o padre teria feito muito mais pela Pastoral, pelos caminhoneiros que ela auxilia e por ele próprio se não tivesse partido naquela viagem. Não consigo compreender em quê quebrar o recorde de permanência no ar suspenso por balões infláveis seria útil para alguém. Pra mim é mais uma daquelas sandices motivadas pela vaidade de figurar no “Livro dos Recordes”, que, aliás, nunca foi táo banalizado pelos recordes mais inúteis que você pode imaginar. Ninguém, neste país sem memória, lembraria do que ele fez e o “recorde” seria simplesmente esquecido.

O padre morreu de forma infeliz e levou com ele a reputação da Pastoral Rodoviária. Hoje, um ano depois de acharem o corpo dele, ninguém mais se lembra de quem ele foi, o que ele fez e o que ele queria. E quando falarem dele as lembranças vão ser as piadas, o ridículo a que ele expôs a si e aos outros. Seu legado, infelizmente, é melancólico.

25
Jun
09

Eu recomendo

Aqui vai uma ótima dica para os que gostam de carros antigos fabricados no Brasil – Fuscas, Brasílias, 147, Opalas, Dodges, dentre outros – e de carros que, apesar da idade, ainda são fabricados – Uno, Gol – e ficam se imaginando como poderiam ser esses carros hoje: É o blog do Du Silveira, o Irmão do Décio, design que faz atualizações sensacionais de modelos que fizeram história na indústria automobilística nacional.

Vale a visita, não deixe de ver.




Quem manda na área

Carioca nascido em Brasília, 32 anos. Advogado por vocação, corredor por diversão. Minha mãe diz que eu sou lindo, minha mulher diz que eu sou gostoso, e eu acredito nas duas. Minha irmã diz que eu sou chato, mas eu acho que é implicância. Sou vascaíno, adoro sorvete de creme e detesto camarão.

Pensamento do dia:

Em uma discussão de casal há sempre três versões: a dela, a dele e a verdade.

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